212- ALEMÃO

1008 Palavras

CAPÍTULO 212 ALEMÃO NARRANDO Tava feliz pra caralhø. A Tayná grávida — porrä, era como se o morro tivesse me dado um respiro. Nem me importava se o filho era meu de sangue; se precisasse assumir, eu assumia. Era meu e ponto. Quem tava junto ia ter que engolir. Ela dormia ali no quarto, toda mole, e eu na sacada, fumando um baseado, olhando o morro acordando devagar. O sol nem tinha batido forte ainda e eu já sentia o peito cheio daquela coisa quente que a vida dá quando as coisas encaixam mesmo no meio do caos. Aí toca o rádio. Menor na linha. — E aí, Alemão? — vem a voz miúda. — Fala, menor. — respondi, ainda com o baseado na mão. — Tem um cara aqui na contenção querendo subir. Disse que quer ver a Tayná. Quando ele falou “quer ver a Tayná” meu sangue gelou e ferveu ao mesmo tempo

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR