Rhae
Acordei cedo no dia seguinte, o sol filtrando pelas cortinas pesadas como um lembrete de que a mansão ainda seguia seu ritmo noturno. Meu corpo estava dolorido de uma forma deliciosa, ecos dos prazeres com Dante e Lucien me fazendo corar sozinha no quarto. Eu me sentia culpada, excitada, confusa – como se cada toque deles tivesse marcado minha pele para sempre. Como ser irmã quando meu corpo ansiava por mais? Tomei um banho rápido, vestindo uma blusa simples e saia leve, tentando me convencer de que o dia com Sebastian e Drago seria inocente. Mas no fundo, eu sabia que nada nessa família era inocente.
Desci para o café da manhã, e lá estava Sebastian, esperando por mim na cozinha. Ele era o mais novo, mas sua presença era intensa – cabelos pretos curtos, olhos escuros que pareciam me proteger e devorar ao mesmo tempo. Ele sorriu gentilmente, mas havia algo possessivo ali, como se eu já fosse dele.
— Bom dia, Rhae — disse ele, a voz suave. — Mamãe disse para eu te levar para comprar roupas. Você precisa de algo mais... adequado para a família.
Assenti, tímida, sentindo um formigamento na pele só com o olhar dele. Drago não apareceu – talvez estivesse ocupado com seus projetos de engenharia –, então fomos só nós dois. Sebastian dirigia um carro elegante, e a viagem até o shopping foi silenciosa, mas confortável. Ele falava pouco, mas cada palavra parecia carregada de intenção. Chegamos ao centro comercial, lotado de pessoas comuns vivendo vidas diurnas, e eu me sentia como uma intrusa nesse mundo normal.
Entramos em uma loja de roupas chique, com vestidos elegantes e peças que eu nunca sonharia em comprar. Sebastian me incentivava a experimentar, seus olhos me seguindo para o provador com uma intensidade que me deixava nervosa. Escolhi um vestido azul simples, e quando saí para mostrar, ele assentiu, aprovador.
— Fica bem em você — murmurou, mas seu tom era baixo, quase rouco.
Enquanto pagávamos, um homem se aproximou – alto, charmoso, com um sorriso confiante. Ele me olhou de cima a baixo, ignorando Sebastian ao meu lado.
— Oi, linda — disse ele, piscando. — Você é solteira? Porque uma garota bonita como você não deveria estar sozinha.
Meu rosto esquentou, e eu gaguejei algo incoerente, surpresa. Mas antes que eu pudesse responder, Sebastian se posicionou à minha frente, seu corpo tenso como uma mola prestes a disparar. Seus olhos escuros se estreitaram, e pela primeira vez, eu vi raiva nele – uma fúria controlada, mas palpável, que fez meu estômago se contrair.
— Ela é compromissada — rosnou ele, a voz baixa e ameaçadora, como um aviso mortal. O homem recuou imediatamente, murmurando desculpas e sumindo na multidão.
Sebastian se virou para mim, o rosto ainda rígido, mas ele forçou um sorriso. Meu coração batia forte – aquela possessividade me excitava, mas também me assustava. Era a primeira vez que via Sebastian bravo, e isso revelava um lado dele que eu não esperava: protetor ao extremo, quase perigoso.
— Desculpa por isso — disse ele, tentando disfarçar, pegando minha mão. — Vamos tomar um sorvete? Para compensar.
Assenti, ainda tremendo levemente. Ele comprou dois cones – baunilha para mim, chocolate para ele –, e sentamos em um banco no shopping, o ar condicionado fresco contrastando com o calor no meu peito. Enquanto lambia o sorvete, Sebastian me observava, seus olhos escuros suavizando.
— Você gostou de passar tempo com Dante e Lucien? — perguntou ele, casualmente, mas com um tom curioso que me fez pausar.
Meu rosto queimou novamente, lembranças dos toques deles invadindo minha mente. O sorvete derretia na minha mão, mas eu m*l notava. Meu coração acelerou, e eu baixei os olhos, tímida.
— Gostei... apesar de serem intensos demais para serem irmãos — confessei, a voz baixa. — Acho que não quero ser apenas uma irmã para eles. Isso não daria certo.
Sebastian congelou, o sorvete esquecido na mão. Seus olhos se escureceram, e algo possessivo brilhou neles – o mesmo olhar de quando o homem se aproximou. Ele se levantou de repente, pegando minha mão e me puxando para longe da multidão, para um beco estreito atrás do shopping. O lugar era sombrio, escondido, com paredes de tijolo e o som distante do tráfego. Meu coração disparou de adrenalina e medo misturado a excitação.
— Você quer sentir adrenalina, Rhae? — murmurou ele, empurrando-me gentilmente contra a parede, seu corpo pressionando o meu. Seus lábios roçaram meu ouvido, frios e tentadores. — Deixe-me te mostrar o que significa ser mais que irmã.
Meu corpo reagiu instantaneamente – um calor se espalhando pelo ventre, a umidade se formando entre minhas pernas. Eu gemi baixo, assentindo, hipnotizada pelo olhar dele. Sebastian sorriu, possessivo, e sua mão desceu devagar pela minha saia, erguendo-a o suficiente para tocar a borda da calcinha. Seus dedos frios escorregaram para dentro, traçando minha i********e úmida, circulando o c******s com uma pressão perfeita.
— Sebastian... — gemi baixo no ouvido dele, as pernas tremendo. O risco do beco – alguém poderia passar a qualquer momento – ampliava tudo, tornando o prazer elétrico, proibido.
Ele me excitava com maestria, os dedos rodando e pressionando, mergulhando levemente para dentro de mim enquanto o polegar trabalhava o c******s. Meu corpo arqueava contra ele, os gemidos escapando baixinho no seu ouvido, abafados pelo seu ombro. Ele murmurava palavras possessivas – "Você é minha, Rhae" –, a voz rouca de desejo. O orgasmo veio rápido e intenso, ondas de prazer me invadindo, me fazendo apertar os dedos nas costas dele, gemendo seu nome baixo enquanto convulsionava.
Quando terminei, ofegante e mole, Sebastian retirou a mão devagar, limpando os dedos na própria camisa como se nada tivesse acontecido. Ele se afastou um passo, o rosto voltando à gentileza habitual, como se tivéssemos apenas conversado.
— Pronto — disse ele, sorrindo inocentemente. — Vamos continuar as compras?
Meu corpo ainda tremia, o vestido arrumado às pressas, mas eu assenti, atordoada. Sebastian fingia que nada havia rolado, pegando minha mão e me levando de volta para a multidão como se fôssemos apenas irmãos passeando. Mas eu sabia a verdade: ele era possessivo, perigoso, e eu o desejava tanto quanto aos outros. O dia com Drago viria em breve, mas agora, com Sebastian, eu me sentia cada vez mais presa nesse web de desejo. E eu não queria escapar.