Assim que cheguei no quarto, eu deixei a caixa com roupa e a joia em cima da mesa, liguei a televisão porque não consigo ficar sozinha em um lugar silencioso de mais, e após deixar o dinheiro em cima da cama, eu vou para o banheiro tomar banho e tentar colocar os meus pensamentos em ordem.
Já de banho tomado e usando pijama, eu me sento na cama e começo a contar cada nota que eu recebi hoje, e quando eu conto a última nota, eu me encontro com as mãos tremendo e tendo dúvida se eu contei certo. Eu nunca vi tanto dinheiro assim na minha frente e muito menos tive a oportunidade de tocar em uma grande quantia, eu tenho quarenta mil dólares, que convertido em reais, da mais ou menos duzentos mil dólares.
- Se eu mandar esse dinheiro para a minha mãe agora mesmo, ela já pode procurar uma casa para comprar. – Calo comigo mesma enquanto me levanto da cama, e começo a andar de um lado para o outro, enquanto passo as mãos pelo meu cabelo, e tento colocar o meu pensamento em ordem. – Não, eu vou juntar mais dinheiro, e quando eu tiver o suficiente, a minha mãe irá comprar a sua casa dos sonhos com direito a moveis novos. Ela merece o melhor.
Com a minha mente em ordem em relação ao dinheiro, eu pego o pequeno bolo de notas de cima da cama, separo dois mil para que eu possa usar esse mês todo, e os trinta e oito mil, eu guardo no fundo da minha bolsa, para amanhã mesmo poder depositar na minha conta.
Quando volto para minha cama, os meus olhos batem na caixa e isso me faz lembrar do dono dela, assim como o dono do dinheiro, e se eu não tiver controle da situação, ele tentara controlar a minha vida, e a maior prova disso são as ordens que ele vem dando até agora.
Não posso ter nem um cliente além dele.
Não posso estar na boate sem a sua presença.
E agora sou obrigada a ter dois homens seguindo cada passo meu.
A Phoebe me confirmou que ele costuma estar na boate todas as noites, então amanhã será o dia em que eu colocarei tudo no seu devido lugar, eu mostrarei a ele que eu não o quero se envolvendo na minha vida privada.
Agora tendo resolvido tudo na teoria, eu me permito deitar a minha cabeça no travesseiro macio e me cubro com o coberto quentinho, para amanhã poder colocar todos os meus planos em pratica.
Com os canais americanos abertos, quase não senti falta da Netflix ou qualquer outro aplicativo de streaming, e em algum momento enquanto estava assistindo The Winchesters, eu acabei pegando no sono e só percebi que isso aconteceu quando o barulho da porta do quarto sendo aberta me despertou e agora está passando Walker na televisão.
- Que horas é agora? – Eu pergunto sonolenta para a Clara, que acaba de entrar no quarto e solta os seus saltos no chão.
- Cinco da manhã. – Ela me responde enquanto abre uma das gavetas da cômoda e de lá pega uma peça de roupa. – Volta dormir, eu só vou tomar banho e irei dormir também. Daqui a cinco horas temos que nos encontrar com o corretor.
- Ok, então até daqui a pouco. - Ela não precisou falar duas vezes, para que eu pudesse me deitar de lado e voltar a dormir.
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O celular da Clara despertou as oito e meia da manhã, o que nos deu tempo o suficiente de tomar banho antes de sair do quarto do hotel, mas infelizmente o nosso café da manhã terá que ficar para depois das nossas visitas as casas que pode se transformar em nosso possível lar temporário.
- Então agora você tem um cliente fixo, que só permite que você entre na boate se ele estiver lá? – Clara me pergunta dentro do elevador, após eu ter explicado para ela o porquê de ela não ter me encontrado ontem na boate.
- Exatamente. – Concordo enquanto arrumo a minha bolsa na lateral do meu corpo, e assim que as portas do elevador se abrem, eu saio sendo seguida por ela.
- E esse mesmo cliente te pagou quarenta mil dólares por somente uma noite, onde você dançou, e dançou só duas músicas? – Ela me pergunta novamente, e eu concordo com a cabeça. – Não podemos esquecer o colar que é possivelmente de diamante.
- Hoje mesmo eu irei devolver o colar para ele. – Falo com decidida, e ao olhar para as cadeiras macias que tem no saguão do hotel, eu vejo os dois homens de preto se levantando e vindo até a gente. – Falta quanto tempo para o Uber chegar?
- Dois minutos. – Ela me responde andando após olhar a tela do seu celular.
- Então vamos andar mais rápido, não podemos deixar o motorista nos esperando ou nos procurando. – Falo pegando no seu pulso e a fazendo andar mais rápido.
"Se eles querem me seguir, eles terão que ser mais rápidos. " Penso olhando para eles que estão atrás da gente, e não consigo evitar de sorrir com deboche na direção deles, para em seguida virar novamente para frente e continuar andando com passos rápidos.
- O carro está virando a rua. – Ela me avisa assim que paramos na entrada hotel, e quando sinto a presença dos homens ao meu lado, eu já me preparo para ouvir o que eles vão dizer, mas diferente do que eu imaginei, eles passam direto e param ao lado do único carro que está estacionado na entrada, e antes de entrar no veículo pela porta do motorista, o homem que eu ainda não sei o nome me devolve o sorriso debochado.
- Agatha, o carro chegou. – Diz Clara chamando a minha atenção, enquanto balança o meu braço. – Vamos?
- Vamos. – Concordo voltando o meu foco para o que realmente é mais importante, e assim que chego perto do Uber, eu consigo ouvir o carro deles sendo ligado.
Eu não vejo a hora de chegar a noite, eu tenho que deixar algumas coisas claras para o senhor "esbanja dinheiro".