Terminei de fazer o leite, e quando cheguei no quarto ele estava acariciando nossas meninas, olhando para elas com tanto amor, que fez meu peito inteiro se inflar. Uma sensação estranha e ao mesmo tempo muito familiar.
Parei por alguns instantes na porta, sem coragem para interromper aquele momento lindo, reparando em cada detalhe do homem que eu tanto amei, e sendo honesta comigo mesma, ainda amo.
Carter – Vai ficar parada aí esperando as mamadeiras esfriarem, ou vai trazer elas até aqui? – Ele sorriu, e seu olhar encontrou o meu, a mesma chama que brilhava nos meus olhos, estava presente nos dele.
Luna – Não quis atrapalhar o momento fofo. – Sorri de volta. Nossos dias tem sido assim ultimamente, bem mais calmos, como se nós dois já tivéssemos aceitado a nossa atual situação, mas sei bem que essa não é a verdade.
Carter – Elas estão crescendo tão rápido... – Ele olhava com uma admiração tão grande, que eu mesma me peguei as olhando também. Era verdade, elas cresciam mais a cada segundo, todos os momentos elas estavam fazendo algo novo, uma coisa diferente.
Luna – Estão...
Carter – Você está fazendo um ótimo trabalho com elas... é uma mãe incrível.
Eu não queria sentir nada com o elogio, mas eu não pude, ele sempre sabe onde pode me acertar em cheio, é impossível ficar indiferente a ele.
Luna – Elas são perfeitas, por si só, eu nem mesmo preciso fazer nada.
As duas já estavam mamando e quase dormindo, era uma noite perfeita, pelo menos quase, o macarrão já era.
Luna – Hummm, o macarrão não deu certo, o que acha de pedirmos algo? Não vou arriscar fazer mais nada, está tarde, talvez demore demais.
Carter – Acho que levaríamos o mesmo tempo para esperar pela entrega, e para preparar algo rápido, mas dessa vez eu vou te ajudar.
Fomos para a cozinha, ele começou a procurar o que tinha nos armários e geladeira, parecia se sentir em casa.
Carter – Que tal se fizermos um estrogonofe de frango com arroz branco? É simples, prático e bastante rápido de fazer.
Luna – Perfeito, vai ser isso então.
Começamos a separar tudo o que era necessário, agindo de maneira bastante natural, como se fizéssemos sempre.
Eu comecei a cortar o peito em cubos enquanto ele estava preparando o arroz, toda aquela simplicidade e familiaridade estava me deixando sufocada, mas o que me deixou completamente de pernas bambas foi o que ele fez a seguir.
Com a desculpa de pegar uma colher na gaveta onde eu estava posicionada na frente, ele se aproximou de mim pelas costas, seu corpo parando a apenas alguns centímetros de distancia do meu, eu pude sentir o calor que irradiava dele a ponto de quase me queimar.
Sua respiração pesada, quente, estava pegando no meu pescoço, causando arrepios por toda a extensão do meu corpo.
Fiquei travada no lugar, incapaz de me mover um milímetro que fosse. Meu corpo traidor não conseguia negar a atração forte que sentia pelo dele.
Senti o musculo interno da coxa se tensionar, o nariz dele encostou na minha nuca e se arrastou até próximo da minha orelha. Minhas pernas fraquejaram, quase me fazendo cair no chão.
Carter – Tenho certeza que se eu colocar a mão entre as suas pernas, você já está pronta para mim... – Sussurrou de maneira sensual no meu ouvido.
Luna – Carter... – Para minha surpresa e desgosto, minha voz saiu mais como um gemido, ou uma suplica, do que como uma advertência. O desejo estava escancarado apenas na pronuncia do nome dele.
Carter – Por que você se n**a tanto a aceitar que ficamos melhor juntos? – Suas mãos estavam posicionadas uma em minha cintura, e a outra deslisando por meu braço.
Sua pele quente tocando a minha, me trazia tantas memorias de nossos momentos juntos.
Luna – Para com isso, por favor...
Carter – Por que? Por que você sabe que se nós começarmos, não vamos ser capazes de parar? Para de tentar nos afastar Luna, isso está acabando comigo, conosco, por que quer fazer isso? Por que quer me afastar?
Luna – Porque... – As caricias dele não me deixavam raciocinar direito, meu corpo inteiro implorava para que eu parasse de resistir, o sangue chegava a fazer barulho nos meus ouvidos.
Carter – Você não sabe... não é? Nem consegue entender seus próprios motivos de nos torturar dessa maneira... só está nos machucando.
Ele me girou, colocando de frente para ele e seu olhar profundo, suas pupilas dilatadas de tanto desejo, que ele fazia questão de deixar escancarado.
Ele colou de vez seu corpo ao meu, o que me fez engolir seco, seu m****o completamente ereto encostou no meu ventre, fazendo com que meu corpo quase dissolvesse de desejo.
Ele levou o rosto ao meu pescoço, alisando cada centímetro de pele naquela região.
Carter – Me dá um motivo Luna, um bom motivo para que eu esqueça do que vivemos, me dá uma boa razão para que eu te deixe apenas no meu passado e não queira mais você no meu futuro. – Ele beijou meu pescoço, passando a língua de leve. Não consegui conter meu gemido.
Carter – Nós somos perfeitos juntos, nos encaixamos, nos amamos, quer que eu desista disso?
Joguei minha cabeça para trás dando a ele livre acesso, sem mais nenhum controle sobre minhas ações, perdendo a capacidade de fala, enquanto ele continuava ali, e esfregando seu corpo ao meu.
Ele me ergueu, me sentando no balcão da cozinha, a altura que eu fiquei foi perfeita para ele, sua cintura se encaixou entre minhas pernas e seu m****o encostou no topo de minhas coxas, onde meu desejo por ele pulsava descontrolado, mais uma vez um gemido escapou involuntariamente de meus lábios.
Carter – Você quer tanto quanto eu... não me deixe mais com essa ereção eterna, isso está me matando dia a dia... como posso me manter assim tão longe da mulher que eu amo...
Foi então que minha mente despertou, me estapeando, tentando me fazer acordar de qualquer maneira, gritando para que eu parasse com aquela loucura, mas como? Como seria possível quando todo meu corpo também ansiava dolorosamente por ele...