Capítulo 21 - Inconsciência

1019 Palavras
pov. Victor Sai do quarto com o coração apertado eu sentia uma vontade enorme de estar com Eris o tempo inteiro, andei pelos corredores coloridos e largos do palácio. Lembro muito bem de cada canto que ele me mostrou aqui, as áreas seguras ficavam no subsolo onde havia grande abundância de água e suprimentos caso uma catastrofe aconteça, os andares acima eram os quartos e no meio ficava a sala do trono. Empurrei a porta de ferro pesada que selava a sala do trono, o rei estava sentado sobre uma cadeira de ouro puro repleta de pedras preciosas, ao seu lado estava a rainha sentada em uma cadeira maior e bem mais ornada do que a dele. Ela representava Edwin assim como todas as mulheres eram simbolos da sua bondade e perfeição, Pietro estava em baixo junto a alguns conselheiros. Me apressei em entrar e me apresentar diante dele. A sala tinha colunas arredondadas commpedras cravadas, a cor das paredes era de um vermelho forte contrastando com as luzes das pedras nas colunas, algumas mesas de madeira esculpida estavam mais ao fundo mostrando uma área de reuniões. Varias cadeiras bem posicionadas lateralmente preenchiam o resto do grande espaço, por fim as enormes janelas para os muros altos da cidade. - Rei Estêvão. Gostaria de tratar sobre o assunto adiado ontem. - ele se levantou e desceu ao meu encontro, os conselheiros tomaram seus postos atrás do rei. - Fênix. Eu conversei com os meus conselheiros e estamos dispostos a ajudar, todos nós temos um inimigo em comum e é apenas questão de tempo par... - antes que ele concluísse a fala escutamos um estrondo do lado de fora. Todos presentes correram de encontro as janelas vendo os soldados atirarem para algo do outro lado, a rainha tremeu e precisou que seu filho a segurasse. Estavamos sendo atacados antes do previsto, eu sabia que não eram ferais, os Telectos estavam aqui. - O acordo está de pé? - perguntei ao rei, ele parecia realmente irritado com a situação, me encarou e assentiu gritando ordens aos conselheiros para que fossem atrás do resto do exército. - Ótimo, irei para a linha de frente. - Querida, leve as mulheres para um lugar seguro e reze a Edwin e seus amados por nós. - ele beijou a esposa e saiu da sala, o segui para fora mas tomei um rumo diferente, eu precisava avisar a Luiz. Corri pela rampa de acesso a parte dos quartos e quase derrubei a porta ao abri-la, Luiz se assustou levantando rapidamente da cama e me encarando com raiva. Bufou e sentou novamente na cama olhando se tinha acordado Eris. - Está maluco? Entra assim novamente e vai levar um soco no meio da cara. - ele murmurou esticando o corpo. - Não temos tempo para isso, acorde a Eris precisamos tirar ela daqui. Os Telectos estão atacando e precisa leva-la oara o andar de baixo onde é seguro. - ele espiou a janela e esbravejou alguns palavrões, caçou as roupas da festa e começou a se vestir. - Eris, acorde. Eris meu amor, você precisa acordar. Eris. A balancei mas ela não acordava, continuava respirando normalmente mas não abria os olhos, continuei balançando seu corpo quase de um jeito desesperado. Luiz se aproximou e colocou as mãos no rosto dela. - Eris? toquinho acorda nós estamos com pressa. Eris? - o olhar dele era de pânico, tentei me acalmar diante da situação. - Ela está quente Victor... - Enrole-a com o cobertor e a leve para um lugar seguro. Cuide dela Luiz. - me levantei sem ter coragem de olhar para ela, eu estava indo para a linha de frente sozinho. Luiz segurou meu braço com força antes que eu me afastasse. - Se está cogitando morrer, esqueça. Não faça isso com ela. - puxei meu braço e me aproximei de Eris depositando um beijo em seus lábios mornos. - Amo você, tampinha. Sempre vou amar, espero que um dia me perdoe por isso. - Luiz questionou e esbravejou, sai correndo quarto antes que não conseguisse mais. Eu tinha que acreditar que Luiz cuidaria bem dela. Os corredores se estenderam conforme eu andava, estava indo para uma batalha sem meu parceiro ou qualquer elemental que poderia me ajudar, precisava garantir a segurança dela acima de tudo, no fundo tinha a esperança que talvez Eris descobrisse estar gravida de mim. Sorri com o pensamento de poder ter uma família com ela, e logo tudo foi quebrado ao ver a destruição pelos portões grossos dos muros. Corri pela cidade sentindo meu elemento serpenteando por minha pele pronto para ser manipulado, fiz sinal para que abrissem os portões e estendi as mãos a frente do corpo fazendo as chamas jorrarem em direção aos telectos que tentaram entrar. Passei pelos portões e 3lea os fecharam rapidamente. O caos aqui fora estava incontrolável, consegui ver alguns soldados avançando mas os Telectos eram maiores em número e em força, espalhei as chamas pelo meu corpo concentrando todas as minhas forças nelas. Avancei contra alguns os queimando a ponto de praticamente nada restar, eu precisava manter a calma para não causar uma explosão em um nível que atingisse meus aliados. Tirei minha atenção da lateral direita e quase fui alvo de tiros, uma coluna de terra impediu o trageto da bala. Olhei para trás e vi Luiz se aproximando. - Eu mandei ficar com ela! - esbravejei, ela era a prioridade aqui. - Por nada. Eris está com a rainha, elas estão seguras. Eu não vim por você, quero deixar isso bem claro, estou aqui por que a Eris me odiaria se eu não tentasse impedir que você se matasse. - tentei me acalmar e não ligar para as suas palavras, aimda preferia que ele estivesse lá dentro em segurança, afinal Eris também o ama. - Ora, ora... ela se preocupou tanto em proteger vocês dois que caiu em uma armadilha fatal. - a voz vinha da nossa frente a fumaça se dissipando dava-nos a visão de um Telecto, consideravelmente mais baixo, tinha cabelos castanhos e olhos verdes, seu rosto estranhamente lembrava a Eris.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR