O caos começa antes das nove. O telefone não para de tocar, o e-mail apita a cada segundo, o corredor em frente à sala de Damian vira um vai e vem de gente de terno, rosto tenso, passos apressados. A fusão com um grande grupo europeu está na fase final, a imprensa descobriu antes da hora e já está rondando o prédio. Qualquer deslize pode custar milhões. Rowena chega cinco minutos mais cedo e, em dez, está no olho do furacão. — Desirée, confirma com o jurídico se o contrato final foi assinado pelas duas partes — ela pede, com o telefone preso entre o ombro e a orelha, digitando uma mensagem no computador. — Já estou vendo — a mulher responde do outro lado da linha. — Mark, remarca a coletiva com a imprensa para amanhã à tarde. Hoje o Damian não vai conseguir respirar — ela diz para o

