Capítulo 2

1708 Palavras
Em silêncio, por todos os cantos, os carros do FBI começam a se reunir em volta do galpão. Os faróis alguns baixos e outros apagados para não chamar atenção e eles vão em silêncio o máximo que podem, eles precisam que essa emboscada dê certo.  Assim que chegam, silenciosamente se preparam, armas em mãos, os agentes se agrupam do lado de fora enquanto os outros se posicionam na porta e esperam o sinal do Comandante Miller para entrar. Assim que são permitidos, eles entram, ainda em silencio, pois o galpão é muito grande, eles querem estar mais próximos antes de anunciarem sua chegada. Assim que se aproximam o silêncio acaba.  - FBI, MÃOS PARA O ALTO E DEITEM NO CHÃO. - Os agentes gritam por todos os cantos. Com vários gritos e correria, alguns tentando pegar suas armas e sendo alvejados, outros se rendendo e deitando no chão, homens correndo eles sabem que vão ser pegos, pois estão em menor numero. São 7 criminosos contra 16 policiais só que eles estão vendo. Logo, todos são rendidos e como avisado anteriormente eles se dividem em grupos, quando 5 agentes entram, eles retiram observam os 7 criminosos, outros 4 agentes descem para o porão e a maior parte vai para o segundo andar. Assim que alcançam, dois agentes são baleados, e o tiroteio começa, eles sabiam que a Máfia Los Diablos não cairiam sem lutar. Porém, suas armas não são eficientes e eles não estavam preparados para serem atacados durante a noite.  Com isso todos os criminosos incluindo Hernandez Diaz são detidos.  - Hija de p**a. Te mataré y destruiré tu vida y la de tu familia. Perra. - Hernandez Diaz xinga em seu idioma assim que SAC Davis o derruba com um tiro em sua perna. E ela se aproxima tirando a arma dele e o algemando.  - Te gusta abusar y torturar a los niños, no eres un hijo de p**a. Debes saber cómo se trata a las personas como tú en la cárcel. Preferirás la muerte a estar atrapado. Pero solo para dejarle claro, lo condenan en suelo estadounidense y su abogado de libertad condicional aún no ha nacido. - Lindsay diz em espanhol para que todos ouçam e se Soffer não fosse profissional e não tivesse acabado de conhecer essa mulher f**a para um c*****o, ele teria agarrado aquela mulher ali mesmo.  - Vagabunda. Estás muerta. - Ele cospe nas calças de Lindsay e é derrubado por ela.  - Cállate antes de que te calle. - Jay diz pisando na ferida de Diaz, o suficiente para que ele grite. Ele sabia que a Agente Supervisora Especial Lindsay Davis era perfeitamente capaz de lidar com esse homem, mas ela ainda sim precisava ter seu momento com esse monstro. E Diaz se cala.  Eles se preparam e após tirar todos os criminosos Davis decide descer até o porão e ajudar com as outras crianças.  -Aquilo lá em cima foi realmente incrível. - Jay elogia enquanto a acompanha.  - O que? Pensou que eu não era capaz apenas por ser uma mulher? - Ela diz sem olhar para ele. - O que? Não. - Ele n**a imediatamente e olha para ela e decide ser honesto. - Soube que você era incrível no momento em que comentou sobre o caso. - Isso chama a atenção dela e eles trocam olhares rapidamente. Olhos verde azulados de Jay se misturando com verde-avelã. Ela desvia rapidamente e ele continua. - Como nunca ouvi falar de você antes? - Ele pergunta curioso.  - Meu chefe não acha que mulheres devem estar na frente de homens, então casos grandes são entregues ao Sanchez, porém a mãe dele esta doente, ele tem dois irmão mais novos e 3 filhos, a mulher dele também trabalha, o que significa que eu faço o trabalho pesado e ele ganha os créditos. - Ela diz enquanto eles chegam no primeiro andar e caminham até o porão.  - Bem, posso garantir que ele não receberá os créditos deste caso! Você estava por dentro de tudo, eu realmente aprecio pessoas que façam o trabalho. - Ele diz e deixa que ela passe na frente para descer o caminho ate o porão.  Antes que ela consiga dizer algo, eles são interrompidos por gritos e choros.  - O que está havendo? - Soffer pergunta.  - Temos duas crianças feridas e com medo, eles não querem sair. - Um agente informa.  - Deixa que eu vou. - Ele diz caminhando e sente Lindsay logo atrás, ela acha que uma mulher vai ser mais eficaz em convencer crianças, mas não quer dizer isso, ela vai deixar ela ir primeiro e só intervir se precisar, ele não diminuiu ela por ser mulher lá em cima e ela não vai diminuir ele por ser homem.  