CAPÍTULO 219 TAYNÁ NARRANDO O horror do corpo dele vindo em cima de mim foi tão rápido que eu nem tive tempo de raciocinar direito. Só senti a mão suja agarrando meu braço, puxando com força, e o reflexo foi empurrar com tudo. A mesa bateu na parede, o vaso de flores tremendo. — Me solta! — gritei, a voz saindo mais alta do que eu queria. Ele cerrou os dentes, a cara torta de raiva, e tentou me puxar pela cintura. Eu me debati com tudo que tinha, chutando, empurrando, boxeando o ar com as unhas. O nojo fazia minhas mãos tremerem. A mão dele deslizou pelo meu corpo como se eu fosse um objeto, e eu senti um choque gelado subir pela espinha. — Cala a boca, sua vaca! — ele rosnou, e eu quase desabei. – Hoje eu vou te mostrar como um homem de verdade fodë. Nessas horas o mundo vira um bor

