Pré-visualização gratuita A CAMAREIRA E O MAFIOSO
DIAS ATUAIS...
Era o primeiro dia de trabalho de Mia Flores como camareira em um luxuoso e sofisticado hotel em Las Vegas.
Ela estava recomeçando a sua vida do zero, tentando esquecer os traumas que havia vivido recentemente no Mexico. Traumas esses que deixaram uma grande ferida aberta.
Apesar de tudo, Mia estava otimista que em um outro país, outro cenário, convivendo com outras pessoas, ela pudesse superar seu passado não muito distante.
[...]
Mia havia sido designada para limpar o andar das suítes presidenciais. Ela havia forrado impecavelmente a cama com lençóis de seda, quando alguém bateu na porta.
Mia imaginou que fosse algum funcionário, visto que a inauguração para os hóspedes seria só dali a dois dias. Ela então se direcionou para a porta, e ao abrir, grande foi a sua surpresa.
[...]
Hugo Ferrari, primogênito bilionário de Stephano Ferrari, capo da maior máfia italiana atuante nos Estados Unidos, estava fechando um grande negócio. Ele queria ampliar sua rede hoteleira, levando alguns dos seus hotéis cinco estrelas para a Argentina e para o Brasil.
Hugo, Luca seu irmão e Bruno seu melhor amigo e braço direito, levaram alguns investidores e futuros investidores para conhecer um dos seus hotéis cinco estrelas na cidade de Las Vegas, em nevada, e que estava prestes a ser inaugurado.
Ele preparou uma grande apresentação, e começou mostrando toda a extensão do seu hotel no térreo.
Hugo começou pela recepção, passou pelos restaurantes, bar, cozinha, área externa da piscina, academia, salões de festas e por fim a área de lazer.
Em seguida, Hugo seguiu sua apresentação mostrando alguns dos quartos, até que chegaram na suíte presidencial.
A suíte era bem luxuosa e muito espaçosa, contava com trezentos e sessenta metros quadrados, piscina aquecida exclusiva, seu designer era espetacular e moderno, tinha sala de TV e mesa de jantar, além de um banheiro deslumbrante com uma enorme banheira.
Todos ficaram muito impressionados, até que Hugo falou que o melhor estava por vir.
Ele direcionou todos para um elevador exclusivo, e eles chegaram no último andar onde ficava a suíte Royal.
A suíte mais luxuosa do hotel, contava com uma linda vista que mostrava Las Vegas em trezentos e sessenta graus, sala de jantar para até dezesseis pessoas, sala de jogos, quarto de massagem e biblioteca. Tinha quatro suítes e todas tinham banheira, além de ter uma área externa de cair o queixo, com piscina aquecida exclusiva.
— A suíte conta com oitocentos metros quadrados de puro luxo e sofisticação — foi com essas palavras que Hugo conseguiu impressionar seus acionistas, tendo em vista que todos fecharam negócio.
O acordo foi selado com champanhe e canapés, e não só Hugo como seus sócios Luca e Bruno ficaram bem satisfeitos.
Ele pediu que Luca acompanhasse os acionistas até a saída, enquanto ficou com Bruno acertando alguns detalhes das últimas negociações.
Hugo acabou se dando conta de que tinha deixado seu celular no andar de baixo onde ficavam as suítes presenciais, e voltou até lá junto com Bruno para pegar.
Quando eles estavam saindo da suíte, perceberam uma movimentação diferente. Os dois se olharam e logo tiraram suas armas da cintura, na parte de trás do terno.
Eles andaram pelo corredor com armas em punho, quando de repente um homem apareceu atirando em direção aos dois.
A troca de tiros começou, e logo eles puderam constatar que tinham cinco homens.
Eles estavam em desvantagem, porque dois dos seus homens que estavam fazendo a segurança do corredor já haviam sido alvejados.
Bruno acertou um homem, Hugo acertou um outro, e agora eram três contra dois.
A troca de tiros continuou intensa, e não demorou para Hugo conseguir acertar um outro homem.
Infelizmente eles não contavam com o elemento surpresa. O chefe da Família Grecco, Rocco Grecco, principal inimigo de Hugo e de sua família, saiu de uma outra suíte presidencial com uma camareira de refém.
