18° Aniversário

2702 Palavras
E L E N A    S T A R K O mês passou de forma rápida, embora alguns acontecimentos tenham o tornado tumultuado. Após Thor salvar minha vida, tenho estado mais poderosa. Quando chego perto de algo eletrônico, a coisa liga ou desliga — ou entra em curto. Coisas difíceis da vida mutante, mas Reed e Cho estão estudando a melhor maneira para que eu consiga controlar meus poderes. Como posso controlar algo que nem sequer entendo? Depois do ocorrido na Quinta Avenida, o mundo quer saber quem é essa nova h*****a que ajudou o Quarteto Fantástico e os Vingadores, já que meu pai distorceu todas as imagens de segurança das câmeras do local. Lembram daquela repórter metida da Vanity Fair? Pois então, a filha da mãe divulgou uma imagem minha, bem do meu rosto e, agora, estou presa em casa. Agora, passo o dia todo jogada no sofá, comendo porcaria e vendo televisão. Às vezes, sozinha. Quando o grupo tá em casa, alguns me acompanham. Como agora, por exemplo. Estou esparramada no ombro do Thor, comendo pipoca, tomando refrigerante e assistindo o filme Hércules. — Fala sério. — Thor resmungou — Esses filmes são patéticos. — Sh! Eu gosto. — falei com a boca cheia — Elena, você não cansa de comer, não? — Sam me olhou — Não posso ir lá fora, agora, vai me proibir de comer? — resmunguei — Ai, gente! Cala a boca. — Wanda resmungou pegando um pouco de pipoca do balde — Queria um chocolate quente. — Nat resmunga — Ai, eu também, Nat. — a olhei — O chocolate quente da Wanda é ótimo. — tenta — Nem adianta jogar indiretas, Romanoff. Não estou afim de levantar. — Por favor, Wanda. — fiz bico — Você não cansa, Elena? — Thor me olhou — Shh! Você também come muito. — ri e enfiei um punhado de pipoca na boca dele — Eu sou um deus, criatura. — ele riu com a boca cheia — Um deus que perderia pro Hulk. — Nat implicou — Não me confunda com meu irmão. — Ah, esqueci que ele é digno. — ri — Blá blá blá. — Sam jogou a almofada nele — Elena! — vi meu pai chegar, ao lado de um cadeirante — Ah, oi. — sorri fraco, sacudindo o cabelo e vendo algumas pipocas caírem do mesmo — Esse é Charles Xavier. — ele aponta para o homem na cadeira de rodas — Podemos conversar? A tensão tomou conta do meu corpo quando ouvi aquele nome. Ele era o líder da nação mutante e, provavelmente estava ali por minha causa. Suspirei pesado e me levantei, seguindo meu pai pelos corredores do complexo até chegarmos em seu escritório. Ao chegar lá, me sentei e meu pai ficou de pé, encostado em sua mesa. — Olá, meu nome é Charles Xavier. — ele me estendeu a mão, para me cumprimentar — Elena Stark. — notei meu pai sorrir pensativo, enquanto eu o cumprimentava — Reed me deu os resultados do seu exame. — meu pai roubou minha atenção — E aí? — perguntei nervosa — Seus genes mutantes estão muito mais ativos. Parece que se multiplicaram. — eu parei pensativa, absorvendo as informações — Suas células envelhecem 95% mais devagar que a de um humano comum. — Isso quer dizer que...? — franzi o cenho — Que quando você tiver a idade do seu pai, ainda vai aparentar ter bem menos idade. — Xavier explicou — As mudanças que seu pai comentou comigo, com relação ao seu físico agora, podem ter a ver com o conflito de poderes entre Thor e você. Em palavras mais simples, é como se o poder dele estivesse alimentando o seu e, então, o seu está alimentando você. — Quer dizer que eu vou ficar enorme, igual a ele? — franzi o cenho, pensativa — Pegou a linha de raciocínio. — meu pai comenta — Bom, não vou envelhecer. Isso é esteticamente