CAPÍTULO 220 TAYNÁ NARRANDO Minha mãe ainda chorava, ajoelhada perto do corpo dele, o rosto todo molhado de lágrimas e arrependimento. Me aproximei devagar, o coração apertado, e me abaixei pra abraçar ela. — Mãe… — falei baixinho, tentando conter o choro. — Olha pra mim, mãe… Ela levantou o rosto devagar, os olhos vermelhos, a expressão perdida. — A culpa é minha, Tayná… — ela disse, soluçando. — Eu devia ter te ouvido, eu devia ter percebido… Como eu pude deixar ele fazer isso contigo? Abracei ela mais forte, as duas tremendo. — Não, mãe… não fala isso. — respondi, a voz embargada. — A culpa não é tua. Ele era o monstro, não você. Ela balançava a cabeça, como se tentasse acreditar, mas o olhar dela seguia vazio, pesado. O Alemão ficou ali, em pé, do outro lado da sala, observando

