Lunara Tokatli Os dias passam e para ser exata, pouco mais de duas semanas, mas nada realmente muda. Ou talvez mude, só não da forma que eu esperava. Continuo de olho em Osman. O tempo inteiro. Cada movimento, cada ausência na mansão, cada silêncio dele é anotado mentalmente como se eu estivesse montando um quebra-cabeça que se recusa a mostrar a imagem final. Já invadi o quarto dele mais duas vezes desde aquela noite. Duas. Entrei com o mesmo cuidado, usei luvas, não deixei rastros, recoloquei tudo exatamente no lugar. Virei gavetas, verifiquei documentos, observei cantos improváveis, espaços vazios demais para serem vazios por acaso. E passei um bom tempo ali. E não encontrei nada. Nada além daquele comprovante de saque bancário que ainda carrego comigo como se fosse uma peça-ch

