Chegamos na ilha de Santorini onde estava tendo um festival de música, ou seja, abarrotado de mortais. Eu não tenho muita experiência com missões, mas obviamente quanto mais pessoas, mais dificuldade com a névoa para esconder nossos equipamentos mágicos na rua. Saímos do iate e Annabeth se agarrou ao chão aliviada, fazendo eu e Percy rir. Percy desceu logo depois e Fred veio me ajudar a arrumar minha mochila.
–To com medo, Fred.
–Vai dar tudo certo, nós vamos achar eles dois e vamos sair daqui sãos e salvos. Você está com a gente. Temos a sua sorte de principiante.
–Mas com a Lâmia foi tudo tão rápido. Não sei se eu conseguiria de novo.
–Eu sei que sim. Seus reflexos de batalha são maravilhosos, melhores até que os meus.
–Não é verdade.
–É sim. Confia em mim, tudo bem? Vai dar tudo certo. Nós estamos juntos, eu vou estar do seu lado o tempo todo, não vou deixar nada acontecer com você.
–Eu te amo, ensolarado.
–Eu também te amo. Vamos, está tudo pronto. — disse ele fechando a mochila que eu coloquei sobre meus ombros, ele segurou minha mão e me beijou, calmo no começo, então eu passei minha outra mão por seus cabelos e o puxei pra mim. Nosso beijo era profundo e intenso, eu não queria nunca deixar seus braços, mas nós tínhamos que salvar nossos amigos. Voltamos a realidade enquanto recuperavamos o fôlego.
Saímos do iate e fomos andando pelas ruas da ilha. Estávamos em um lugar cercado de água, Percy e eu estávamos em nossa melhor forma. Eu sentia a força da água correndo pelo meu corpo, sentia a benção de Poseidon sobre mim e, de acordo com Fred, meus olhos verde brilhavam.
Annabeth tirou de sua mochila um "mestálio" e identificou a essência de Nico perto de uma praia, então fomos em direção à praia, mas antes paramos em uma cafeteria e Fred pediu 4 expressos com uma dose de néctar e pedaços de ambrosia. Olhei direto na cara dele e arregalei os olhos.
–O que você pensa que tá fazendo ensolarado? O sol fritou essa cabeça loira aí?
–Todas as cafeterias tem um estoque de néctar e ambrosia, só que como não fica no cardápio, os mortais não sabem que existe, só nós semideuses.
–Mas os mortais não podem tomar nenhum dos dois não é?
–Sim, então eles não vão pedir o que eles não sabem que existe, mas como apenas nós sabemos, podemos aproveitar.
–Eu não sabia disso, fredoca. Você é demais.
–Ah, eu sei. Eu sou maravilhoso, perfeito e único.
–Viu, eu não posso dar confiança. — Fred riu e eu beijei sua bochecha.
Sentamos e bebemos nosso café.
–Annie, esse treco que você trouxe, como funciona? — perguntei franzindo a sobrancelha com curiosidade no olhar.
–O "mestálio" funciona armazenando um pouco da força vital de todas as pessoas que vivem no mundo, humanos, semideuses, monstros e deuses. Foi feito por Dédalo e eu achei quando fomos no labirinto, mas eu só descobri o que isso fazia ano passado. Eu consegui captar pela força vital, um ponto da essência de Nico e Will. Mas eles não estão no mesmo lugar, é como se eles estivessem em "quartos separados", Por assim dizer.
–Mas eles ainda estão no mesmo lugar? — Percy perguntou levantando a cabeça de seu café.
–Sim, só não estão juntos.
–Bom, faz sentido, na mensagem que recebemos Will não aparece. — Disse Fred colocando mais um sachê de açúcar em seu café.
–Amor, você vai ter uma overdose de açúcar. Vai com calma. — disse passando a mão nos cabelos loiros de Fred e ele me encarou com seus olhos arregalados e um sorriso que pegou todo o seu rosto.
–Esse café é muito gostoso, eu não consigo me controlar.
–A sua ambrosia tem gosto de que? Uma vez você disse pra mim que os eles tem um gosto diferente para cada pessoa.
–Verdade, o meu tem gosto de pudim de caramelo. E o seu?
–Ah, meu pudinzinho. O meu tem gosto de muffim de Blueberry.
–Não sei porque fiquei surpreso. — ele disse engolindo seu último pedaço da comida e mordendo meu pescoço.— Seu pescoço tá com gosto de pudim.
Fred beijou meu pescoço e eu suspirei.
–Eu, oi, vamos parar né, eu tô aqui, Fred você trate de se comportar senão eu esqueço a missão e te afogo nesse mar agora.
–Calminha, cabeça de alga, nós estamos ótimos e super inocentes.
–Ta bem, então se comportem e vamos logo, parece até que só eu e a Annie somos adultos aqui.
–Nao, só a Annie é a adulta aqui. — disse Fred rindo enquanto passava o braço pela minha cintura e nós saíamos da cafeteria. Andamos e conversamos, então, faltando duas quadras, um minotauro pulou na nossa frente, fazendo o chão tremer, as pessoas que estavam em volta riram e começaram a aplaudir, como se fosse o melhor artista/touro dançante de rua do mundo.
–Agora ferrou, pessoal — Fred disse colocando uma flecha em seu arco.
–Percy, como você derrotou o minotauro da primeira vez?
–Ahn...Eu não lembro. Eu fugi? Sério, não lembro, mas a gente vai dar um jeito. Annie, você vai pela lateral esquerda, Ok?
–Tudo bem, Priscila, você pela direita, Fred, você acerta o olho dele?
–Okay Annie — disse segurando Harpe e me afastando de Fred.
–Ta na mira, loirinha. — Fred se afastou e mirou, acertando o olho esquerdo e fazendo o monstro se curvar e rugir. Peguei Harpe e enchi seu flanco de golpes, o minotauro se virou em minha direção e com sua pata, me jogou para longe.
–Pri, você tá legal? — Percy gritou partindo pra cima do animal. Eu ia responder mas tudo ficou preto e eu desmaiei.