Giovanni — É… você tem o direito de ficar com raiva. — Com raiva? — Victoria desvia o olhar do Céu escuro pela janela e me encara, confusa. — Do seu pai. — Ah. — Seus olhos se arregalam, como se tivesse esquecido a viagem que fizemos para visitar o pai doente. Talvez esteja mais exausta da longa jornada do que eu imaginava. — Não estou com raiva — continua, após um segundo de reflexão. — Eu só sinto… Com a voz sumindo, ela balança a cabeça e suspira baixo. — A Itália era linda. E foi. A viagem deveria durar apenas alguns dias, mas vendo como Victoria floresceu depois de tudo o que aconteceu, estendi a estadia por mais algumas semanas. Se dependesse de mim, teria adiado o retorno até o fim do verão, para que ela pudesse ter meses decentes de paz e felicidade. Agora, no entanto,

