Após um breve momento com Luna na varanda, meus irmãos fizeram questão de lembrar a ela onde ela deveria estar agora e ela fez questão de responder que só sairia do meu lado no último segundo, o que me fez sorrir por alguns segundos ao ver que sua audácia continua intacta.
E Deus... Como eu senti falta disso!
Essa lobinha curiosa e atrevida tem um poder sobre mim que causam efeitos que não consigo explicar.
Mais agora não é o momento para focar nisso, eu tenho assuntos pendentes a tratar, assuntos que não posso deixar para último plano, pois há uma guerra a caminho e eu m*l posso esperar para derramar sangue de criaturas nada inocentes.
Mal posso esperar para colocar para fora uma fúria de mil anos.
Tríade de sangue.... Esse nome nunca terá feito tanto sentido quanto, quando eu começar meu show de horrores com aqueles três no centro do meu espetáculo particular.
Sorrio terminando de me vestir para a minha breve aparição na comemoração, mesmo depois de mil anos, eu ainda não consigo ter um forte vínculo com os membros da ordem, talvez isso se dê ao fato de que há vários traidores perambulando por aí e agindo como se nada tivesse acontecido, como se o passado não tivesse significado, mas eu sei a verdade, ninguém pode mentir diante da minha presença. No entanto, castigar á todos com a morte seria inútil, eu prefiro uma boa tortura mental e física, eu gosto do sabor que o desespero daqueles que não me dão o devido respeito tem, e é por isso que essa noite eu irei ser um bom demônio, a estrela adorada da festa vai encher seus "súditos " de alegria.
- Quando você faz essa cara eu só consigo imaginar um m******e á caminho. - diz Kora e eu encaro seu reflexo no espelho, ela está me encarando com uma expressão divertida e isso me faz sorrir de canto.
- Um m******e me parece uma boa forma de entretenimento, mas nos últimos anos eu tenho seguido mais pelo caminho da tortura e confesso que ele tem me divertido bem mais que meus métodos antigos. - digo tranquila e ela sorrir.
- Espero que não me deixe de fora de seus planos novamente. - diz e eu noto que há uma certa mágoa em seu tom, então me viro para a olhar com atenção. - Eu não sou mais uma criança, você pode contar comigo, eu sou capaz de lutar ao seu lado, até mesmo ao lado daquele traidor i****a do Mack. - completa e eu contenho a vontade de rir ao vê-la demonstrar abertamente como se sente.
- Você sempre foi louca, imprevisível, incontrolável, sádica, c***l e outras mil coisas que não quero perder tempo citando aqui agora. - digo divertida e ela sorrir dando de ombros. - Te faltava sabedoria e maturidade irmã, mas acho que você está no caminho para se tornar um demônio poderoso e imparável, a prova disso é que você trouxe Selene Blackwood de volta. - completo e ela faz uma careta.
- O que aquela loba irritante tem haver com isso? - questiona arqueando a sobrancelha esquerda de maneira involuntária e eu suspiro.
Nos parecemos muito mesmo.
Algo me diz que temos até o mesmo gosto para algumas coisas e pessoas.
No entanto, isso não é novidade, afinal ela é sangue do meu sangue.
A observo por alguns segundos antes de tornar a falar da maneira mais transparente possível com ela.
- Você, Machiavelli e eu fomos criados para sermos tudo aquilo que há de pior aqui dentro de nós, mas nem tudo nessa vida se resume ao m*l. - digo tranquila caminhando até ela. - E isso significa que não dá pra ser cem por cento bom ou m*l, porque há uma linha tênue entre ambos, não dá pra um existir sem o outro e é por isso que eu te garanto minha irmã, te garanto que por mais que seja pouco, ainda assim há bondade em nós. - faço uma pausa e ela parece pensar sobre o que estou dizendo. - Não tanto quanto normalmente há em outras criaturas, afinal nossa natureza é obscura, mas ainda assim, nós temos a capacidade de fazer o bem a quem amamos. - completo e ela franze a testa.
