31- CARIOCA

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CAPÍTULO 31 CARIOCA NARRANDO Acordei com aquele peso do lado, o braço dela jogado na minha cintura. A cabeça ainda latejava da noite passada — muito whisky, muita fumaça, e mais uma vez eu tinha deixado a mente fraquejar. Virei o rosto e vi a Priscila, agarrada em mim, cabelo espalhado pelo travesseiro, dormindo como se fosse dona do bagulho. Suspirei pesado, passei a mão na cara e pensei comigo mesmo: — De novo, Carioca… de novo tu chapou e deixou essa mina colar. Levantei devagar, empurrando o braço dela de cima de mim. Fui pro banheiro sem fazer barulho, mas o chão frio da laje fez ecoar os passos. Liguei o chuveiro, a água caindo quente na pele, e eu tentando lavar junto aquela sensação de peso que me acompanhava sempre que ela tava por perto. Enquanto a água escorria pelo corpo,

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