bom. — fiz graça, tentando não ver o lado ruim — Seus poderes estão avançando, filha. Charles acha que pode ajudar você. — Não só acho, como tenho certeza. — ele me olhou — Eu sei que o senhor entende muito sobre isso. — comento — Inclusive, minha mãe pesquisou na sua tese, quando descobriu minha mutação. Ela se achava culpada, no começo. — Na verdade, se for pensar em culpa, a culpa é do Tony. Em anos de pesquisa, descobri que o genes mutante vem do macho, na procriação. — eu olhei meu pai — Aí, ô cadeirante! — meu pai franze o cenho — Sabia que eu estou tentando me dar bem com ela? — eu ri fraco e voltei a olhar o Charles — Diga o que pode me oferecer. — Treinamento, conhecimento, amizade. — diz paciente — Posso lhe oferecer muitas coisas que irão te ajudar a controlar o que tem dentro de você. E, o mais importante, vão te ajudar a compreender. — O que você acha? — meu pai me olhou — Isso seria ótimo. — sorri esperançosa — É, só que, pra isso, você precisa ir para o Instituto Xavier – Para Jovens Superdotados. — eu olhei para meu pai — Em Westchester. — arregalei os olhos — Isso quer dizer, me mudar do Complexo? — arregalo os olhos — Não. Eu perdi minha mãe há pouco mais de dois meses, nós ainda estamos nos conhecendo, eu m*l me adaptei aqui. — Pense que é algo temporário. — Xavier tentou me confortar — Algo que te fará muito bem. — Eu... — pisco atônita — Eu não sei, eu preciso pensar. — suspiro nervosa — Eu acabei de voltar pro meu pai. Foram dezessete anos. — Elena, isso será bom para você. — Xavier insiste — E, além do mais, Tony pode ir lá quantas vezes quiser. E você também poderá vir passar os finais de semana. Eu suspirei. Era muita coisa pra decidir. Sim, eu precisava de ajuda e não podia desperdiçar essa chance. Não, eu não queria me separar do meu pai e dos meus novos amigos. Eram muitas coisas a serem consideradas. Apesar que, pela gravidade das minhas mudanças, eu vou precisar de apoio. Apoio sério, de gente que entende. — Ela vai, Charles. — meu pai garante e eu o olho — Já quer se livrar de mim? — Tony, lá é como um grupo de apoio. Só fica lá, quem realmente quer estar lá. — E ela vai querer. — ele me olhou — Filha, sabe que é o melhor a ser feito. Além do mais, será ótimo à você e eu vou te visitar sempre. — diz sério — E eu prometo que não haverão outros dezessete anos. Temerosa, o encaro, vendo sua expressão de apoio. Não posso negar que Tony não pode me ajudar com essa parte, apesar de todos os seus esforços. Todos os dias saindo cedo e chegando tarde, enfiado em laboratórios e desperdiçando rios de dinheiro para pesquisas. Não há como me controlar sem entender o que eu tenho, o que eu sou. Isso o preocupa, pois posso vir a ser um risco não só aos outros, mas à mim mesma. Suspiro pesado. — Ok! — concordo — Então eu vou.               *** Anthony estava planejando uma mega festa! Festa é com ele mesmo. Seria para comemorar meu aniversário e se despedir da mascote da equipe — que, no caso, sou eu mesma. Seria um baile à fantasia. Valia tudo, mas a regra era: nenhum herói poderia se vestir de herói. Eu não sabia direito o que ia vestir, mas também não fazia ideia de como comprar, já que a imprensa está martelando atrás de mim e eu não posso desfilar tranquilamente pelas ruas sem causar alvoroço. — Bom dia, família. — eu sorri entrando na cozinha — Todo mundo, vai! Parabéns, pra você... — Wanda puxou e Pepper colocou um bolo de chocolate com duas velinhas rosa acesas em cima do balcão — Elena! Elena! Elena! — vi o grupo gritar animado, batendo