Capítulo 04.

2139 Palavras
Eu já estava na casa da Letícia, estávamos estudando química, na verdade eu estava ajudando ela, porque ela é muito r**m em química, não é atoa que ela quase conseguiu queimar uma mesa de madeira em segundos. Letícia: — Bruna é afim do Thiago, né? Eu acho que eles combinam. Alexa: — E você é afim do Caíque. Letícia: — Quem? Eu? Não sou, além do mais ele parece ser afim de você. Alexa: — Não pira, não é porque ele vai a uma festa que eu também vou que ele é afim de mim e eu não sou afim dele, isso que importa. Letícia: — Nunca te vi afim de ninguém. Alexa: — Já sim, Vinicius, inclusive perdi meu bv com ele. Letícia: — Ah é verdade, depois que você beijou ele nunca mais falou com o menino. Alexa: — Eu só queria beijar ele, não namorar com ele - rimos. Letícia: — Você é demais, você também beijou o Pedro na formatura do 9° ano, né? Alexa: — Você ainda se lembra disso? Letícia: — Foi épico - rimos. Alexa: — Não foi não, ele beijava bem pelo menos. Letícia: — Quantas bocas você já beijou? Alexa: — Não sei, não fico contado. Mas acho que mais de 8. Letícia: — Um número bom. A mãe da Letícia entrou no quarto, tia Sandra, é assim que eu chamo ela, já que eu e a Letícia somos amigas a alguns anos. Tia Sandra: — Meninas venham tomar café da tarde. Letícia: — Já estamos indo mãe. Ela saiu e fechou a porta. Alexa: — Sua irmã vai se casar quando? Letícia: — Novembro, no meio do mês. Alexa: — Legal. Agora você vai receber 100% de atenção da sua mãe. Letícia: — Não era exatamente o que eu queria. Letícia perdeu o pai aos 10 anos de idade, sua irmã tinha 13. Hoje sua mãe é casada, com o Tio Lucas, ela se casou com ele a três anos atrás, ele se dá bem com a Letícia cuida dela como se fosse a sua filha. Saímos do quarto dela e fomos pra sala de jantar. Tio Lucas: — Oi Alexa, faz tempo que eu não te vejo, como você está? Alexa: — Oi tio, eu estou bem. Tenho aprendido a mentir muito bem nas últimas semanas, mas é melhor assim, pra que não me encham de perguntas que com certeza eu não quero responder. Tomamos o café da tarde, tia Sandra sempre faz pão de queijo quando eu estou aqui, ela sabe o quanto eu amo. Voltamos pro quarto, Letícia pediu 20 minutos antes da gente voltar a estudar segundo ela se ela pensasse demais seu cérebro podia superaquecer e causar uma explosão. Alexa: — Quem você acha que vai a festa do Robert. Letícia: — Esse é o nome do filho do diretor? Alexa: — Você não sabia? Letícia: — Não. - riu. Alexa: — Ele tem três filhos, o mais velhos Renato de 20 anos, o do meio, Ricardo de 18 e o Robert caçula de 17. Letícia: — Será que eles são tão bonitos quanto o mais novo? Alexa: — Você nunca viu o Renato? Letícia: — Não, só conheço o Robert e nem sabia que o nome dele era esse. - rimos. Alexa: — Entra no i********: do diretor, você vai ver, eles são lindos, todos eles tem olhos claros, mas o do meio Ricardo é com certeza o mais bonito deles. Ela foi correndo ver, e quando viu logo deu um sorrido de lado. Letícia: — Caraca, você tem razão, Ricardo é um pedaço de mau caminho. - rimos. Minha mãe deu aula de espanhol pra ele, em particular, já que ele era muito r**m na escola, então seu pai pagou por reforço, as vezes eu tinha que ir pra lá depois da escola, minha mãe deu aula pra ele durante um ano, ou seja eu conheço um pouco eles. Letícia: — Será que eles vão estar na festa? Alexa: — Com certeza sim. Letícia: — Pode ficar com o Caíque todo pra você, porque o Ricardo tá na minha mira e, ele é mais bonito mesmo - rimos - tudo bem, exagerei agora. Alexa: — É, os dois dão uma boa disputa, mas se fosse pra ver quem é mais i****a, Caíque ganha. Letícia: — Você não acha estranho ele