217- CARIOCA

1001 Palavras

CAPÍTULO 217 CARIOCA NARRANDO Tava na boca, sentado no portão com o Juninho, quando o rádio chiou de leve. O som do movimento era o de sempre — moto subindo, moleque correndo com mochila, o cheiro de maconha e pólvora misturado no ar. Segunda e a cabeça já pensando na semana inteira. Juninho chegou do lado, tragando o baseado dele, olhar atento. — Fala aí, mano, o movimento tá tranquilo hoje. — ele soltou, soprando a fumaça pro alto. — Tá mesmo. — respondi, olhando pro nada. — Mas quando fica calmo demais, eu já fico cabreiro. Ele assentiu, coçando o queixo. — Pois é… e tu tá certo, porque os menor falou que viu uns caras estranhos perto da contenção agora há pouco. — disse, olhando pra mim. — Dois caras de moto, capacete espelhado, pararam, ficaram olhando e depois vazaram. Na hor

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