O sol começava a se pôr quando Elle e Théo chegaram à pequena casa de madeira à beira do lago. O lugar era simples, mas acolhedor. As janelas rangiam, o ar cheirava a lembrança, e as paredes guardavam silêncios antigos que pareciam respeitar a presença de ambos. Théo caminhou até a varanda e soltou um suspiro. — Esse lugar parece ter parado no tempo. — É o único lugar onde eu me sinto real. — Elle respondeu, depositando as chaves na pequena mesa de entrada. — Aqui... eu sou só eu. O silêncio entre os dois era carregado. Não desconfortável — apenas tenso. Como se o ar soubesse que algo prestes a acontecer mudaria tudo. Na cozinha, Elle preparava um chá. Théo, encostado na porta, observava cada gesto. A forma como ela movia as mãos, como prendia o cabelo no alto com um nó improvisado, c