agredir um professor do nada. Alexa: — Pra mim é típico de um garoto mimado. Letícia: — Pra mim tem mais coisa nessa história. Alexa: — Eu sei que você quer ver coisas boas nele, já que ele é um gato, mas nem perde o seu tempo. Letícia: — Eu não tô nem aí pra reputação dele, a única coisa que eu queria era beijar aquela linda boca - caímos na risada. Alexa: — Mas você acabou de falar que prefere o Ricardo. Letícia: — Espera aí, não disse que quero me casar com ele, afinal não tô afim de ser nora do diretor Augusto. - rimos. Depois de ficar jogando conversa fora, voltamos a estudar, fiz uma prova o**l com ela e até que ela melhorou uns 40% acho que ela já consegue tirar uma nota azul na prova, diferente de mim que com certeza fui m*l na prova de geografia. Mandei mensagem pra Carolina, que veio me buscar de carro, assim que cheguei tomei um banho e desci pra jantar. Alexa: — Carolina, você acha que meu pai vai ficar chateado se eu for uma festa no sábado? Carolina: — Vai estar aqui para o almoço de domingo? Alexa: — Vou. Carolina: — Então tudo bem, vai dormir na casa da Letícia? Alexa: — Vou sim, vou pra lá de tarde pra me arrumar com ela e depois vamos pra festa. Carolina: — Tá bom, gosto de ver você se divertindo. A propósito segunda feira vão começar a mexer no seu quarto. Alexa: — Que legal, obrigada. Carolina: — Se você quiser, podemos mexer até mesmo na cor do seu quarto. Alexa: — Podemos ver isso depois. Depois do jantar assistimos um filme juntas. Alexa: — Eu vou deitar, boa noite. Carolina: — Boa noite meu bem. Fui pro meu quarto, mandei mensagem pra Sara confirmando de vez a minha presença na festa sábado. Terminei de ler o livro, agora faltam apenas 8, vesti meu pijama e me joguei na cama, eu estava morrendo de sono. Acordei com um som alto. Coisa do Caíque, só pode. Levantei da cama, fui até a janela e abri, ele estava lá, fumando um cigarro usando só uma bermuda de tecido fino, em frente a janela. Caíque: — Bom dia - sorriu, mostrei o dedo do meio pra ele. Alexa: — Bom dia pra quem? Caíque: — m*l humor logo cedo? Alexa: — Estragando o seu pulmão logo cedo? Caíque: — Ele me ajuda com o estresse. Alexa: — Sabe o que também ajudaria? Caíque: — Um beijo seu? Alexa: — Não, i****a, ia dizer, terapia, isso que ajuda a lidar com o estresse. Caíque: — Ata, foi m*l aí pelo meu equívoco. Alexa: — Você não cresce não? Caíque: — Você não cansa de ser grossa e durona comigo não? Alexa: — Não. Caíque: — Que bom, adoro gente marreta. Fechei a janela na cara dele. Era só o que me faltava, logo de manhã. Me joguei na cama, mesmo sabendo que eu tenho que ir pra escola, fiquei lá até o despertador tocar, depois fui fazer o mesmo de toda a minha rotina. Desci a escada já pronta. Carolina: — Pede um uber, tá bom? Vou ter que sair agora. Alexa: — Bom dia. Carolina: — Ah meu amor, mil desculpas, eu tô atrasada pra uma reunião, bom dia, eu te busco, tá bom? Ela foi até mim e me deu um beijo na testa e saiu. Alexa: — Tá bom... Acho que ela nem ouviu. Tomei meu café e avisei para as meninas que eu iria de uber, sai de casa e fiquei esperando. Deram três pedidos cancelados. Caíque: — Bom dia de novo. Alexa: — Péssimo... Caíque: — O que? Alexa: — O dia - fiz cara de ironia. Caíque: — Mas o dia m*l começou. Alexa: — E já começou m*l. Caíque: — Então você gosta de trocadilhos? Alexa: — Não. Thiago: — Quer ir com a gente, tô vendo que sua madrasta não tá aí. Caíque: — Vem entra no carro. Por mais que du quisesse recusar, afinal é o carro do Caíque, que ele é meio que obrigado a levar o irmão dele até a escola, já que ele não ajuda o professor todos os dias da semana, somente, terça, quinta e sexta. Entro no