Giulia Mantovani Era a última vez que eu assinava algo como Giulia Mantovani. Quem diria que seria a primeira e última vez que eu assinava algo tão importante como eu mesma. O documento apresentado diante de nós, naquele altar, me dizia que daquele momento em diante eu me chamaria Giulia Mantovani Garcia Carpinetti. Um nome grande demais para alguém tão pequena e insignificante no grande esquema das coisas. Não discutimos como seria o meu nome, mas a minha memória me dizia que isso estava no contrato. De nada adiantaria se eu não me tornasse uma Garcia ou não me mantivesse uma Mantovanni. Mas, naquele momento, se a escolha fosse minha, eu escolheria apenas o Carpinetti. Giulia Carpinetti. Minha Carpinetti. Senti o rubor subir no meu rosto e assinei de uma vez, antes que a

