Cap. 10 Casa da Floresta

1159 Palavras
Quando dei por mim novamente estava olhando para a janela, o pouco do céu que dava para ver estava escuro, automaticamente olhei ao meu redor, para ver se estava sozinha, após uma noite de pesadelos. — Estou aqui – foi a única resposta que obtive para confirmar não estar só. Aquele ser que ainda não sabia o nome estava sentado perto da porta no escuro, sempre observando o ambiente ao redor, sempre atento e de olho em mim. — Estive esperando tu acordar para podermos viajar. "Viajar?" pensei, mas ele aparentava estar muito cansado para isso. — Está bem, mas... vejo que está cansado, queres mesmo ir viajar daqui a pouco? Podias dormir também, eu cuido da porta. Ele franziu a sobrancelha, deve ter pensado, “poderia mesmo ela cuidar da porta?” — Tevês um sono agitado, ainda estás cansada? Era verdade, tive pesadelos terríveis, espero não ter falado dormindo e dito algo comprometedor enquanto dormia, eu levantei e fui em direção a porta, para que ele pudesse dormir. — Queres saber de uma coisa, eu cuidei da porta o dia todo, não precisas ficar aí. - disse ele levantando e vindo na minha direção. — O que queres que eu faça então? - perguntei com a voz trêmula com a aproximação dele. — Estás tão disposta a me agradar assim? - será que eu estava mesmo fazendo esse jogo? De o agradar por medo dele? Eu não tinha entendido, do que se tratava essa conversa, mas por algum motivo, meu corpo se manteve em alerta e após os últimos acontecimentos era assim que me mantive todo o tempo, ele andou até a cama e sentou-se. — Deite se aqui comigo. - ele disse com um tom calmo, mas ao mesmo tempo mandão. — Receio que esta cama seja muito pequena senhor, ficarei aqui – estava sendo muito cautelosa em relação a ele. — Achas que estás em posição de me desobedecer? - ele disse me encarando friamente e sem expressão. Seus olhos castanhos escuros eram assustadores e severos, meu corpo estremecia só de encontrar o seu olhar por alguns instantes. — E então? Estás sozinha aqui e eu não quero que tu fiques aí em pé parada. — Quando vamos partir para a viagem? – tentei desviar o assunto. — Não vamos mais, por hora ficaremos aqui desfrutando da companhia um do outro. - isso me deu um nó na garganta, gelou meu corpo todo, ele iria me tocar? Ele só podia estar querendo aquilo que os amantes costumam fazer, caso contrário, por que ele pediria que eu deitasse com ele? — Tu além de muda é surda também? - por mais que sua voz fosse suave, ele parecia estar ficando sem paciência. Ele que já estava deitado na cama, se sentou na mesma e passou a me encarar, eu não sabia o que responder, tão pouco sabia o que aconteceria caso eu me deitasse com ele ou o desobedecesse, eu tentava desviar a atenção dele para outros assuntos, mas isso não era suficiente, ele parecia determinado a levar esse assunto a adiante. — Não queres obedecer? Terei que ir aí? — Não... — Não?! – ele estava quase levantando. — Não...Não terá que vir aqui – provavelmente foi o medo que me impulsionou a obedecê-lo após sua provável ameaça e a lembrança da queda de Teodora no oceano me fez pensar duas vezes antes de desafiá-lo, por hora teria que obedecê-lo, eu não sabia com que tipo de pessoa estava lidando em questão mais rápidas. — Ótimo, podes ir deitando, tu vais deitar-te no canto. Apenas fiz que sim com a cabeça, fui em direção da cama, sem uma roupa adequada para dormir e me deitei no canto e se esse não era o pior lugar da cama para tentar fugir de um homem eu não sabia qual era, virei meu rosto para a parede e ele tirou algumas peças de roupa, logo mais, se deitou ao meu lado virado para mim, eu me encolhi no canto, mas ele se aproximou, o suficiente para eu sentir seu corpo e seu cheiro, eu tremi e sabia que ele sentia meu tremor, a mão dele deslizou suave pelas minhas costas, o que me fez arrepiar, tentei ir mais para o canto inutilmente. — Não vai conseguir fugir para sempre, sabes disso não é mesmo? Eu estremeci, mas o que ele queria fazer? Para mim já era assustador o suficiente estarmos no mesmo cômodo a sós, ainda mais agora deitados em uma cama tão pequena, eu nem sabia o que fazer, mas ao mesmo tempo sentia um sentimento reconfortante? Era isso, mas por quê? Ele não obtendo nenhuma resposta, me abraçou, minha respiração ficou pesada, senti que ele se afastou um pouco e se apoiou em um dos cotovelos, após isso pegou e soltou meu cabelo com a outra mão, depois me virou para ele me fazendo o olhar, eu com toda certeza fiquei vermelha parecia com febre pois me sentia quente. A sensação do toque dele delicadamente em meus cabelos foi algo totalmente diferente do que senti, quando uma criada penteava os meus cabelos. Me encarando, como sempre fazia desde o nosso primeiro encontro, ele fechou os olhos se aproximou e me beijou, um beijo calmo e suave, pelo menos foi isso que senti, já que era o nosso segundo beijo, ele parou e me olhou, eu estava assustada com a aproximação dele, e mesmo não querendo gostar, gostei do seu beijo mais uma vez. Ele não parou por aí, me beijou novamente, um beijo mais longo dessa vez, que estava me deixando sem fôlego, ele sabia o que estava fazendo, eu não, eu estava apenas o aceitando, não o amava é claro, tinha medo dele, mas também tinha medo de não saber o que fazer, nunca tive experiências como essas coisas e ele estava avançando rápido, me deixando simplesmente sem ação. Assim que ele finalizava um beijo iniciava o outro, o problema foi quando percebi o peso dele em cima de mim, fiquei tensa, ele estava ao meu lado e em um instante estava em cima de mim, eu interrompi abruptamente os seus beijos, colocando minhas mãos em seus ombro e tentando o empurrar para que saísse dali, ele percebendo meu movimento, parou e me olhou, sua respiração era ofegante, ele parecia querer aquilo, ele se mexeu um pouco afastando nossos corpos, foi quando senti algo se apertando próximo de minha perna, prendi a respiração, o que ela aquilo? Arregalei os olhos, ele percebendo mordeu os lábios e me deu novos beijos, nos aproximando muito, e eu sentindo cada vez mais algo enrijecido se apertando sobre meu corpo. Minha respiração estava deveras ofegante, tentei falar com ele, mas me assustei com som que saiu de minha boca, tudo que escutei foi um pequeno gemido, vindo diretamente de uma sensação que eu desconhecia, ele pareceu se animar mais ainda com isso e foi ficando cada vez mais intenso..
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