A volta

628 Palavras
Priscila Estávamos chegando no acampamento e Nico ainda estava de cama, Will estava melhor dos machucados, então andava por aí mancando e ajudava Fred a cuidar de Nico. Desde a caverna, eu não consigo esquecer as visões, elas passam e repassam pela minha cabeça me assustando e me deixando louca. Quando parei o iate na baía do lago do acampamento, desci primeiro e fui correndo até o grande salão procurando Quiron. Entrei gritando seu nome. –Ola, minha criança. Que sorte que sua capacidade de gritar permanece firme e forte, como posso ajudar? –Preciso de alguns campistas para ajudar a descer com os meninos. –Como assim? –Venha ver. Quiron chamou dois campistas do chalé de Hefesto, um deles era Charles, quando Annabeth saiu com dois bebês no colo, a cara de Quiron foi de completa incredulidade. –Quem são esses, Annabeth? –Phobos e Deimos. Bom, nós vamos explicar. Mas precisamos ver como vamos fazer com eles primeiro. Eles estavam mantendo Nico e Will presos, e através de cordões, estavam sugando a energia vital deles dois. –Na forma de bebês? –Não, quando arrancamos os cordões, eles se transformaram nisso. Bebês baboes. Descemos com todos os nossos pertences e Nico foi levado direito para a enfermaria, Léo veio me agradecer por trazer o iate são e salvo e eu fui correndo para a praia, depois de um tempo, Fred foi encontrar comigo. Eu estava pensando na visão que Deimos tinha me dado. Eu não conseguia controlar meus poderes e Fred morria tentando me salvar. Deimos sussurrava no meu ouvido "Você vai matá-lo porque não conseguiu se segurar. Porque não aprendeu". Eu tinha ouvido histórias dos filhos dos três grandes. Como nosso temperamento era difícil, como era mais difícil ainda para nos controlarmos e eu tinha medo de fazer Fred sofrer apenas por me amar. Eu não podia deixar aquela visão se tornar realidade. Era perigoso para ele ficar comigo. Eu sabia disso, só precisava admitir. –Ei, estrelinha. O que você tá fazendo aqui sozinha? Tá todo mundo querendo saber de você como foi a missão. — disse ele sentando ao meu lado e segurando minha mão, lágrimas vieram aos meus olhos pelo que eu pensava em fazer a seguir. –Fred, depois daquelas visões que eu tive de você...eu não sei. Acho que não é seguro você ficar comigo. –Nunca é seguro nenhum de nós ficarmos juntos. Isso não muda o fato de eu estar com você agora. –Agora, sim...mas até quando? Eu sou uma filha dos três grandes, Fred. Se todos tem um alvo na cabeça, o meu é três vezes maior e brilha no escuro. Eu não posso deixar você me salvar sempre. Eu m*l consigo me manter viva. Não quero essa vida pra você. Eu acho que nós precisamos nos afastar um tempo. –O quê? Que bobagem é essa, Priscila? Não. Eu não vou te deixar só por conta de uma visão i****a. –Não era i****a. Você tinha morrido, eu tinha matado você. Eu não consigo me controlar, não posso ficar perto de você sabendo que eu posso te machucar. Eu não ia conseguir viver. –Se você se afastar vai me machucar mais ainda. Eu te amo, preciso de você. –Eu também te amo, por isso não posso fazer isso com a gente. Disse beijando a testa do meu loiro enquanto lágrimas escorriam de seus olhos. Eu me levantei e fui correndo para meu chalé. Arrumei minhas bolsas e me decidi, eu partiria no outro dia, não conseguiria ficar perto dele e não tocá-lo. Eu olhei pela janela e ele ainda estava sentado na mesma posição, depois de um tempo ele levantou e foi caminhando lentamente com a cabeça baixa em direção aos chalés.
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