Ação

2243 Palavras
Esquina da Rua 12 com a Quinta Avenida, Manhattan – 8h24 da manhã  E L E N A    S T A R K Oh, Deus! Eram muitas pessoas. Era a hora do rush na cidade. Tinham pessoas indo para o trabalho, crianças sendo levadas para a escola. Os Vingadores não estavam com suas roupas de batalha. Não completamente. Thor usava uma roupa comum, mas seu Martelo estava posto num lugar estratégico. Steve usava seu uniforme, mas sem o capacete e sem seu escudo — que também estava num local estratégico, caso precisasse. Todos estavam ajudando para manter a área isolada e os civis contidos — o que era difícil. Eu usava um macacão da Natasha, sem seu cinto de utilidades. No coldre em minha perna, tinha uma faca, caso eu precisasse magnetizar algo. Fiquei um tempo parada, olhando para o grupo. Era difícil acreditar. Eu estava ali para lutar. Tantas coisas passaram pela minha cabeça. Coisas essas que foram deixadas de lado, assim que o chão estremeceu. — Certo! — ouvi a voz de Johnny sair no comunicador em meu ouvido — Acho que o convidado chegou. — Sam, relato aéreo. — Steve pediu — Calma aí, galera. Não vamos esquecer que essa missão não é nossa. — Rhodes falou contendo a multidão que se apavorou — EU SOU DESTINO! — um robô com, mais ou menos, uns três metros e meio de altura vinha em nossa direção. Passos tão firmes que estremeciam tudo e marcavam o asfalto — É, caso ainda haja dúvidas, esse é o Destinobô. — Reed disse, fazendo eu franzir a testa — Isso foi uma piada ou você só está destacando o óbvio? — foi a minha vez de falar — Com o Reed, a gente nunca sabe. — ouvi a risada de Ben — Ok, eu estou de frente pra coisa. — falei quando notei que ele estava bem na minha direção — E a coisa parece que está vindo mais rápido. Pai, cadê você? — Reforço aéreo chegando! — Tony disse e ouvi o barulho de seus propulsores, me fazendo olhar para cima — E, só pra constar, você me chamou de pai de novo. — revirei os olhos e sorri vendo-o planar ao lado de um prédio — Vai chorar? — eu ri da implicância de Nat — Ei, eu sou o Homem de Ferro, ok? Nada de lágrimas. — Não foi o que eu vi na festa. — até Sue entrou na brincadeira — Gente, vamos focar! — Wanda disse brava — Vocês são patéticos. — Thor riu dramático — Gente, a Wanda tem razão. Essa coisa tá perto demais. — disse quando o robô parou há uns quatro metros de distância — Johnny e Sam, ataque aéreo em 3, 2, 1... — meu pai fez a contagem — AGORA! — vi os três irem pra cima dele, mas o robô apenas cambaleou para trás — É, acho que foi fraco. — balbuciei — Quer tentar? Fique à vontade. — ouvi a voz de Johnny e revirei os olhos — Eu tive uma ideia. Wanda, consegue me levitar? — olhei para o lado, encontrando minha amiga na barreira feita para conter os civis — Sem te m***r? Acho que sim. — Isso é perigoso, Elena. — ouvi a voz do meu pai — Eu preciso dar um jeito de chegar na cabeça dele. Como espera que eu o desarme? — Wanda ainda precisa treinar um pouco mais. — Steve contestou — Então, terei que me virar. As equipes foram divididas. Para lutar contra o robô: Sue, Reed, Tony, Sam, Johnny, Coisa e eu. Para conter os civis: Wanda, Thor, Rhodes, Steve, Visão e Nat. Minha equipe tentava contê-lo, enquanto eu pensava num jeito de chegar bem perto sem ser morta ou atingida pelos golpes e raios elétricos do robô. Se eu pudesse voar... Pera! Talvez eu possa. Comecei a correr pela rua, na direção contrária ao robô. — Pai? — ele não respondeu — Anthony! — Ah, oi. — ele ofega — Ainda não me acostumei com isso. — Pode me dar uma carona? — falei entrando em um prédio e subindo as escadas correndo — Você está ofegante? O que está fazendo? — No momento, correndo. E então? Rola a carona? — Onde você está? — abri a porta do terraço, sentindo o vento forte lá de cima — Isso é vento? — se referiu ao barulho — Estou no terraço do Prédio Comercial. — fui até a