Se passaram dias, e a rotina na mansão Marino se manteve imutável. Vincenzo saía cedo, sempre impecável em seus ternos escuros, dirigia-se para a sede da empresa onde comandava com mão de ferro o maior império de tecnologia do mundo. Depois, como se trocasse de pele, descia para o subterrâneo daquele prédio luxuoso e, longe dos olhares do mundo, resolvia com frieza os negócios obscuros da máfia — assinava sentenças de morte, selava acordos ilegais e mantinha o poder absoluto de sua linhagem. À noite, chegava tarde na mansão, com o perfume misturado ao cheiro metálico do sangue e do cigarro, cruzando os corredores silenciosos até seu quarto, onde, muitas vezes, passava direto por Sophie como se ela fosse invisível. Enquanto isso, Sophie tentava sobreviver ao silêncio e à frieza que a rod

