216- LUCAS

1012 Palavras

CAPÍTULO 216 LUCAS NARRANDO Se o Carioca acha que isso vai ficar por isso mesmo… tá muito enganado. Quem bate esquece, mas quem apanha nunca esquece. E eu lembro de cada segundo daquele dia. Tava na área dos fundos de casa, sentado no murinho, tragando um baseado enquanto olhava pro nada. O vento da tarde vinha quente, e o barulho das crianças brincando lá embaixo parecia distante demais. A cabeça, porrä… não parava. Foi aí que ouvi a voz do meu tio atrás de mim. — E aí, tá pensando em quê, hein? — ele perguntou, chegando devagar, com aquele jeito de quem já sabe a resposta. Soltei a fumaça devagar, sem olhar pra ele. — Nada não. — Nada, é? — ele riu de canto, se encostando na parede. — Não adianta mentir pra mim, Lucas. Desde aquela reunião tu tá diferente. Calado, pensativo… fa

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