Pré-visualização gratuita Capítulo 1
Meus Amores | +18
Manhattan, Nova York
12 de janeiro de 1987, 22:19
Beijos doces e demorados. Respirações pesadas. O corpo de Daniel sobre o meu, grande, quente e intenso. Ele se move lentamente, seus olhos apaixonados cravados nos meus. Seu rosto está completamente suado, uma visão rara, já que ele raramente chega a esse ponto. Minha mais recente conquista. Meu gigante de 1,91 de altura tinha chegado de viagem há algumas horas, ainda com o cheiro exótico de Dubai, onde esteve a trabalho. Daniel é cozinheiro e enólogo, e os vinhos que ele produz são extraordinários. Sempre supervisiona e aprova tudo pessoalmente, como faz comigo agora, com cuidado e precisão.
— Ah — ele geme, mordendo o lábio, fechando os olhos por um breve segundo. — Você é tão linda — murmura, tentando se manter no controle, lutando para não chegar ao clímax antes de mim. Ele é sempre assim, atencioso, esperando que eu chegue lá primeiro.
— E você é tão lindo — faço um biquinho provocador. — Vai viajar de novo amanhã? — pergunto, meus dedos traçando a linha de seus ombros suados.
— Infelizmente, sim — responde com um toque de decepção na voz. — Mas, se você quiser, eu fico — ele para de se mover por um momento, sério. — Faço qualquer coisa por você, Clarie, é só dizer.
Eu rio suavemente, a situação leve entre nós. — Não vou atrapalhar sua vida profissional. Você nunca faria isso comigo.
— Vou sentir sua falta — ele faz um biquinho fofo e, num gesto repentino, coloca todo seu peso sobre mim por alguns segundos, quase me esmagando com seu corpo enorme. É um homem pesado, e em momentos como esse, eu me pergunto como consigo lidar.
Daniel se afasta ligeiramente, voltando a se mover devagar. Seu olhar se fixa na mesinha de cabeceira ao nosso lado, depois em mim novamente. Há algo de diferente nele agora, um fogo em seus olhos, um endurecimento em sua expressão.
— Quer mais forte? — sua voz é aveludada, rouca. Eu apenas assinto, m*l conseguindo conter o desejo. Ele se afunda em mim, profundo, me arrancando um suspiro. Seus movimentos se tornam mais rápidos, mais fortes, e nossos olhares não se quebram. Ele parece querer me dizer algo, mas o momento é intenso demais para palavras.
Meu corpo estremece, e eu sei que estou prestes a chegar ao meu quarto orgasmo da noite. Minha cabeça tomba para trás enquanto o prazer me invade.
Mas então, de forma inesperada, Daniel para. Ele sai de mim, levanta-se da cama e caminha até o banheiro, sem sequer terminar. Isso é estranho. Ele sempre espera até que nós dois cheguemos lá juntos. Ele nunca fez isso antes.
Preocupada, com um pouco de dificuldade, levanto-me, minhas pernas ainda tremendo pelo prazer. Caminho até a porta do banheiro e bato levemente duas vezes.
— Quer que eu ajude a tirar a camisinha com a boca? — pergunto com um tom malicioso.
— Clarie, eu preciso ir — ele diz de repente, abrindo a porta. Passa por mim rapidamente e vai até suas roupas, espalhadas pelo chão.
Observo seu corpo magnífico caminhar pelo quarto, mas algo não está certo. Ele veste sua camisa branca, depois sua boxer preta, seguido pelas calças. Sentado na ponta da cama, ele começa a calçar os sapatos.
— O que é tão importante? — minha voz sai dengosa, tentando entender por que ele está se afastando. Aproximo-me, levando a mão ao seu queixo, levantando seu rosto para que ele olhe para mim. E então, vejo: suas bochechas estão molhadas de lágrimas.
— O que houve, meu amor? — pergunto, abraçando-o com carinho.
— Por favor, me deixe ir — ele murmura entre lágrimas, parecendo perdido. De jeito nenhum eu vou deixar ele sair assim.
— Você não vai sair assim! — digo firmemente, beijando o topo de sua cabeça e acariciando seus cabelos macios. O que teria feito meu amor chorar assim, como uma criança? Em três anos juntos, nunca o vi chorar.
13 de janeiro de 1987, 08:17
Acordo de quatro, com meu corpo ainda quente, e sinto Michael atrás de mim, faminto e impaciente. Seus quadris são firmes, deliciosos. Ele passa a mão direita pelo meu bumbum, sua respiração pesada preenchendo o quarto enquanto ele se move mais rápido, impiedoso. Michael é um amante diferente de qualquer outro. Seu corpo parece uma máquina, preciso, cada movimento controlado, cheio de intensidade.
— VAI MAIS FORTE, MIKE! — grito para ele, que me responde com uma tapa forte na minha b***a, se movendo com ainda mais vigor. Cada estocada é seguida por um tapa, e sei que amanhã vou sentir a dor tanto pelas suas investidas quanto pelos tapas ardidos.
10:53
Hoje foi diferente. Normalmente fazemos amor com calma, mas hoje Michael estava faminto, como sempre fica após suas longas maratonas de gravações e ensaios.
— Ah, minha cueca! — ele ri enquanto se aproxima da mesinha de cabeceira. — Sabia que tinha deixado aqui.
Michael pega a cueca esquecida com aquele sorriso travesso, e eu observo, sabendo que, assim como Daniel, ele guarda segredos no olhar, mas sempre expõe a alma nos pequenos detalhes.