beira e vi a briga toda lá embaixo. Respirei fundo e me afastei da beirada — O que? — Steve gritou — Nem pense nisso, Elena. — Tony advertiu  — Confio em você. — bati as mãos, criando coragem e respirei fundo, tomando mais distância — Radical! — Johnny riu — Sabe o que fazer. — murmuro — Elena, não! — ele protestou — Papai tá mandando. Não pule desse terraço! — Vem me pegar. Corri pelo terraço e me joguei. O prédio era alto, muito alto. Talvez uns 60 andares em queda livre. O vento chicoteava meu corpo, mas eu me esforçava para não me debater. Já não era pro Tony ter me pego?  Fui surpreendida por um tranco e, logo, eu estava envolvida em braços de metais. Sorri aliviada e com vontade de chorar. Pensei que não chegaria a tempo. — Nunca mais faça isso. — ele esbravejou — Por que demorou tanto? — pergunto eufórica — Tava tirando um cochilo? — Eu estava lutando, Senhorita Insanidade. Tentei chegar antes, mas tive que desviar do robô. — ele explicou enquanto nós voávamos, vendo a luta toda de cima — E então? Qual seu plano? — Preciso cair no ombro dele. Acho que os cabos de controle estão ali. — Sexta-feira, quero análise completa do Destinobô. — ouvi ele dizer e demos a volta, no final do quarteirão — Você está certa. Como sabia? — Chutei. Ele não deixaria os comandos num lugar baixo. — Como pretende chegar lá? — Me coloque nas suas costas. Gritei quando ele me jogou para o alto e se colocou embaixo de mim, me fazendo cair em suas costas. Senti o atrito da minha b***a na armadura e grunhi, me segurando nos ombros do meu pai. — Nunca mais faça isso! — foi a minha vez de esbravejar — Não é bom assustar os outros, não é? — ele riu — Sam, acha que pode destraí-lo? — O que os Stark pretendem? — Sam disse voando perto de nós. Aquele ar todo já estava me sufocando — Preciso colocar Elena no ombro dele. — Ok! A gente distrai. — vi Johnny voar ao lado, nos deixando entre eles dois — Certo. Vou voar bem perto. Você pula e se segura, ok? Qualquer coisa, pula e me grita. Eu pego você. — Anthony deu as coordenadas Me agarrei à cabeça do Robô e fiquei tipo um papagaio, em seu ombro esquerdo. Era imenso e tinha uma a******a no pescoço, expondo um cabo grosso. Meti a mão ali e puxei, mesmo com dificuldade. Pus muita carga, pondo em conflito a minha energia com a dele. Era carga demais para mim e eu não podia decepcionar ninguém. Não depois de me embebedar e vomitar metade do complexo. Insisti, pondo as duas mãos e muito mais força. — Elena, você está bem? — ouvi Wanda gritar no comunicador em minha orelha — É demais para você? — ouvi meu pai  — Uma ajuda, viria a calhar, playboy. — berrei de olhos fechados, concentrada em desarmá-lo — Ok! Continuei descarregando tudo o que podia nele, enquanto meu pai lançava as cargas de sua armadura. Cada vez, ele chegava mais perto. Consegui puxar os cabos e vi a cabeça do robô balançar. Meu pai voou alto e, com um golpe forte, a cabeça caiu, mas o corpo continuou de pé se debatendo. — DES. TI. NO. — o robô balbuciou descabeçado — Pula, Elena! — meu pai gritou — Pula! Eu pego você. Me preparei para pular e me joguei do ombro do robô, vendo meu pai ser jogado longe ao ser acertado por um golpe dos espasmos do Destinobô. Me desesperei! Ele não vai conseguir me pegar. Senti algo quente me pegar, e agarrei o corpo em chamas de Johnny, no desespero. — Calma! Eu tô aqui. — ele disse e eu o apertei contra meu corpo, sem saber porque não me queimava — Sue está protegendo você. — olhei para baixo e vi Susan nos fitando com precisão Johnny tentou voar para longe, mas um dos espasmos do robô nos atingiu, jogando-nos contra o edifício comercial. O campo de forças de Sue funcionou, mas o impacto fez Johnny vacilar e me soltar, fazendo-me cair e apagar, assim que senti o impacto do meu corpo com o chão. T O N Y    S T A R K O golpe do Destinobô afetou uma bota à jato