- Ainda não entendi qual é o ponto desse papo sem sentido. - diz e eu sorrio.
- Por me amar, você salvou Selene há mil anos, da sua maneira, mas salvou. - digo e antes que ela proteste, eu torno a falar. - Por me amar, você salvou James do labirinto do purgatório, você o tirou de seu sofrimento, porque sabia que aquilo me causava culpa e fez isso mesmo estando magoada comigo e Machiavelli. - faço uma pausa e toco seu rosto. - Isso é amor minha irmã, e o amor só surge através da bondade e laços, nossos laços são fortes, diferente das outras famílias de demônios que vivem em pé de guerra entre si mesmos, nós lutamos um pelos os outros desde que nascemos e isso se chama amor, amor de irmãos. - completo e ela rir.
- Viver com aquela bruxa e a lobinha em pele de cordeiro te deixou bem brega minha irmã. - diz entre risos e eu a acompanho.
- Talvez isso seja bom, afinal nunca tivemos isso. - digo e ela me olha com atenção e seus olhos azuis estão vibrantes. - Nunca mais te deixarei de fora dos meus planos Kora, no passado eu errei ao ser super protetora, mas eu não queria perder mais nada que me tornasse menos vazia e eu não espero que você entenda, mas que aceite que para mim e Mack, você sempre será a nossa irmã caçula que precisamos proteger, até mesmo de nós mesmos e nossos destinos mais cruéis. - completo e ela sorrir abertamente para mim, o que me faz sorrir também.
- Acho que entendi o seu ponto agora, quase tudo o que você disse não fez sentido de início, principalmente a parte que envolve a loba irritante, mas no fim eu consegui entender que matar, torturar, confundir humanos e etc, não é tudo nessa vida, dá pra ser menos vazia, instável, sádica, c***l e psicótica de vez em quando e encontrar algum tipo de felicidade nisso. - diz divertida e eu n**o com a cabeça rindo e em seguida dou um tapinha leve em seu ombro.-
- Cala a boca! - exclamo e ela ri, em seguida vejo Luna entrar no closet com uma expressão curiosa, sinto o olhar de Kora cair sobre mim automaticamente e então a encaro com uma expressão de " o que foi " e ela responde minha pergunta silenciosa em voz alta.
- É que eu nunca vi um demônio com cara de i****a diante de uma criatura inferior. - diz e em seguida olha pra Luna. - Sem ofensa. - completa e Luna dá de ombros sorrindo, enquanto eu respiro fundo apertando seu ombro e olhando em seus olhos.
- Te dou três segundos pra sumir da minha frente antes que eu arranque seu coração. - digo levantando minha mão e ela olha para Luna.
- Achei que tivesse trazido a versão demoníaca do Darth Vader para o lado bom da força, mas me enganei, fui. - diz e em seguida some antes que eu possa contar os segundos.
Reviro os olhos enquanto Luna faz uma careta e rir da comparação sem sentido de Kora.
- Sabe, eu até gosto dela as vezes. - diz Luna com um tom divertido e eu arqueio uma sobrancelha a encarando com uma expressão divertida. - Se sorrir de canto agora eu te mato! - exclama mordendo o lábio inferior e eu finjo que o farei, a vendo me encarar incrédula e então paro no caminho e sorrio abertamente para ela.
- Ameaçando um demônio, que corajosa. - digo divertida me aproximando dela lentamente e ela junta as mãos para trás e em seguida sorrir de maneira audaciosa.
- Eu não te contei que sou uma domadora de demônios? - questiona divertida e eu mordo o lábio inferior para conter o sorriso.
