218- PADASTRO

1465 Palavras

CAPÍTULO 218 TAYNÁ NARRANDO Já fazia alguns dias desde o ultrassom, e parecia que tudo tinha entrado num ritmo novo. A casa do Alemão, que antes me parecia enorme e meio fria, agora tinha o cheiro das minhas coisas, minhas roupas penduradas no varal, meus cremes espalhados no banheiro e até meu travesseiro preferido na cama dele. Era oficial — eu tava morando ali. Acordei com o barulho distante de moto subindo o morro, o sol atravessando a cortina e batendo direto no meu rosto. Estiquei o braço, ainda meio sonolenta, mas o outro lado da cama tava vazio. Frio. Passei a mão devagar pelo lençol e dei um sorrisinho — ele tinha saído cedo de novo. Provavelmente já tava resolvendo as coisas do corre, como sempre. Mesmo assim, o silêncio da casa me deu aquela sensação estranha de saudade, mes

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