capítulo 100

964 Palavras

Fantasma narrando Depois que a Emilly foi pra casa, eu continuei ali, sentado naquelas cadeiras duras do posto, esperando notícia do Cabeça. Ja estava no final da tarde e parecia que o tempo se arrastava, devagar, como se estivesse tirando onda com a minha cara. O corredor estava silencioso, só os passos das enfermeiras indo e vindo, o cheiro forte de álcool, e minha cabeça martelando sem parar. Já tinham se passado mais ou menos umas duas horas quando uma enfermeira apareceu na porta e chamou: — Patrão… será que a gente pode conversar? Fizemos uns exames e eu preciso te mostrar o resultado. Levantei na hora. Sentia minha perna até meio dormente de tanto tempo sentado. — Beleza — respondi, a voz seca. Segui ela até uma sala mais reservada, daquelas que a gente já sabe que não traz bo

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