Capítulo 11

1628 Palavras
Depois que eu desviei os meus olhos daquele homem, pelo resto da noite eu não o encontrei mais, e não foi por falta de procurar pois mesmo não querendo, eu me pegava a todo tempo passando os meus olhos por todo salão atrás de qualquer sombra dele, mas infelizmente eu não o encontrei, então eu tive que me contentar em olhar para os clientes que entrar na boate, e tentar descobrir qual deles pode ser a minha melhor opção. Como é um sábado de noite em Las Vegas, obviamente a boate ficou cheia e com muitas vozes falando ao mesmo tempo, o volume da música teve que ficar mais alta, e eu não sei se foi o único copo de bebida que eu tomei ou se foi o ambiente, mas eu me senti leve, livre e solta, e quando começou a tocar “Dirrty” da Christina Aguilera, eu me peguei balançando o meu corpo no ritmo da música, mesmo estando sentada no mesmo banquinho por horas. Teve alguns homens durante a noite que se aproximou da gente, mas educadamente dissemos que ainda não estamos trabalhando na boate, alguns aceiram muito bem a nossa recusa, mas obviamente teve aqueles que não sabem ouvir não, mas sempre que eu achava que esses homens fosse partir para os xingamentos e a violência, um segurança chega até a gente para afastar o homem, mas tirando esse pequeno problema, a noite acabou sendo “interessante” pois eu pude ver como as mulheres aqui trabalha, cada uma teve o seu tempo no palco, as mulheres que dança nas mesas dançavam cada uma do seu jeito, sem coreografia, mas todas dança sensualmente, também teve as mulheres nos sofás com os homens, elas não dança mas pela forma que eles conversavam dava para perceber nitidamente que eles não estavam falando dobre o tempo e que com toda certeza essa conversa, resultaria um bom dinheiro para a dançarina no final da noite, e obviamente eu não deixei de olhar para o corredor onde poderia levar para a sala de vidro ou para os quartos, e para a minha surpresa o fluxo de pessoas entrando e saindo de lá, é maior do que eu imaginava. Quando o relógio marcou três horas da manhã, finalmente vimos Phoebe novamente e ela nos liberou para podermos irmos embora e avisar que as seis horas da noite deveríamos estar lá novamente, só que desta vez será para trabalharmos. - O que você achou de lá? – Clara me pergunta, quando finalmente estamos deitadas em nossas camas. – Não pareceu ser um lugar r**m. - Realmente, os seguranças são bem atentos, então acho que não teremos grandes problemas com os clientes. – A respondo, e como estava deitada de barriga para cima, eu me arrumo para poder ficar de lado, e poder conversar com ela estando de frente. Mesmo com a luz do quarto desligada e as cortinas fechadas, eu ainda consigo vê-la perfeitamente pois todas as luzes da cidade se encontra ligadas. – Eu acredito que se quisermos nos manter bem e em segurança, tudo que temos que fazer é ficar longe dos quartos sozinhas com os clientes, e evitarmos fazer dividas com a boate e o hotel. - Acho que podemos fazer isso. – Clara me responde e eu tive que revirar os olhos, pois na primeira oportunidade que tivemos, ela foi a primeira a aceitar uma bebida que a qualquer momento pode ser cobrado da gente. – Vamos ser cuidadosas na boate, e sobre o hotel, no máximo quarta estaremos saindo daqui. Eu já agendei algumas visitas com um corretor. - Ótimo, se as coisas continuar correndo tudo bem, a gente não vai precisar voltar para o Brasil com os nossos rabos entre as pernas. – Falo fechando os olhos. – Boa noite. - Boa noite. – Clara deseja, mas ao invés dela dormir também, eu posso ouvir as suas unhas batendo na tela do seu celular. [°°°] Igual a manhã passada, assim que acordamos tomamos banho e nos arrumamos para podermos tomar café na mesma cafeteria, pois mesmo tendo um trabalho agora, está fora de cogitação tomarmos café neste hotel. Logo após termos desfrutado de um bom café da manhã americano, decidimos explorar um pouco a cidade, mas obviamente não fomos muito longe pois mesmo usando o Google Maps, ainda existe noventa por cento de chance da gente se perder por aqui. Como uma verdadeira turista, Clara tirou várias fotos para poder postar no seu i********:, e eu admito que só pelo fato de eu ser a primeira pessoa da minha família tanto por parte de mãe quanto de pai a sair do Brasil, eu não me aguentei e tive que tirar algumas fotos para poder posta no Facebo*k, assim eu teria como recordação, e bem lá no fundo eu desejo loucamente que alguém do meu antigo trabalho