palmas e eu assoprei as velas — Feliz aniversário, princesa. — meu pai me abraçou e beijou minha testa — Eu que fiz o bolo. Espero que esteja bom. — Pepper me abraçou — Se não foi a Nat, com certeza tá bom. — Steve riu e a ruiva bateu em seu ombro — Eu tenho a melhor família do mundo. — sorri com os olhos marejados — A melhor madrasta, os melhores amigos... — Um pai que tenta. — Tony fez graça, nos fazendo soltar gargalhadas — Certo. O que vai usar essa noite? — Nat me olhou enquanto sentávamos à mesa e Pepper trazia o bolo — Não sei. — puxei uma das velinhas apagadas e lambi seu fundo — Vale lembrar que não saí de casa desde que a loira azeda contou pro mundo que fiz um bico de h*****a. — dei de ombros — Já dei um jeito nela. — meu pai diz passando o dedo na calda do bolo e colocando na boca — Essa mulher sempre me causa problemas. Ela levou o acidente com os disjuntores da Torre para o mundo inteiro. Oops! O apagão na Torre dos Vingadores. Eu ainda não havia tido a oportunidade de expressar minha culpa por isso. — Ah, pai... Sobre isso... —cocei a cabeça e todos me olharam — Meio que... Fu eu. — ofeguei sem graça — Você apagou a Torre? — Rhodes me olha — Por que? — Steve franze o cenho — Aquele peituda da recepção me tratou muito m*l quando te procurei. Não era minha intenção ferrar com o reator. — Você não ferrou com o reator, mas foi uma atitude meio radical, não é? — ele me olhou — Foi m*l. — sorri sem graça, pegando meu pedaço de bolo — O que você queria, quando foi lá? — ele me olha — Pra ser sincera, não sei. — mordo meu pedaço de bolo — Achei que ia simplesmente entrar e falar com você. — Lena, você já terminou de fazer suas malas? — Pepper trocou o assunto e eu a olhei — Nem comecei. — ri — Não n**a de quem é filha. — Sam murmura — Ei, eu sou mega organizado. — meu pai se defendeu — Você não é organizado, Tony. — Nat implicou — Nem mega organizado. — Rhodes riu — Elena, você se muda amanhã. — ela me lembra — Pretendia arrumar isso quando? — É que eu tô com preguiça. E minhas roupas não estão cabendo direito em mim. — Comendo feito louca. Deve ter engordado. — Sam deixou escapar — Samuel! — esbravejei e joguei um pãozinho nele — Natasha e Wanda irão ao centro hoje. Pode ir com elas e comprar roupas novas. — meu pai disse comendo — Com que dinheiro? — franzo o cenho, de boca cheia — Não precisa disso, quando se é um Stark. — Pepper diz — Já posso sair na rua sem ser incomodada? — Eu calei a boca dela. — ele deu de ombros — Ela retirou a publicação. Claro que existem curiosos, mas ninguém vai ter coragem de perturbar você. — Deus seja louvado! — ergo as mãos — Uhuul! Vamos às compras! — Nat comemorou — Vou te ajudar a renovar seu guarda-roupas. — Se for pra ela usar coisas similares ao que você usa, prefiro que a Pepper a ajude. — Tony implica — Sai fora, Tony. — se defende — Tenho estilo.                            *** O dia foi repleto de muita loucura. Pepper, Wanda, Nat e eu zoamos muito em todas as lojas da Quinta Avenida e arredores. Almoçamos num restaurante comum por ali e, depois, continuamos a passear. Hap já deveria estar exausto. A limusine estava cheia de sacolas de um bando de lojas. Tivemos um dia de princesa. Ao lado de Nat e Wanda, horas depois, passei pelos paparazzi e pela fila de repórteres no tapete vermelho, do lado de fora da Stark Enterprises. Wanda, estava vestida de camponesa e Nat de colombina. — Vai parar pra falar? – Nat me olhou — É claro que não. — digo rindo — Bela fantasia! — ouvi alguém gritar Assim que cruzei a porta