Acordei com o som do despertador do meu celular. Eram apenas seis horas da manhã. Bianca ainda dormia na minha cama e eu me deixei cair de volta no colchão.
Calma Guilherme! Vocês já dormiram juntos uma centena de vezes.
Olhei para ela adormecida. Linda! Perfeita vestida com a minha camiseta. Os cabelos longos espalhados pela cama. Eu adorava os cabelos dela. Eram pretos, liso e pesado e chegava até a cintura. Involuntariamente um pensamente atravessou minha mente. Pensei como seria segurar aqueles cabelos com força enquanto metia nela por trás. m***a! Aquilo não era hora de pensar naquilo, porque meu corpo não sabia definir o perigo e já estava duro e latejando de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Fiquei alguns minutos quieto e respirando pausadamente até sentir minha excitação se desfazendo. Bianca se mexeu na cama e espreguiçou, mas voltou a dormir de novo.
Levantei devagar e fui até a cozinha fazer um café.
Meia hora depois ela apareceu na cozinha ainda vestida com minha camiseta. Sentou na cadeira e aceitou a xicara de café que eu ofereci.
- Nossa! Como minha cabeça dói!
Eu ri da cara dela.
- Também, nós tomamos duas garrafas de vinho.
Ela bebeu o café e levantou em direção ao quarto.
- Vou trocar de roupa, preciso ir embora. Que dia é hoje mesmo?
Fui atrás dela.
- Não é sábado e nós temos uma reunião daqui a pouco na agência.
Ela pegou as roupas em cima da cama e olhou para mim.
- Sai. Preciso vestir minha roupa!
Ao invés de sair eu dei a volta na cama e me aproximei dela.
Não devia, mas era muito tentador vê-la daquele jeito próxima a mim e fingir que não sentia nada.
Ela encostou a parede e eu fiquei na frente dela. Nossos rostos muito próximos, as bocas quase se tocando. Levantei a mão e segurei o queixo dela.
- Não quero confundir ainda mais sua cabeça, mas quero te dar elementos para poder decidir em caso de dúvidas.
Abaixei a cabeça e beijei-a na boca. Aquele era nosso primeiro beijo de verdade e ela mostrou pra mim que eu não estava errado. Ninguém correspondia a um beijo daquele jeito se não sentisse nada. Foi como atear fogo em gasolina. Tinha sido muito tempo esperando por aquele beijo e agora não conseguíamos nos separar. Eu a apertava e mordia seus lábios gemendo e apertando seu corpo de encontro ao meu e ela finalmente veio para mim do jeito que eu sempre sonhei. Me abraçava e colava o corpo ao meu devolvendo meus beijos de forma ardente. Ao perceber o quanto eu estava e******o ela tentou se afastar.
- Não! Pelo amor de Deus para com isso!
Tentei puxá-la de volta para meus braços.
- Bia... espera ai.
Ela estava irredutível e se afastou.
- Não. Você tem namorada e eu também. Isso não está certo!
Eu estava agoniado com aquela situação. Ela estava namorando com o Marcos, mas eu tinha terminado com a Larissa, porém resolvi não falar nada naquela hora, não queria que aquele informação interferisse em qualquer decisão que ela viesse a tomar. Por que para mim era importante que ela viesse para mim porque me amava e não se sentisse na obrigação de ficar comigo por que eu tinha terminado meu namoro. Por outro lado eu não queria que ela brigasse com o namorado dela. Sabia o namoro deles já tinha bastante tempo, embora eu desconfiasse que ela não gostava tanto assim do Marcos. A forma como ela se entregou nos meus braços deixava claro que ali existia um sentimento muito maior do que apenas amizade.
Ela desistiu de me mandar sair do quarto e trocou de roupa ali mesmo na minha frente não se importando com meu olhar devorando cada parte do corpo dela enquanto vestia a roupa.
Ela pegou a mochila e voltou-se para mim.
- Não faça mais isso, por favor.
Respirei fundo e peguei-a pela mão indo em direção à porta.
Antes de abrir fiz com que ela olhasse dentro dos meus olhos.
- Agora você não pode negar que também sente desejo por mim.
- Gui...
Acariciei os lábios dela com o polegar.
- Vai pra casa Bia e agora você pensa se vale a pena acabar nossa amizade por causa do seu namorado .