Dália A vila de Aelmoor parecia adormecida sob a névoa baixa da manhã. As árvores ao redor se curvavam sobre as casas de madeira como se tentassem protegê-las de algo que já sabiam inevitável. O cheiro de terra úmida, sangue velho e medo pairava no ar. — Fiquem atentos. Eles atacam rápido e sem avisar — disse meu pai, Aleric, enquanto colocava uma adaga prateada na bota. Eu estava ao lado da carruagem, terminando de organizar as armas. Espadas prateadas, balas especiais, lâminas pequenas, facas de arremesso. Todo o nosso arsenal cuidadosamente mantido. — Dália, você cuida da carruagem — disse Kieran, meu irmão, com aquele sorrisinho irritante. — E tenta não se apaixonar por outro monstro, tá? Minha mãe, Saphira, até tossiu disfarçadamente para não rir, mas seus olhos brilharam de leve

