O dia seguinte amanheceu silencioso. Nem pássaros, nem vento. Só a respiração compassada do lago, como se até a natureza esperasse o próximo movimento entre Elle e Théo. Elle acordou cedo, mas não saiu do quarto. O sol atravessava a cortina e tocava sua pele com delicadeza. Ainda assim, o frio vinha de dentro. Do conflito entre o que sentia... e o que ainda não conseguia aceitar. Na cozinha, Théo preparava café. Os movimentos eram cuidadosos, quase ritualísticos. Ele ouvia cada ruído da casa, cada passo contido atrás da porta fechada. E esperava. Quando ela finalmente apareceu, estava com os cabelos presos no alto, vestindo uma camiseta larga e os olhos marcados por uma noite cheia de pensamentos. Ele sorriu. Ela retribuiu, com leveza — mas havia distância no gesto. — Bom dia. — ele di

