222- NÃO

1036 Palavras

CAPÍTULO 222 TAYNÁ NARRANDO O tempo parecia não andar. Eu continuava ali, ajoelhada no chão, segurando a mão fria da minha mãe, gritando o nome dela como se minha voz pudesse trazer ela de volta. — Mãe! — berrei de novo, a garganta ardendo. — Acorda, por favor! Fala comigo, mãe… pelo amor de Deus! As lágrimas escorriam sem parar, caindo no rosto dela. Eu tremia, o corpo todo travado de desespero. O beco já tava cheio de gente, vizinho olhando do portão, alguns cochichando, outros tentando me acalmar. Mas eu não ouvia nada — só o barulho do meu próprio choro. O som da moto subindo o morro foi como um trovão rasgando o ar. Eu sabia que era ele. O coração disparou. Segundos depois, o Alemão apareceu na porta, ofegante, com um médico do posto atrás dele. — Saiam, porrä! — ele gritou, abr

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