VIII-2

2046 Palavras

Felizmente a resgatar a minha pessoa e toda a Itália era ele: Francesco Panetta. Dias antes, mais um queniano tinha batido este rapaz Calabrese nos 10.000metros. Francesco não era o favorito, mas as 3.000 mil barreiras são uma prova estranha, diferente de todas as outras. Cada superação do ponto mais elevado da barreira, cada profundidade da barreira, a pia com água, esfalfa as pernas e o risco de cair é sempre uma armadilha. Panetta não, não caiu: nunca. UM após o outro passou os adversários e, no meio de um estádio olímpico totalmente em pé, venceu. Para mim foi uma espécie de desforra pessoal: sentia-me não a altura dos meus companheiros de turma, aqueles “chiques” que voltavam bronzeadíssimos das férias na Grécia. Eles eram sempre vencedores, eu, como aquele atleta com o meu mesmo nom

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