CAPÍTULO 210 BRUNA NARRANDO Acordei sentindo o Juninho beijando meu ombro, devagar, daquele jeito que ele sabia que me fazia abrir um sorriso ainda de olhos fechados. — Bom dia, gata. — ele murmurou, a voz rouca e suave no meu ouvido. Virei de frente pra ele, com um sorriso preguiçoso. — Bom dia, né… — respondi, rindo baixinho. Ele me olhou daquele jeito calmo, o cabelo bagunçado, e passou a mão no meu rosto. O quarto ainda tava meio escuro, o sol entrando de leve pelas frestas da cortina. — Amor, eu preciso ir pra casa. — falei, esticando o corpo na cama. — Minha mãe já deve tá achando que eu moro aqui. Ele soltou uma risadinha, encostando a testa na minha. — Por mim, tu já tava morando aqui faz tempo. Tu sabe disso, né? — Sei… — respondi, rindo, mas tentando manter a seriedade.

