Rhae
O dia seguinte amanheceu nublado, como se o céu refletisse a turbulência dentro de mim. Meu corpo ainda ecoava as sensações do beco com Sebastian – seus dedos frios me levando ao limite, o orgasmo me fazendo gemer no seu ouvido enquanto o mundo passava a poucos metros. Eu me sentia suja e viciada, ansiando por mais daqueles toques proibidos. Como eu poderia ser apenas irmã quando cada irmão me despertava um desejo diferente? Dante com seu charme provocador, Lucien com sua autoridade fria, Sebastian com sua possessividade gentil – e agora Drago. O silencioso, o observador. Valéria havia insistido para que eu passasse tempo com ele, e eu tremia só de pensar no que viria.
Desci para o café da manhã, encontrando Drago na cozinha. Ele era o terceiro filho, cabelos castanhos desgrenhados, olhos vermelhos intensos que pareciam me dissecar sem uma palavra. Alto e musculoso, com uma presença que ocupava o espaço sem esforço. Ele assentiu quando me viu, sem sorrir, apenas um olhar profundo que me fez corar. Meu coração acelerou – ele falava pouco, mas eu sentia sua intensidade como um peso no ar.
— Bom dia — murmurei, sentando-me à mesa. As empregadas haviam preparado ovos e frutas, mas meu apetite era zero. Drago pegou uma maçã, mordendo devagar, os olhos fixos em mim o tempo todo. Era desconcertante, como se ele soubesse dos meus segredos com os irmãos.
— Vamos sair — disse ele finalmente, a voz grave e lacônica, como se cada palavra custasse esforço. — Meu estúdio de engenharia. Você vem.
Assenti, tímida, sentindo um formigamento na pele. Saímos em seu carro – um SUV preto, prático e imponente como ele. A viagem foi silenciosa, mas carregada; eu o olhava de relance, notando os músculos dos braços flexionando no volante, a mandíbula tensa. Meu ventre se contraía de antecipação – o que ele faria? Drago era intenso, e eu ansiava descobrir como isso se traduziria em toques.
Chegamos a um prédio moderno na periferia da cidade, rotulado como "Vespermont Engenharia". Era o domínio dele: salas cheias de blueprints, modelos 3D em telas, engenheiros humanos trabalhando em projetos de infraestrutura. Drago me guiou para seu escritório particular, uma sala ampla com mesas de desenho, protótipos de pontes e edifícios em miniatura. As janelas davam para um canteiro de obras vazio, isolado.
— Sente-se — ordenou ele, apontando para uma cadeira ao lado da mesa dele. Obedeci, o coração batendo forte. Ele se sentou perto, tão perto que nossas coxas roçavam. Seu cheiro era terroso, misturado a metal – masculino, inebriante. Ele abriu um blueprint, explicando em frases curtas sobre um projeto de ponte: "Estrutura reforçada. Para durar séculos. Como nós."
Mas seus olhos não estavam no papel; estavam em mim, traçando meu decote, minhas pernas. Senti um calor subir, a umidade se formando entre as coxas. Drago era observador – ele notava tudo, e isso me excitava. Ele se inclinou mais, o braço roçando o meu, e eu arfei baixinho.
— Você sente — murmurou ele, a voz baixa, quase um grunhido. Seus dedos traçaram levemente meu braço, frios e deliberados. — Desejo.
Meu rosto queimou, mas eu não neguei. Meu corpo traía – os m*****s endurecendo sob a blusa, o pulso acelerando. Drago sorriu de canto, o primeiro sorriso que eu via nele, sombrio e intenso.
— Venha — disse ele, levantando-se e me puxando para uma sala adjacente, um depósito de materiais: caixas de metal, ferramentas, sem janelas. Isolado. Meu coração galopava de adrenalina e medo misturado a luxúria. Ele me encostou contra uma pilha de caixas, seu corpo pressionando o meu, os músculos duros contra minha suavidade.
— Drago... — sussurrei, tímida, mas ansiando. Seus olhos vermelhos brilhavam, intensos, como se ele me devorasse com o olhar.
— Silêncio — murmurou ele, a mão descendo pela minha saia, erguendo-a devagar. Seus dedos frios roçaram a borda da calcinha, traçando a umidade que já se formava ali. Eu gemi baixo, as pernas tremendo. Ele era direto, sem preliminares verbais – só ação, intensa e observadora.
— Você quer? — perguntou, a voz rouca, os dedos pressionando levemente o c******s através do tecido fino.
Assenti, ofegante, o corpo se rendendo. Drago grunhiu de aprovação, puxando a calcinha para o lado com um movimento preciso. Seus dedos mergulharam, circulando o c******s com uma pressão perfeita, lenta no início, mas acelerando ao sentir minha reação. Eu arqueei contra ele, gemendo no seu pescoço, abafando os sons no seu ombro. O risco do depósito – engenheiros do outro lado da parede – ampliava tudo, tornando o prazer elétrico, proibido.
— Drago... por favor... — implorei baixinho, as mãos apertando seus braços musculosos. Ele observava cada reação minha, os olhos fixos no meu rosto, aprendendo o que me fazia tremer. Seus dedos rodavam com intensidade, mergulhando para dentro de mim com um ritmo que me levava à loucura, curvando-se para acertar aquele ponto sensível.
Meu orgasmo veio como uma onda violenta, o corpo convulsionando contra ele, gemidos escapando apesar dos esforços para silenciá-los. Drago continuou, prolongando o prazer com toques precisos, até que eu ficasse mole, ofegante em seus braços. Quando terminou, ele retirou a mão devagar, lambendo os dedos com um olhar intenso, como se saboreasse minha essência.
— Bom — murmurou ele, arrumando minha saia como se nada tivesse acontecido. Seu rosto voltou ao neutro, silencioso, observador. — Vamos voltar.
Meu corpo ainda tremia, as pernas fracas enquanto o seguia de volta ao escritório. Drago agia como se o momento não tivesse existido – explicando mais blueprints, falando pouco, mas com olhares que prometiam mais. Eu me sentia marcada por ele, o desejo por todos os irmãos agora completo. Drago era intenso, e eu ansiava por sua profundidade silenciosa novamente. O dia terminou com ele me levando de volta à mansão, sem palavras sobre o que rolou. Mas eu sabia: o clã Vespermont me possuía, e eu os desejava de volta.
Eu não sei o que me espera a partir daqui, mas estou curiosa e ansiosa.