- É mesmo? - questiono colocando as mãos para trás e imito sua expressão anterior, o que faz ela sorrir mordendo o lábio enquanto n**a com a cabeça e então eu paro de frente para ela e respiro fundo. - Então... Você é uma domadora de demônios né? - questiono com um falso tom de dúvida e curiosidade e ela assente, enquanto eu aproximo meu rosto lentamente do seu, tendo seus olhos verdes vibrantes focados em mim e a medida em que aproximos nossos rostos ela desvia seu olhar do meu para minha boca e eu faço o mesmo para a sua, mas no último segundo quando nossas bocas estão perto de se tocarem eu desvio meu rosto para o lado e então sussurro em seu ouvido. - E como pretende me domar, lobinha? - sussurro lentamente mordendo sua orelha em seguida, e posso sentir seu coração bater de maneira descompasada no segundo a seguir e os pelos de sua nuca se eriçarem, e então torno a aproximar nossos rosto e olhar em seus olhos, a vendo me encarar de uma maneira tão sexy que me faz querer joga-la contra a parede.
- Eu vou te mostrar. - diz em um tom baixo e arrastado e então agarra minha nuca e me beija de uma maneira faminta, intensa, com um pouco de pressa, deixando transparecer todo o seu desejo por mim quando sua língua pede passagem de maneira ansiosa, mas ainda assim cuidadosa.
Quanta vontade!
Não posso deixar as coisas assim, eu tenho que corresponder a altura.
Agarro sua cintura com força para mim e em seguida desço minha mãos para a sua b***a, a apertando com toda a vontade que há em mim de mostrar para ela o quanto a quero e então a puxo para cima, e ela coloca suas pernas ao redor da minha cintura enquanto traça uma trilha de beijos da minha boca até meu pescoço e então ela o morde, a princípio uma mordida leve e arrastada, mas em seguida ela morde com tanta força que posso sentir suas presas rasgando minha pele e ao se dá conta disso ela praticamente salta para trás se afastando e eu levo a mão a minha nuca e em seguida olho para o sangue em minha mão e chupo o sangue de meus dedos, a vendo me encarar com seus olhos verdes mudando de coloração e então sorrio.
- Agora só falta eu provar do seu sangue para estarmos quites, não acha? - questiono divertida e ela assente lentamente parecendo hipnotizada, enquanto eu pretendo cumprir com minha sugestão aceita, no entanto, a voz de Mikhaela chama minha atenção e então rápidamente eu pego a blusa que estava usando anteriormente e limpo pescoço e saio para fora do closet para dar a Luna um tempo para se recompor.
Vejo os olhares maldosos de meus irmãos de voltarem para mim assim que passo pela porta do quarto quase dando de cara com minha mãe.
- Minha caixinha de esperança. - diz com lágrimas nos olhos e eu respiro fundo.
- Oi, mamãe. - digo divertida e ela sorrir antes de se jogar contra mim, me abraçando com força.
- Eu senti tanto a sua falta. - diz com a voz embargada e eu sorrio.
- Eu também senti a sua. - digo e ela me aperta com mais força.
E antes que eu possa dizer mais alguma coisa eu vejo o restante da gangue surgir no corredor e ele é o primeiro a tomar a frente.
- Pandorinha! - exclama James com um sorriso de orelha a orelha e minha mãe se afasta rápidamente com um sorriso contente fixo em seus lábios.
- Meu menino de ouro. - digo e ele sorrir mais ainda.
- Posso te abraçar agora ou corro o risco de você ter voltado em uma versão ainda mais do m*l que a anterior? - questiona divertido caminhando até mim, enquanto Petra, Kai e Calvin apenas sorriem, observando a situação de longe.
- Relaxa, eu não pretendo te matar essa noite. - digo e em seguida surjo em sua frente o fazendo saltar de susto. - Talvez amanhã. - completo divertida e sem delongas eu o abraço.
- Então essa sua versão também me ama. - diz e eu dou um tapinha leve em sua cabeça o fazendo rir. - Eu também te amo Pandorinha, eu também te amo. - completa divertido e eu sorrio.
- Seu i****a bobalhão. - sussurro o apertando com força.
É muito bom estar de volta, mas tê-lo de volta é ainda melhor.
Meu menino de ouro.
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