A camareira era Mia Flores, que teve uma arma apontada para sua cabeça por Rocco, no momento em que abriu a porta da suite.
Rocco tampou a sua boca e a segurou por trás com a arma em sua cabeça, enquanto escutavam tiros nos corredores do hotel.
Quando viu que três dos seus homens já tinham sido abatidos, Rocco saiu fazendo Mia de escudo.
— Solta a arma e chuta para cá, ou eu estouro os miolos da sua camareira aqui e agora — Rocco esbravejou com a arma apontada para a cabeça de Mia.
Hugo fez exatamente o que Rocco mandou, e soltou a arma chutando-a em direção ao homem.
— Solta a moça, Rocco, o seu problema é comigo — Hugo falou com as mãos para o alto em sinal de rendição.
— Solto, assim que ele soltar a arma — falou olhando para Bruno.
Bruno também jogou a arma no chão e chutou ela assim como Hugo fez.
— Você matou meu filho e agora vai morrer, desgraçado — Rocco falou com um olhar sombrio, apontando a sua arma na direção de Hugo.
Rocco não pensou duas vezes e efetuou um disparo contra Hugo, mas graças a intervenção de Mia que bateu no braço dele, aquele tiro não atingiu a cabeça de Hugo. Ainda assim o filho do capo da máfia italiana caiu no chão com a mão em seu abdómen.
Luca, que tinha voltado até a suíte presidencial, escutou os tiros enquanto ainda estava no elevador, e sutilmente andou até o corredor onde a troca de tiros estava acontecendo. Ele se escondeu atrás de uma parede e de um bom ângulo conseguiu efetuar um tiro certeiro em Rocco, que já caiu no chão sem vida.
Mia correu em direção a Hugo, pois o tiroteio recomeçou. Bruno que havia recuperado sua arma e Luca continuaram trocando tiros com os homens que trabalhavam para os Grecco.
Mia instintivamente puxou Hugo para a lateral do corredor que dava para a escada de emergência, o tirando do fogo cruzado.
— Será que você consegue levantar? — Ela perguntou com Hugo em seu colo, enquanto sua mão segurava firme o abdômen dele onde ele havia sido atingido.
Hugo assentiu mesmo gemendo de dor.
— Eu vou te pedir para você pressionar o ferimento com força, por favor não solta — Mia ordenou temendo que ele perdesse ainda mais sangue.
Mia suspendeu Hugo e colocou o braço dele por cima do seu ombro, descendo em seguida as escadas de emergência.
A intenção dela era sair daquele andar com ele, caso o pior acontecesse.
Ao chegar no andar de baixo, Mia pegou um cartão que estava no seu bolso e abriu um dos quartos, entrando nele com Hugo ainda em seus ombros.
Ela colocou Hugo na cama, correu até o banheiro, pegou uma toalha e pressionou o local do ferimento.
Hugo mesmo baleado ficou impressionado com a forma que Mia fazia tudo cuidadosamente. Sem falar que era inevitável não notar a beleza daquela mulher, mesmo estando descabelada e com o seu uniforme sujo de sangue.
— Qual o seu nome? — Hugo perguntou sem tirar os olhos de Mia.
Ela hesitou um pouco, não sabia quem era aquele homem e o quão perigoso ele era, mas resolveu falar quando lembrou que ele poderia ter deixado o outro homem atirar nela e não deixou.
— Meu nome é Mia, e o seu?
— Hugo — ele respondeu em um gemido ofegante.
Mia não sabia que Hugo era seu patrão, aquele era seu primeiro dia de trabalho, e seu turno tinha começado poucos minutos antes de Rocco a fazer de refém.
Enquanto eles estavam no quarto, Bruno e Luca seguiam com a troca de tiros com os dois homens. Eles conseguiram abater um dos homens, porém o outro conseguiu fugir.
Por fim, depois de encerrada a troca de tiros, eles desceram as escadas à procura de Hugo, abrindo com seus cartões porta por porta.
Como Hugo estava ferido, eles imaginaram que a camareira só poderia estar com ele naquele andar.
Por sorte, ainda faltavam dois dias para a inauguração do hotel, e por conta disso não tinha nenhum hóspede.
Depois de algumas tentativas, o irmão de Hugo enfim abriu a porta do quarto onde Mia e ele estavam.