Capítulo 14

1183 Palavras
Rhae Meu aniversário de dezoito anos chegou como uma onda inevitável, carregada de promessas e perigos que eu m*l conseguia processar. Acordei cedo, como sempre, o sol filtrando pelas cortinas pesadas do meu quarto na mansão Vespermont. Meu corpo ainda carregava as marcas invisíveis dos dias anteriores – o toque possessivo de Sebastian no beco, os dedos intensos de Drago no depósito, misturados aos prazeres mais antigos com Dante e Lucien. Eu me sentia uma mulher em transição, não mais a órfã silenciosa, mas alguém desejada, consumida por quatro vampiros que me viam como mais que irmã. Meu coração batia forte só de pensar neles, um calor se espalhando pelo ventre, me deixando úmida e ansiosa. Como eu poderia celebrar sem revelar o fogo que queimava dentro de mim? Desci as escadas devagar, o cheiro de algo doce e festivo já preenchendo o ar. A mansão, geralmente silenciosa durante o dia, estava viva com preparações. As empregadas haviam decorado o salão principal com balões prateados e dourados, fitas penduradas nos lustres antigos, e no centro da mesa enorme, um bolo colossal – três camadas de chocolate e creme, coberto por glacê branco imaculado, com dezoito velas flamejantes e meu nome escrito em caligrafia elegante. Meu estômago se contraiu de emoção e nervosismo; eu nunca havia tido uma comemoração assim na instituição. Valéria e Cassius estavam lá, sorrindo com elegância vampírica, e os quatro irmãos ao redor, cada um com um presente embrulhado em papel reluzente. — Feliz aniversário, pequena criança — disse Valéria, aproximando-se para me abraçar. Seu toque era frio, maternal, mas eu sentia camadas por baixo, como se ela soubesse dos segredos que eu guardava com seus filhos. — Agora você é uma adulta. Vamos celebrar como uma família. Meu rosto corou, e eu assenti, tímida. Cassius acendeu as velas com um isqueiro antigo, e todos cantaram – vozes graves e suaves misturadas, ecoando no salão. Soprei as velas, desejando em silêncio mais daqueles prazeres proibidos, mesmo sabendo que era perigoso. O bolo foi cortado, pedaços generosos servidos em pratos de porcelana fina. Eu provei o meu, o chocolate derretendo na língua, doce e pecaminoso, mas minha mente vagava para outros sabores – o gosto salgado da pele deles, o frio das bocas vampíricas. Então vieram os presentes. Valéria e Cassius me deram um colar de diamantes, pesado e reluzente, que pendia no meu decote como uma marca de posse. "Para uma Vespermont verdadeira", disse Cassius, com um aceno sério. Os irmãos se aproximaram um por um, e o ar se carregou de tensão erótica que só eu parecia sentir – ou talvez eles também, com olhares que me despiam camada por camada. Lucien foi o primeiro. Ele me entregou uma caixa longa, embrulhada em papel vermelho sangue. Dentro, um vestido de seda n***a, justo e decotado, que faria qualquer mulher se sentir exposta e desejada. Ele se inclinou para perto, seus lábios roçando meu ouvido enquanto os outros conversavam, distraídos. — Agora que você é adulta, Rhae — sussurrou ele, a voz grave e controladora, enviando arrepios pela minha espinha. — Pode fazer o que desejar. Inclusive t*****r, se quiser. Deixar que eu te leve mais longe, te ensine prazeres que uma virgem como você m*l imagina. Obedeça aos seus desejos... e aos meus. Meu corpo reagiu instantaneamente – um calor úmido se espalhando entre as pernas, os m*****s endurecendo sob a blusa. Eu engoli em seco, assentindo levemente, o rosto queimando. Lucien se afastou com um sorriso sutil, como se nada tivesse sido dito, mas eu sentia sua promessa pairando no ar. Dante veio em seguida, com um sorriso charmoso e perigoso, entregando uma bolsa de couro fina, cheia de joias delicadas – brincos, pulseiras, anéis que reluziam como estrelas. Ele esperou um momento em que Valéria e Cassius estavam cortando mais bolo, e se aproximou por trás, seus dedos roçando minha cintura levemente enquanto sussurrava no meu outro ouvido. — Parabéns, irmãzinha — murmurou ele, a voz rouca e brincalhona, mas carregada de luxúria. — Aos dezoito, você pode explorar tudo. t*****r, se render a prazeres intensos, deixar que eu te mostre como é ser tomada de verdade. Vamos ir mais longe, Rhae? Eu te prometo orgasmos que te farão gritar meu nome. Meu pulso acelerou, o corpo traindo minha compostura – uma umidade traiçoeira molhando a calcinha, as coxas se apertando instintivamente. Dante piscou para mim ao se afastar, pegando um pedaço de bolo como se fosse inocente, mas eu me sentia exposta, desejada, o ventre latejando com a imagem dele me possuindo. Sebastian foi o próximo, com um presente mais pessoal: um conjunto de livros antigos sobre medicina e ervas, encadernados em couro, junto a um perfume sutil que cheirava a flores noturnas. Seus olhos escuros fixaram nos meus, possessivos como sempre, e ele se inclinou perto, fingindo ajustar o colar no meu pescoço. — Estou louco para fazer você minha, Rhae — sussurrou ele, a voz baixa e intensa, os dedos frios roçando minha clavícula, enviando choques elétricos pela pele. — Toda sua, para proteger e possuir. Meu coração disparou, um arrepio de desejo me percorrendo. Sebastian era o protetor, mas sua possessividade me excitava, me fazendo imaginar ser "dele" de formas carnais. Ele se afastou com um sorriso gentil, mas eu via o fogo por baixo. Finalmente, Drago. Seu presente era prático e luxuoso: um laptop de última geração, com software de design e engenharia, embrulhado em papel simples. Ele era o mais silencioso, mas quando se aproximou, sua presença intensa me envolveu como uma sombra. Ele esperou um momento quieto, puxando-me levemente para o lado enquanto os outros riam de algo que Dante disse. — Estou louco para cuidar de você do meu jeito — murmurou ele, a voz grave e direta, os olhos vermelhos fixos nos meus como se me despisse. — Em todas as formas que desejar. Te tocar, te possuir, te fazer sentir tudo. Suas palavras foram como um toque fantasma – eu senti um pulsar no centro, o corpo ansiando por sua intensidade silenciosa. Drago se afastou, mordendo um pedaço de bolo, mas eu tremia por dentro, o desejo por todos eles me consumindo. O resto da comemoração passou em uma névoa: risadas, mais bolo, conversas sobre o futuro da família. Valéria me elogiava, Cassius assentia aprovador, mas eu m*l conseguia focar, o corpo em chamas com as promessas sussurradas. Aos dezoito, eu era adulta – livre para t*****r, para me render, para explorar prazeres que me aterrorizavam e excitavam. Os irmãos me olhavam com fome disfarçada, e eu me sentia o centro de um web erótico, presa e ansiosa. Quando a noite caiu, subi para o quarto, o colar pesado no peito, os presentes empilhados na mesa. Deitei na cama, a mão descendo instintivamente pelo corpo, tocando onde eles haviam tocado. Gemi baixo, imaginando os quatro ao meu redor – Lucien me comandando, Dante me provocando, Sebastian me possuindo, Drago me cuidando de formas intensas. Meu orgasmo veio rápido, mas vazio, um prenúncio do que viria. Agora adulta, eu podia escolher – e eu escolhia eles. Todos eles.
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