Cap. 11 Casa da Floresta pt2

1070 Palavras
— Pare... por favor... — consegui dizer entre um beijo e outro, ele parou e me olhou. — Tem certeza que queres me rejeitar? A tua respiração me diz o contrário, estás tão excitada quanto eu, por que não percebes? - eu pude sentir a indignação dele, a urgência em me tomar e aprofundar a nossa i********e, e também seu mau humor repentino. Eu não sabia que sentimento ou sensação era essa, sei que fiquei constrangida e virei meu rosto para o lado. Achei que ele pararia após eu ter pedido, mas ele se aproveitou que virei para o lado e começou a dar mais beijos no meu pescoço, o que fez meu corpo se arrepiar, ele que até agora me abraçava, tirou uma de suas mãos do abraço, levou ela até meu vestido, e começou a desamarrar o cordão que escondia meus s***s. — Pare! Eu não quero! - disse sem temer o pior, mas logo me arrependi, pois ele ficou irritado e eu fiquei com muito medo dele nesse momento. — O que!? Quem és tu para me dizer o que queres? Uma garota desobediente não vai me ordenar em nada! Fiquei assustada com o tom que ele falava comigo, ele se sentou na cama e me olhou muito bravo, eu fiquei com mais medo dele, que começou a se aproximar, eu logo me sentei também e me encolhi na cabeceira, ele chegou muito perto levantou a mão e eu fechei forte meus olhos, mas ele segurou meu rosto e me disse: — Se não vais me dar, vamos seguir viagem. — Mas você ainda não dormiu? – com a respiração irregular, foi a única coisa que consegui dizer. —Eu sou treinado para ficar acordado! – ele falava pausadamente – Por que tu achas que quis ficar aqui nesta noite? Para te poupar de uma viagem longa e cansativa? Não seja tola, arrume as tuas coisas e vamos sair daqui! Ele soltou meu maxilar bruscamente, se levantou e voltou a vestir suas roupas pesadas, eu fiquei sentada e encolhida na cama, após ficar pronto ele saiu e bateu a porta, quando ele saiu eu comecei a chorar, só queria ficar sozinha, me senti triste por estar com o destino incerto e ainda por cima nas mãos de uma pessoa como ele, fiquei envergonhada também, mas ele não me entendeu, ao invés disso ficou bravo. Levantei e arrumei os itens que ele havia separado para mim e amarrei meus cabelos, não estava pronta para aquela vida, mas tinha que seguir ele antes que ele entrasse ali e me visse chorando, ou pior, que decidisse me corrigir, e pensar nisso me fez chorar mais, eu estava sozinha sem proteção, dependendo dele para sobreviver, e em algum momento, ele iria me tocar e não iria parar, mas ele tirasse a única coisa preciosa que ainda tinha, não poderia por lei me separar dele mais, e eu não podia ficar nas mãos dele assim. Sai da cabana e logo percebi que não conseguiria trancar a porta pois não estava com a chave, olhei para os lado e ele estava encostado na parede, não me olhou apenas me afastou bruscamente da porta e a trancou, eu me encolhi com o empurrão, mas não falei nada para ele. Ele, que já tinha desenrolado a escada, me fez sinal para descer, eu até analisei a ideia de descer rápido e correr, mas talvez isso fosse pior já que era de noite, ele estava muito quieto, ainda de cara fechada. - Eu… eu não consigo enxergar lá embaixo. - De fato, ali em cima era fácil já que era o topo da árvore e contava com a luz da lua e estrelas, mas logo que passasse a folhagem, tudo ficaria no escuro, e ele não estava com uma tocha, já que a única que tínhamos era pregada na parede dentro da cabana. Ele me olhou, com sua expressão séria e me puxou dos primeiros degrais, quase me fazendo cair lá de cima, o que me fez se agarrar em seu braço e me colocou de volta ao lado dele. -Vamos entrar de novo, e não espere que eu me comporte tão bem, tu que decidiu que não conseguias descer. - eu estremeci, ele parecia querer me assustar. Entramos novamente na cabana, e eu me sentei de cabeça baixa na cama, o que ele faria agora, eu não estava pronta para isso e ele não parecia que seria gentil, já que era visível a sua irritação. - Vamos dormir, e te digo agora, eu posso não ser tão agradável se me irritares de novo. Deitei no canto com medo e soltei meus cabelos, já que foi o que ele fez da primeira vez, fiquei de costas para ele e me cobri, ele por sua vez tirou suas roupas pesadas e senti quando ele se deitou, mas dessa vez não me agarrou. Ficamos em silêncio por um bom tempo, e em dado momento, eu acredito que ele achou que eu havia dormido, pois ele começou a se mexer, eu sentia seus leves movimentos e logo a respiração dele estava pesada, e pude ouvir quando ele suspirou, eu fiquei me perguntando, o que ele estava fazendo? Senti a mão dele encostar na minha perna e m*l pude respirar, ele estava ofegante e então ele estremeceu com um suspiro pesado, ele ficou um tempo ali parado, apenas deitado, com a cabeça bem perto do meu pescoço, sua respiração quente em meus cabelos, e então ele se levantou e escutei barulho na água da bacia. Eu não sei o que ele tinha feito, mas não iria o questionar. De manhã, ele não me acordou, mas eu acordei sozinha no pequeno quarto, vi pela janela minúscula, que ele estava lá fora, parecia estar com um olhar distante, pensando em coisas que eu jamais poderia imaginar. - Quando vais parar de me encarar? - eu levei um susto, quando sai da cabana, mantive o olhar baixo. - Quer me perguntar algo? Sobre a noite anterior, por exemplo? - Eu não tenho interesse. - disse na defensiva. - Tiveste uma participação nisso de qualquer forma, a tempos não fico com tanto tes… deixa para lá, me esqueci que és uma garotinha pura - ele riu de forma sarcástica e eu fiquei extremamente envergonhada. - Agora tu consegues enxergar? Saiba que ainda não partiremos, pois não vou me arriscar de dia, apenas me siga.
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