do salão, todos nos olharam e sorriram. Olhei para todos e fui notando aos poucos quem estava lá. Reconheci meu pai de Sherlock Holmes, Pepper de Mulher-Gato, Sam de Gavião Arqueiro, Rhodes de pirata e... Ah, Deus! Combinamos a fantasia. Steve era um capitão do exército americano, com seu antigo uniforme e honrarias. Já eu usava a fantasia de uma melindrosa, como as mulheres que divertiam os clubes masculinos daquela época se vestiam. Juro que não combinamos. Ele me olhou e sorriu, um pouco sem jeito, me fazendo rir também. — Juro que não sabia que você ia se vestir como... — pensei no que dizer — Como você se vestia, antigamente. — ri me aproximando — Você está linda. — me elogia — E me fez relembrar muita coisa. — É. Sei bem o que deve ter lembrado, seu p********o. — meu pai falou e nós rimos — Thor de Pequeno Polegar? Fala sério! Agora, você que tá patético. — ri olhando-o Ficamos rindo e conversando, até que começou a tocar um remix da música da campanha de guerra do Capitão América. Ri olhando Steve e o puxei para perto de mim, vendo o mesmo ficar vermelho. Comecei a balançar o corpo e a lembrar das aulas de dança que eu fazia com a mamãe. — Vamos, Steve. — ri mexendo a cintura e segurando sua mão — Me diga que se lembra da letra, por favor. — Eu já não dançava antes, Elena, imagine agora. — ele diz rindo — Vai, por favor!! — insisti — Quando o Capitão América lança o seu poderoso escudo... — canto o olhando, o encorajando a continuar — Todos que optam por se opor, devem se render. — ele revira os olhos, mas ri Em poucos instantes, já estávamos dançando e cantando juntos, roubando a cena no salão. Estávamos nos divertindo do nosso jeito desengonçado, mas era muito divertido.                             *** — Vou sentir saudades. — Steve me abraçou — Obrigado por ontem. — ele sorriu e me soltou — Disponha. — sorri — A intenção era fazer você se sentir em casa. Não o homem perdido no tempo, só um rapaz jovem com seus amigos. — Eu não sou mais tão jovem assim, mas obrigado. — sorriu — Você conseguiu fazer eu me sentir menos deslocado. — Conte comigo sempre, Capitão Rogers. Fiquei um pouco sem jeito, o olhando nos olhos. Os olhos de Steve eram enigmáticos e, depois de um tempo, fiquei até intimidada. Desviei o olhar e cocei a cabeça, sem jeito. — Certo, galera! — Tony se aproximou — Chega de melodrama. Minha vez de me despedir da minha menina. — Ué, Tony, você não vai com ela? — Rhodes o olhou — Não. — n**a — Ross quer falar comigo. Hap irá levá-la. — ele me abraçou apertado — Prometo que vou te ver no final de semana. — Prometo mandar email todo dia. — sorri e beijei seu rosto — Bom, também darei tchau. — Thor apareceu no hall de entrada, com seu martelo em mãos — Vai embora? — eu o olhei — Preciso voltar pra Asgard e minhas buscas. — suspira — Ainda tenho coisas pra resolver. — Ah, vou sentir sua falta. — o abracei apertado — Tem email lá? — ele riu — Prometo te enviar um todo dia. — diz rindo — Você tem computador? — pergunto surpresa — Não, pra quê? — franziu o cenho — Deixa pra lá. — digo rindo — Me manda um corvo. Nunca pensei que seria tão doloroso dar tchau. Em tão pouco tempo, eu já sinto tanta coisa por eles. E meu pai, então? Aquele corôa já me ganhou inteira. Olhei pela janela, enquanto Happy dava partida com o carro e suspirei. Vou sentir saudade até das implicâncias matinais. — Eles vão sentir saudades, senhorita. — Happy disse e eu suspirei novamente — Eu também, Hap. — murmuro — Eu também.  
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