carro, me sento atrás, coloquei um dos fones no ouvido e dei play a minha playlist de música que normalmente eu ouço na parte da manhã. Não demorou muito pra chegarmos a escola, assim que desci as meninas já começaram a olhar. Caíque: — Alexa... Fui até a frente do vidro dele. Alexa: — Fala. Caíque: — Thiago não vai embora hoje, ele vai ficar pro treino, mas se você quiser e precisar, eu te busco. Alexa: — Obrigada, mas não vai ser necessário, minha madrasta vai vir me buscar. Caíque: — Certeza? Alexa: — absoluta. Caíque: — Qualquer cosia fala com o Thiago que ele me dá um toque. Alexa: — Tá bom. Caíque: — Boa aula. Alexa: — Obrigada. As meninas estavam do outro lado me olhando, atravessei a rua e elas já começaram a me chamar com a mão, corri. Sara: — É isso mesmo que eu vi? Letícia: — Ai depois fala que ele não é afim de você. Alexa: — Ele não é afim de mim. Bruna: — Fala sério - deu uma risada irônica. Alexa: — Gente vocês viram o Thiago saindo do carro também, né? Letícia: — Vimos, mas todo mundo sabe do clima dele com a Bruna. Sara: — Verdade, inclusive, sábado vai ser a noite - rimos. Bruna: — Não só pra mim, né? Alexa: — Vamos estudar, que ganhamos mais, vocês não acham? Sai puxando elas pelas mãos para dentro da escola. Elas estavam rindo, fomos pra sala. As horas começaram a voar. Quando percebi já era a hora do intervalo. Na quadra estava o professor, por incrível que pareça, meus olhos começaram a procurar ele, de uma forma automática. Depois do intervalo voltamos pra sala, eram as três últimas músicas, depois disso eu ia pra casa e eu só queria a minha cama, um livro, talvez depois uma série. As horas passaram rápido de novo. O sinal bateu, saímos da escola, Carolina começou a me ligar, atendo. Carolina: — Alexa? Alexa: — Fala. Carolina: — Eu não vou conseguir te buscar, tô em outra cidade e tô presa no trânsito. Alexa: — Tudo bem, eu peço um uber. Carolina: — Desculpa mesmo, não foi por m*l. Alexa: — Tá tudo bem. As meninas foram embora, fiquei parada uns 20 minutos tentando chamar um uber, até eu ver uma moto parando na minha frente. Olhei pra cima, ele tirou o capacete, mas não era necessário, não pra reconhecer ele. Sabia que era o Caíque, só pela tatuagem na perna dele. Caíque: — Quer uma carona? Alexa: — Não, vou de uber. Caíque: — O mesmo que você tá tentando chamar a quase meia hora? Alexa: — Como você sabe? Caíque: — Eu sempre sei de tudo. Alexa: — Sobre a minha vida? Caíque: — Sei que você ama livros de poemas, mas ainda prefere histórias românticas. Alexa: — A é? O que mais? Caíque: — Sei que você estava na janela aquele dia do som alto, inclusive, foi m*l. Ele deu um sorriso de lado. Caíque: — Da pra você subir logo nessa moto? Alexa: — Você não vai me deixar em paz né? Caíque: — Não. Alexa: — Tá bom então, não corre muito. Ele me ajudou a colocar o capacete, depois eu subi na garupa, coloquei a mão atrás, ele pegou meus braços e colocou na cintura dele. Caíque: — É pra ter a certeza que você não vai cair. Depois disso saímos de frente da escola, mas ele começou a ir num sentido ao contrário da minha casa, que por a caso é a mesma direção da casa dele. Alexa: — Tá indo pro lugar errado. Caíque: — Não to não. Alexa: — Então aonde estamos indo. Caíque: — Tomar um sorvete. Ele parou numa sorveteria, tomamos sorvete, ele ficou rindo da minha cara, já que eu quase me sujei. Depois fomos pra casa, depois que eu insisti muito, ele queria que fossemos pra outro lugar, mas eu disse pra ele que meu pai poderia chegar a qualquer momento, o que era bem mentira. Agora eu estou aqui, deitada na cama, lendo um livro e pensando na vida.
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