Matheus narrando.
O desafio nos olhos dela foi o gatilho. Eu esqueci o risoto, esqueci a precisão e, por um momento, esqueci até o perigo que nos cercava. Minhas mãos seguravam a cintura da Lua com uma urgência possessiva. Eu a levantei com facilidade, sentando-a na bancada de mármore frio.
O contraste foi imediato: o frio da pedra contra a pele quente dela e o calor do meu corpo pressionando a seda do vestido.
— Você queria o caos, Lua? — sussurrei contra o pescoço dela, sentindo o perfume de baunilha ficar ainda mais intenso com o calor da pele. — Cuidado com o que deseja. Eu não sei fazer nada pela metade.
Meus beijos desceram pela linha da mandíbula dela, enquanto minhas mãos exploravam a textura daquele vestido, subindo até encontrar a renda da lingerie que ela tinha escondido tão bem. Lua soltou um suspiro pesado, a cabeça pendendo para trás, as mãos dela puxando meu cabelo com força. O som do jazz ao fundo foi abafado pelos nossos sussurros e pelo estalar da lenha imaginária que queimava entre nós.
— O quarto... — ela arquejou, as pernas se entrelaçando na minha cintura, me puxando para ainda mais perto. — Agora, Matheus.
Eu a peguei no colo, sentindo o peso leve e perfeito dela contra o meu peito. Atravessei o corredor em passos largos, chutando a porta do quarto que eu já tinha preparado. Eu não era apenas um estrategista no crime; eu era um estrategista no prazer.
Ao fundo da suíte, a porta do banheiro estava aberta, revelando uma névoa de vapor que subia da hidromassagem. O som da água corrente e o brilho das velas que deixei estrategicamente posicionadas criavam um santuário particular.
Entramos no banheiro e o calor úmido nos abraçou. Coloquei-a no chão devagar, mas sem soltá-la. A luz das velas refletia nos olhos verdes dela, que agora brilhavam com uma expectativa selvagem.
— Eu disse que queria mapear cada centímetro — falei, minha voz soando como um trovão baixo no ambiente fechado. — E eu vou começar agora.
Comecei a abrir os botões da minha camisa, sem desviar o olhar do dela. A água da hidro borbulhava, convidativa, mas o fogo entre nós era o que realmente ditava o ritmo.
Lua narrando.
Eu m*l conseguia ficar em pé. Ver o Matheus ali, naquele ambiente que ele preparou com tanto cuidado, tirando a camisa e revelando os ombros largos e o corpo firme, era demais para os meus sentidos. Ele era imenso, mas havia uma delicadeza quase letal no jeito que ele me olhava. ele começou a tirar a calça eu eu não parava de olhar!
— A água está perfeita — eu disse, minha voz falhando enquanto eu mesma buscava o zíper lateral do meu vestido.
— Deixa que eu faço isso — ele interveio, a voz carregada de comando.
Ele deu a volta por mim. Senti seus dedos grandes e levemente calejados tocarem a pele nua das minhas costas, deslizando o zíper para baixo com uma lentidão torturante. O vestido de seda escorregou, caindo em um amontoado escuro no chão, deixando-me apenas com a renda verde-esmeralda.
Matheus parou por um segundo, a respiração dele pesada na minha nuca.
— Verde... — ele sussurrou, a mão espalmada descendo pela minha costela. — Você é uma armadilha perfeita, Lua.
Ele me girou de frente para ele e, sem aviso, nos guiou para dentro da água quente. O contato da água com a nossa pele nua causou um choque térmico delicioso. Sentamos na hidro, o vapor subindo ao nosso redor, e ele me puxou para o seu colo, as costas dele apoiadas no mármore e eu sobre ele, sentindo cada músculo do gigante que me possuía agora por inteiro.
A água da hidromassagem borbulhava ao nosso redor, mas o calor que vinha da pele da Lua era muito mais intenso. No momento em que ela se acomodou no meu colo, a renda verde da lingerie, agora molhada e aderida ao corpo dela, tornou-se quase transparente. Eu sentia cada curva, cada espasmo de prazer que percorria o corpo dela enquanto minhas mãos subiam pelas suas coxas, mapeando o território que eu tinha prometido conquistar.
— Você não faz ideia… — eu murmurei, minha voz sumindo no espaço entre o pescoço e o ombro dela — do quanto eu desejei que esse momento fosse real.
Lua não respondeu com palavras. Ela arqueou o corpo, as mãos pequenas espalmadas no meu peito, as unhas cravando levemente na minha pele conforme eu a puxava para mais perto, eliminando qualquer espaço que ainda restasse. O som da água batendo nas bordas da banheira se misturava aos nossos gemidos baixos, criando uma sinfonia particular de urgência.
Eu a beijava com uma fome que me assustava. Era como se, através daquele contato, eu pudesse esquecer o mundo lá fora, esquecer o metal frio das armas no galpão e a fumaça de cigarro do Renan. Ali, envolto pelo vapor e pelo perfume de baunilha dela, eu não era um criminoso. Eu era apenas o homem que ela queria.
Lua narrando.
Minha cabeça estava nas nuvens. A sensação do corpo do Matheus sob o meu, a firmeza dos seus braços me sustentando dentro da água, era tudo o que eu imaginei e muito mais. Ele era intenso, dominante, mas havia uma adoração no jeito que ele tocava cada centímetro de mim, como se eu fosse a coisa mais preciosa que ele já tivesse encontrado.
— Matheus… — eu suspirei, sentindo o beijo dele descer para os meus s***s, a renda da lingerie não sendo mais um obstáculo. — Não para. Por favor, não para.
Eu me sentia entregue, flutuando não apenas na água, mas no desejo que emanava dele. Minhas pernas se apertaram ao redor da sua cintura, buscando mais contato, mais calor. O olhar dele, quando se encontrou com o meu através do vapor, estava carregado de uma promessa sombria e deliciosa. Ele me segurou pelo rosto, os polegares traçando meus lábios antes de me beijar novamente, um beijo profundo que selou o nosso destino naquela noite.
Naquele momento, não havia amanhã. Não havia segunda-feira, marketing ou engenharia. Éramos apenas dois corpos se entregando a uma eletricidade que nenhum de nós conseguia mais controlar. O movimento da água se tornou mais frenético, acompanhando o ritmo da nossa entrega, até que o resto do mundo desapareceu por completo, restando apenas o som da nossa respiração pesada ecoando nos azulejos do banheiro.