Capítulo 25 - Chegada pt-2

828 Palavras
pov. Ruan Meu corpo inteiro doía enquanto continuavamos andando sem parar naqueles túneis, sem água ou comida apenas a respiração ofegante de todos e alguns sons abafados feitos por nossos passos. Minha cabeça ainda girava com as informações que meu pai tinha revelado, eu não era o seu filho biológico. Isso me matou um pouco por dentro, na verdade cada palavra sua matou um pouco de mim. Ele matou o pai do Antony, ele matou minha mãe, esse tempo todo eu vivia com um assassino. - Vamos morrer nesses túneis! - gritou o pai de Lorena, fazia algum tempo que ele tinha tomado a frente. - Se tivermos sorte, você vai. Mas se isso não acontecer eu me encarrego do trabalho. - resmunguei empurrando os outros oficiais e tomando a frente. - Está virando um assassino igual o seu pai? - respirei fundo e fechei os punhos com força, ele fez merda? Sim, meu pai fez merda. Mas quem nunca fez algo que se arrependesse depois, acima de qualquer coisa ele me criou e tentou me maner longe de toda a merda da sua vida. Girei acertando um soco forte em seu rosto. - Não fale do meu pai, i****a. - os passos ficaram mais fortes a medida que eu avancava, não fazia ideia de quanto tempo estavamos caminhando sem parar, o sono e o cansaço já tinham vindo e passado mais vezes do que eu gostaria. Iguinorei as vozes atrás de mim mesmo sabendo que uma delas era do meu pai, esses túneis tinham que dar em algum lugar ou realmente morreriamos aqui. s*******o de horas ou localização penso que essa talvez não tenha sido a melhor opção de fuga, embora morreriamos de qualquer jeito se ainda estivesse lá. Respirei fundo sentindo minhas veias queimarem pelo sangue quente que já começava a brilhar em laranja, os tuneis velhos ficando iluminados a medida que eu andava. Esvaziei os pensamentos focando em encontrar alguma coisa útil, uma porta ou um alçapão, qualquer coisa no momento seria bem vindo. Qualquer coisa menos um g**o na cabeça. Enquanto andava olhando para frente desviei meu olhar rapidamente para os oficiais atrás de mim, ao retornar bati a cabeça em alguma coisa. A dor me fez esbravejar alguns palavrões enquanto massageava o local atingido, era uma espécie de alçapão enferrujado pelo tempo. - Você está bem? - meu pai perguntou se aproximando, assenti ainda encarando o alçapão. - Vamos lá, tirem forças do além mar para abrir essa coisa. Um dos oficiais se aproximou, eu era péssimo com nomes mas sei que ele domina a terra como elemento, normalmente os domimadores da terra são mais fortes fisicamente do que outros elementais. Suas veias brilharam em amarelo e ele forçou o ferro para cima, alguns estalos foram ouvidos até que finalmente ele conseguiu abrir e subiu para verificar. - Estamos em alguma ala do PE, nós conseguimos. - sorri orgulhoso, nós uma p***a quem trouxe vocês pra cá fui eu. Meu pai subiu e assim os oficiais o seguiram me deixando por último, tampamos o chão. Me joguei de qualquer jeito próximo a uma das paredes e ouvimos passos apressados se aproximando, eles provavelmente tem um sistema de segurança interno. - Por todos os sols! É o regente! Avise ao Tavarres! - um deles gritou para os outros que vinham atrás, a salvo, finalmente a salvo. - Ruan?! - a voz inconfundível de Emerson Ruby pairou no local, eu sentia tanto a sua falta. Por tanto tempo eu fui obrigado a desistir de nós dois e fingir ser algo que eu não sou, fui obrigado a deixar de ama-lo. Mas agora f**a-se. Me levantei de um jeito desengonçado e me aproximei dele com um sorriso lateral, Ruby estava com os olhos castanhos brilhantes como se quisesse chorar. Eu sabia que todos os presentes estavam nos observando, isso seria interessante. Segurei seu rosto entre as minhas mãos e o puxei para um beijo necessitado, lembrar daquele sabor sempre vivo em seus lábios. Ele retribuiu na mesma intensidade me empurrando contra a parede. - p***a Ruan, eu achei que você tinha morrido! - ele não era o único, o beijei novamente eu precisava matar aquela saudade absurda. - Não vai se livrar assim de mim. Prometo. - ele me abraçou forte, nesse momento eu olhei para o meu pai que depois de tantos altos e baixos sorriu para mim. - Você precisa descansar, vamos. - me apoiei em seus ombros e ele me ajudou a chegar no banheiro compartilhado, infelizmente aqui não era como a academia. - Tome um banho, tem fardamento nos armários, estarei te esperando do lado de fora. - Emerson. - o chamei, ele me encarou curioso. Como eu oude passar tanto tempo longe dele? - Amo você. - Eu também amo você Ruan, mais do que imagina. - ele sorriu fechando os olhos no processo, um sorriso verdadeiro e doce que a muito tempo eu tinha desprezado por influência dos outros.
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