62-Desesperada

1269 Palavras

Lunara Tokatli Eu acordo devagar, como se o meu corpo estivesse voltando de muito longe. O quarto ainda está silencioso, envolto numa luz suave que entra pelas cortinas parcialmente abertas. Viro de lado, puxo o cobertor sem abrir os olhos e me estico inteira, sentindo cada músculo reclamar de leve. Quando meu rosto afunda no colchão, algo me atinge. Um cheiro. Não é o cheiro da minha pele, nem do sabão da roupa de cama. É um perfume. Masculino. Familiar demais. Meu coração acelera antes mesmo que a minha mente consiga organizar o pensamento. Eu me sento de uma vez na cama. — Ruslan… — O nome escapa baixo, quase um reflexo. Ele esteve aqui. Não é uma dúvida. É uma certeza física. O cheiro ainda está nos lençóis, no travesseiro, no ar. Passo as mãos pelo rosto, pressionando as têmpo

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