Capítulo 12

1006 Palavras
- Uau. – Diz Clara assim que eu saio do trocador de roupas, e paro de frente para o espelho da penteadeira do camarim. - Pois é. – Concordo sem conseguir desgrudas os olhos de mim mesma. Assim que eu abri a caixa que estava à minha espera, eu encontrei um conjunto lilás sendo cropped corset com finas alças, um short tão curto que parece uma calcinha e uma saia de amarar de lado e assim deixando uma a******a na lateral, com várias camadas e o comprimento do mesmo é mais curta que o short de baixo, um par de saltos finos lilás e uma gargantilha com várias pedrinhas brilhantes, que me faz acreditar que são diamantes. - Isso grita luxo nos mais variados idiomas. – Clara que já se encontra usando um vestido justo com pedrinhas vermelhas, me avalia dos pés à cabeça. – Você está angelicalmente sexy. - Quem escolheu isso para mim? – Eu faço essa pergunta, mas ela não está sendo direcionada a ninguém. - Meninas? – Phoebe nos chama enquanto abre a porta, e olha para nós duas da cabeça aos pés. – Podemos ir? - Podemos. – Concordamos juntas, e após dar uma última olhada no meu reflexo no espelho, eu faço o meu caminho para fora da sala. - Clara, a Ellen ira acompanhá-la para o seu posto. – Phoebe fala apontando para a nossa companheira de trabalho, que se encontra encostada na parede. – Agatha, eu irei te levar para a sala que você ficara, então me acompanhe. - Certo. – Concordo e antes de seguir a Phoebe, eu sorrio para a minha melhor amiga. – Boa sorte. - Boa sorte. – Ela deseja de volta. Sigo Phoebe pelo corredor já conhecido por mim, mas ao invés dela me fazer entrar em uma das salas brancas que está com a porta aberta e se encontra vazia, ela me guia até a última porta do corredor que é a única que se encontra fechada. - Pode entrar. – Phoebe faz um gesto para que eu abra a porta. – Você tem dois minutos para se arrumar antes que o cliente entre, assim que você fechar o vidro que irá separar vocês, ele só será aberto novamente quando o cliente tiver saído. - Tudo bem. – Digo passando por ela, e mesmo tentando me manter confiante, assim que eu levanto a minha mão para poder coloca-la na maçaneta, eu vejo que ela está tremendo. - Respira fundo, é normal ficar nervosa na primeira vez, mas eu sei que você irá se sair muito bem. – Phoebe me incentiva a seguir em frente. Puxando o ar com força e soltando lentamente, eu crio coragem e abro a porta e logo as luzes brancas na parede e no chão se acendem. - Dois minutos, certo? – Pergunto para Phoebe enquanto olho para a sala que mesmo sendo igual as outras, essa é bem maior. Dentro do vidro tem mais espaço para se locomover, como a sala é maior, então tem mais luzes espalhadas e ao invés de ser uma poltrona como nas outras salas, aqui é um sofá de dois lugares branco. - Dois minutos. – Ela concorda se afastando de mim, e essa é a minha deixa para entrar no quarto e fechar a porta atrás de mim. Com passos calmos eu ando na direção da porta de vidro aberta, e ao entrar no espaço dentro do vidro, eu passo os meus dedos na cadeira que tem ali, para em seguida seguir na direção da barra de pole dance. Segurando a barra eu tento pensar em uma pose para esperar o cliente entrar, mas nem uma que me vem à mente parece natural para mim, então eu sigo de volta para a cadeira e jogando o meu cabelo para trás, eu me sento com a coluna reta é cruzo as minhas pernas. "Eu não parece uma profissional na arte da sedução, mas até que o simples é básico tem os seus mistérios." Penso comigo mesma, enquanto puxo o ar novamente. Mais quando a porta se abre novamente e um homem usando camisa social branca, com as mangas dobradas até os cotovelos e assim deixando as tatuagens nos seus braços expostas entra, a minha cara de misteriosa é substituída pela cara de coque. - Você. – Falo sem me controlar. - Eu. – Sua voz grave preenche a sala, enquanto ele fecha porta e segue na direção do sofá, onde ele se senta e apoia os seus braços no mesmo. – É bom vê-la novamente. Lá está o homem com quem eu esbarrei no corredor assim como é o mesmo homem que me observou ontem dentro desta boate. O senhor misterioso se encontra sentado no sofá como se fosse o dono do mundo, e se esse colar que eu estou usando for mesmo diamante, eu posso concordar que ele tem o direito de se sentir assim. - Como devo chamar o senhor? – Eu pergunto enquanto tento me manter o mais profissional possível, e esquecer como os seus olhos verdes são hipnotizantes. - Pode me chamar de Vincenzo. – Ele me responde para em seguida pegar o controle que descansa no braço do sofá. – O que você gostaria de dançar? - O senhor é o cliente, o que o senhor escolher eu danço. – Respondo me levantando da cadeira, e seguindo na direção da barra, e mesmo com as pernas tremulas, eu tento parecer o mais confiante possível. - Eu percebi que ontem teve uma música especifica que você gostou, então colocarei ela. –Ele diz deixando o controle de lado, para em seguida tirar o seu celular do bolso e após digitar algumas coisas, as primeiras batidas da música Dirrty da Christina Aguilera preencheu o ambiente. Se ele não estava lá quando a música começou a tocar, como ele sabe que eu gostei dela? E outra, eu não conheço muitos homens, mas os poucos que eu conheço, não saberia nem quem é a cantora, quem dirá qual é a música.
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