A sala que estão é escura, apenas a luz dos postes das pequenas janelas iluminam o ambiente, além da lanterna de um policial. Ele consegue ver duas crianças, pequenas e obviamente desnutridas. É um garoto, ele é maior, mas é difícil pensar em alguma idade, talvez 7 anos, ele consegue ver que é um menino preto, com cabelos cacheados, roupas rasgadas e ele tem suas mãos enfaixadas, além de um corte na cabeça. E ao lado dele tem uma menina, ela é menor, bem menor, talvez dois ou três anos, sua perna esta aparentemente quebrada e ela está chorando, diferente do menino que parece estar em choque. A menina também é preta, seus cabelos são ondulados e escuros e ela não está com nenhum hematoma visível a luz do ambiente escuro além da perna quebrada. Suas roupas estão mais limpas e aparentam ser mais novas.  - Oi... - Lindsay ouve o ASAC Soffer dizer quando ela é interrompida por uma agente com papeis na mão.  - Miguel, 12 anos... - Isso chama atenção de Lindsay e Jay e eles se olham, eles nunca dariam 12 anos para aquela criança, ele esta totalmente desnutrido. -A mulher continua. - Aqui tem informações sobre o que ele faz. Ele trabalha em uma fábrica de sapatos, suas mãos foram cortadas quando ele não entregou o necessário do dia. - Os olhos de Lindsay se enchem e Soffer olha para o garoto. - Aqui não diz, mas provavelmente ele foi mais punido do que isso. E bem aqui diz... - Ela aproxima para enxergar melhor e mesmo com a luz fraca, Jay e Lindsay percebem o silencio e veem ela engasgar e seus olhos se encherem. Não é necessário que ela diga, eles sabem o que diz. Ela engole em seco e continua. - Está é Olga, 4 anos... - Nem mesmo ela eles dariam quatro, então continuam a ouvir. - Hmm. Quebrou a perna após ser empurrada da escada, ela vai ter uma vida melhor, foi vendida para uma família, não para a máfia...  - As crianças mais velhas anotavam isso? - Lindsay pergunta. - Uma das garotas informou que este quarto era uma espécie de enfermaria, eles conseguiam suprimentos para cuidar de quem fosse machucado. - Ela conta e Soffer e Davis observam ao redor, percebendo somente agora que realmente tinha alguns suprimentos. Eles vão continuar com essa conversa, mas precisam tirar essas crianças de lá, eles não precisam ouvir nada mais. - Ei... - Jay se ajoelha. - Eu sou o Tenente Soffer do FBI, nós vamos tirar vocês dois daqui e cuidar muito bem de vocês. Vocês podem me chamar de Jay, tá bom? - Ele sabe que não vai conseguir uma resposta, mas não precisa de uma, ele só precisa que eles confiem nele. - Essa daqui é minha amiga Lindsay, ela vai me ajudar a tirar vocês dois daqui, vamos manter vocês dois seguros, eu só preciso que confiem em nós. - Ele diz e espera que Lindsay se aproxime e fique na mesma posição que ele.  - Oi... - Vamos cuidar muito bem dos seus machucados e muito bem de vocês e então vamos encontrar os seus pais ou dar a melhor opção que vocês tiverem, vocês podem confiar em nós dois. - A voz dos dois agentes é suave e calma que relaxa a menina que estava chorando.  - Miguel, eu vou me aproximar de você está bem? Vamos sair deste lugar e ir para um bem melhor. - Jay diz. - Eu posso me aproximar de você? - Ele pede antes de fazer, pois não quer assusta-lo. Um pouco relutante ele acena timidamente para Soffer. - Ok... Tudo bem. Eu posso te carregar para fora ou você quer andar? - E de repente o menino se envolve nos braços de Jay como se sua vida dependesse disso.  Assim, suavemente e avisando o mesmo que Jay, avisando seus passos para Olga, Lindsay a carrega, ela se conecta quase que da mesma maneira que Miguel em Lindsay e assim, os dois saem carregando as crianças em seus braços.  Todo o processo é longo, as crianças não queriam se soltar e então Soffer e Davis acompanharam eles até o hospital, eles foram examinados e sedados e foi quando os agentes decidiram voltar para a sede da CID.  - Você foi incrível lá. - Lindsay diz no banco do passageiro.  - O que? Pensou que eu não era capaz apenas por ser um homem? - Ele diz e ela se vira rapidamente para negar, até ver que ele estava brincando. Ela vê um sorriso, o primeiro sorriso, são quase 5 da manhã e ele deu o primeiro sorriso, aquilo a faz sorrir e por poucos segundos eles admiram o sorriso um do outro. - Você também foi. - Ele se concentra na estrada.  - Eles iam matar ele... - O clima muda  e eles ficam em silêncio, até que sem pensar Soffer tira a mão direita do volante e põe por cima da dela para conforta-la.  - Eles não vão, não vão nunca mais machucar ou matar ninguém. Eles estão a salvos agora. - Ele a encara rapidamente e uma onda de adrenalina passa por suas mãos conectadas. Eles sabem que devem soltar, mas nenhum dos dois fazem.  - Como vamos saber? Quem pode garantir isso? - Ela pergunta.  - Nós vamos, vamos nos certificar de que estejam seguros, ok? - Ele espera que ela concorde e volta a se concentrar na estrada. 
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