Duas semanas haviam se passado desde aquela tarde no jardim, mas Vincenzo manteve-se distante, frio e absorto em seus negócios. Sophie percebia sua presença apenas de longe, quando ele passava apressado pelos corredores da mansão ou quando, à noite, ela ouvia o som abafado da porta do quarto dele se fechando. Por outro lado, ele havia permitido que ela circulasse livremente pela mansão. Sophie aproveitava para passar mais tempo na biblioteca, caminhar pelos jardins e conversar com Nora e Evelyn, que, discretamente, a ajudavam a se adaptar à nova rotina. Em uma tarde chuvosa, enquanto Sophie lia na sala de estar, Katherine apareceu, impecável como sempre, com um sorriso calculado nos lábios. — Sophie, querida — chamou, aproximando-se e sentando-se elegantemente à sua frente. — Precisamos