veja essas fotos e que elas se espalhe por todo o mercado até chegar aos ouvidos dos meus antigos chefes, e eles possam pensar que eles me demitiram, mas eu consegui algo melhor. Mesmo hoje sendo domingo as lojas estão abertas e as ruas estão movimentadas e isso é um pouco estranho para mim, até mesmo São Paulo que é uma das maiores cidades do Brasil e também é conhecida como a cidade que nunca dorme, as lojas fecha aos domingos, obviamente tem alguns lugares que fica abertos porque ou os donos não tem família para passar os domingos, ou são pessoas é absurdamente ricas, que não precisa trabalhar mas quer continuar vendo dinheiro entrando nas suas contas, e assim faz com que pessoas que realmente precisa de dinheiro trabalhar por eles. Os ricos ficam cada vez mais ricos, e os pobres ficam cada vez mais pobres, como diz Dominic Toretto em Velozes e Furiosos, “Aqui é o Brasil!”. Quando a nossa hora de irmos para a boate foi se aproximando, a gente voltou para o nosso quarto de hotel e começamos a nos arrumar. Como foi nos dito que na boate tem roupas que possamos usar até conseguirmos ter as nossas próprias, a gente só precisou cuidar dos nossos cabelos e maquiagens, e como hoje é o nosso primeiro dia realmente trabalhando lá, achamos melhor nos arrumar muito bem ao ponto de ficarmos “perfeitas”, até porque querendo ou não, é a nossa imagem que conta neste trabalho, então é a nossa primeira impressão que vai ficar para os clientes. Como o meu cabelo é comprido e liso, eu optei em fazer cachos nele novamente usando a chapinhas, mas eu sei que até o meio da madrugada ele estará ondulado, além de ter usado pó, base e corretivo, nos meus olhos eu fiz um esfumado usando uma sombra marrom no tom mais claro, para em seguida fazer um delineado muito bem puxado, e usando pedrinhas prateadas, eu fiz um segundo delineado um pouco abaixo das minhas sobrancelhas e para poder finalizar os olhos, eu fiz um esfumado com um marrom mais escuro na parte de baixo e passei o rímel para dar volume. E como os meus olhos já estão chamativos de mais, eu passei um gloss nos meus lábios deixar na cor natural, mas com brilho. Com a minha roupa eu não tive que me preocupar muito, pois assim que chegasse na boate, a gente teria que se trocar, então quando nós duas ficamos prontas, fizemos o mesmo caminho de ontem para chegar na boate, porém desta vez optamos em deixar os nossos celulares no quarto. - Boa noite meninas. – Ellen, a mulher que nos trouxe até aqui é a primeira á nos ver entrar no salão. - Boa noite. – Clara cumprimenta dando dois beijos na sua bochecha. - Boa noite. – Cumprimento fazendo o mesmo. - Ontem eu não pude falar com vocês porque eu estava na parte de cima da boate, mas hoje eu estarei aqui e irei ajudar vocês no que for preciso. – Ellen fala sorrindo docemente. - Obrigada. – Agradeço sorrindo de volta para ela. - A Phoebe está esperando vocês lá no camarim. – Ellen nós avisa. – Eu acho que ela quer ajudar vocês com as roupas, ela sempre faz isso quando é pessoas novas trabalhando aqui. - Claro, obrigada por avisa. – Clara acena. – Até daqui a pouco. - Até. – Ellen se despede da gente, e enquanto andamos na direção do camarim, ela anda na direção do palco. Assim que entramos no pequeno corredor, para logo em seguida abrirmos a primeira porta que é somente para funcionários, demos de cara com Phoebe em pé no centro da sala enquanto a mesma arruma o seu cabelo na frente do espelho. - Meninas, bem-vindas oficialmente aos seus trabalhos. – Phoebe fala assim que eu fecho a porta atrás de mim. – Clara, eu separei algumas roupas que você pode gostar. Assim que Phoebe aponta para o sofá, eu vejo várias “roupas” nas cores vermelhas, vinho e roxo escuro. - Obrigada, eu irei vê-las. – Clara fala indo até o sofá. - Agatha, parece que ontem você conseguiu chamar a atenção de alguém bastante importante. – Phoebe fala e aponta para uma das cadeiras da penteadeira, e ao olhar naquela direção, eu vejo uma grande caixa branca. – Se arrume, você terá o seu primeiro cliente Customer Wish Dance. Daqui a cinco minutos virei buscar vocês. Assim que Phoebe passou por mim e saiu pela porta, eu andei até a caixa e fiquei a analisando. - Com quem você conversou ontem? – Clara me pergunta ainda sentada no sofá. - Com ninguém. – Respondo prontamente. - Quem você impressionou? – Ela me pergunta novamente. - Eu não sei. – A respondo quando finalmente descido abrir a caixa.
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