Kan Ruslan Eu a ajudo a se deitar com cuidado, como se cada movimento precisasse ser calculado. Lunara parece mais leve do que o normal, mas ao mesmo tempo frágil de um jeito que me deixa em alerta. Quando ela se acomoda na cama, apoio uma das mãos no colchão e me inclino apenas o suficiente para observá-la melhor. O rosto está pálido. Não de um jeito alarmante, mas diferente. O olhar dela não sustenta o meu por muito tempo, e há uma lentidão nos gestos que não é comum nela. Lunara nunca foi lenta. Nunca foi fraca. Sempre foi tensão, rigidez, controle. Agora, não. — Deita, vai... — Digo em tom baixo, firme. — Não força. Ela obedece, o que por si só já é um sinal de que algo não está certo. Ainda bem que eu vim. O pensamento vem automático, quase agressivo. Se eu não tivesse vindo, n