minha, me fazendo cair. Respirei aliviado, ao ver que Johnny conseguiu pegar Elena e que Sue os protegia. O corpo do robô, ao tombar, pegou os dois e Elena escorregou, saindo do campo de p******o de Susan e caindo no chão. Senti meu corpo estremecer e vi Wanda estraçalhar o corpo do robô. Todos nós ficamos ao redor do corpo frágil da minha filha que estava estatelado no chão. — Campo elétrico detectado. — ouvi Sexta-feira me alertar e eu ajoelhei ao seu lado, abrindo o capacete — Eu quero sinais vitais. — disse pondo a mão por cima de seu peito — Sinais vitais não detectados. — aquilo doeu em mim — Procure de novo. — exigi — Sinais vitais não detectados. — ela repetiu — Ela está... — Steve não conseguiu terminar a frase, pois ao tocá-la, sentiu choque — Sexta-feira detecta campo elétrico, mas não tem sinais vitais. — Thor! — Visão o olhou e Thor esticou o braço — O que ele ta fazendo? — Johnny o olhou — Saiam! Saiam! — Visão foi afastando todos — O que? É minha filha! — protestei quando ele fez eu me levantar e me afastar Vi o Martelo de Thor chegar em sua mão e o mesmo invocou um trovão alto, me assustando. Meus olhos já estavam embaçados de lágrimas. Thor invocou raios e vi o campo elétrico em volta do corpo de Elena. — Sinais vitais fracos. — Sexta-feira me alertou — Eu sou Thor, filho de Odin! — ele esbravejou — Eu invoco os raios e trovões! — vi Elena se debater — Sexta-feira. — falei baixo olhando tudo — Ele está aguçando sua eletricidade com os raios e isso a está mantendo viva. — explica — Está dando certo. Como se estivesse num déjà vu, vi Thor repetir tudo o que fez para dar vida ao Visão e o corpo de Elena levitar e se mesclar aos raios. Thor relaxou e olhou minha filha cair em seus braços, fazendo o tempo voltar ao normal. Thor me olhou e acenou. — Vamos. — deleguei — Sinais vitais excelentes. Ela está dormindo, chefe. — Sexta-feira me tranquilizou E L E N A    S T A R K Abri os olhos e vi meu pai e Pepper ao meu lado. Sorri sonolenta e me sentei na minha cama enorme e confortável. Parecia que eu havia tomado uma surra — de fato, havia tomado mesmo. Senti um abraço apertado de Tony e grunhi de dor ao sentir meus ossos e músculos doloridos. — Pai, hã, é que tá muito apertado. — suspirei e ele afrouxou um pouco o abraço — Não vou te soltar. Não estou pronto pra isso. — Tony não saiu daqui desde que chegaram. — Pepper sorriu — Que bom que está bem, Elena. — Foi difícil. — ele murmura ainda agarrado a mim — Oh, nem me fale. — ri — Minhas costas estão doendo. Nunca achei que o chão poderia ser tão duro. — fiz uma careta — Está com fome? — a loira me olhou — Sim. — confirmo — Preciso de um banho e de comida. — Tome seu banho, então. — Tony resmunga — Querido, vai precisar soltá-la. — Pepper põe a mão em seu ombro — Não tô preparado pra isso. — Anthony! — fingi estar brava e ele beijou minha testa, me soltou e se levantou — Nunca mais me assuste assim. — ele me olhou sério — Nunca mais me leve pra uma missão com riscos mortais. — sorri *** — Olha quem acordou. — Wanda sorriu e me abraçou forte, quando cheguei na sala — Mega susto, hein pirralha?! — Nat sorriu — Tony chorou feito uma menininha. — Um desconto pra ele, vai. O coração não aguenta tantas emoções. — sorri e beijei a bochecha do meu coroa — Foi um baita susto. — Steve me deu um breve abraço e beijou minha testa — É. — suspiro — E o robô? — Foi detido e Victor está morto. Foi atingido pelo golpe do próprio robô. — Sam explicou e eu fui cumprimentando a equipe — Certo. Cadê meu salvador? — sorri e vi Thor entrar Corri e abracei forte o deus de quase dois metros, sentindo seus braços me envolverem. Ele me tirou do chão quando eu passei os braços pelos seus ombros e eu respirei fundo, inalando seu cheiro. — Obrigada. — sussurrei — Não por isso. — sussurrou de volta
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