pov. Anthony
Minha audição não era muito boa mas o silêncio entre nós foi tão grande que podia ouvir o som do coração de cada um batendo descompassado. Leticia segurou em minha mão e eu apertei meus dedos entre os seus, se fosse um Telecto dariamos conta mas se for Felipe estamos ferrados.
- Que cara de otarios é essa? Paressem que viram um fantasm! - para a nossa sirpresa uma garota pouco mais baixa que Lericia apareceu, ela não usava vestido como as mulheres da cidade mas sim roupas masculinas.
- Gabrielle, por que ainda suspeitei que seria você, diabinha? - Eduardo soltou o ar dos pulmões e todos imitaram o gesto, essa garota nos deu um enorme susto.
- Porque sera? - ela deu de ombros sorrindo, seu olhar passou em cada um e pousou sonre Gabriel que ficou ruborizado com o olhar da morena. - Vocês não me convidaram para a festa, fiquei chateada.
- Tive a esperança que você não estivesse viva. - ele revirou os olhos observando as arvores para ter certeza que a garota não foi seguida.
- Nossa, Dudu. Que coisa feia, assim você me magoa! Mas, me fala como se chama o gatinho de olhos azuis, hm? Miau. - Gabrielle tinha uns parafusos a menos e deixou bem claro seu interesse pelo Gabriel, eu e Leticia rimos quando ele quase despencou da árvore quando ela apontou em sua direção.
- Gabrielle, para de ser tarada e se concentra em sair daqui, pode ser ou está difícil? - o clima melhorou muito e agora tinhamos duas pessoas que conheciam bem a trilha, ótimo porque qualquer truque do Eduardo eu posso e vou desacorda-lo.
- Oi, Gaby. Me chamo Leticia, tudo bom? Acho que não nos conhecemos na cidade. - soltei sua mão para que ela pudesse se aproximar da garota maluca por sexo.
As duas começaram uma conversa animada enquanto seguiamos pela trilha de galhos, Leticia e Gabrielle pareceram se dar muito bem juntas, elas sussurravam e riam o tempo inteiro. As vezes eu olhava para trás apenas para pedir que elas ficassem em silêncio, não conhecia esse lado tagarela da Lê e tudo indica que sua aproximação com essa gsrota vai me custar alguns parafusos do autocontrole.
- Anto, aquela garota está me olhando como se fosse me devorar. - Gabriel me cutucou apontando para a ninfomaníaca atrás de nós, sempre que olhavamos para trás ela fazia uma garra com a mão e lambia os lábios, garota maluca.
- Acredite Gabriel, ela vai... e pelo visto em todos os sentidos. - resmunguei, Eduardo se aproximou rindo a apertou o ombro de Gabriel com força.
- Ela sempre consegue o que quer, e para nossa felicidade ela quer você. Só toma cuidado com os dentes, e com os cabos de vassoura. - Gabriel arregalou os olhos a ponto de enxota-los do lugar.
- c-c-cabo? O-o que ela faz com o cabo? - é, ela é maluca. Eduardo gargalhou apertando o passo a nossa frente.
- Eu fiquei sem sentar por uma semana. - ele murmurou antes de nos deixar para trás. Nos entre olhamos espantados, manter distância dela agora era um caso de vida ou morte.
- Não quero perder minha virgindade com ela. - estanquei entendendo o medo de Gabriel e gargalhei.
- Você é virgem? - ele corou desviando o olhar e assentiu, agora as coisas começaram a fazer sentido. - Eu achei que você e a Thalia já tinham... Você sabe... sexo.
- Eu desmarquei de propósito porque fiquei com medo, algum problema? - levantei as mãos e sorri em desistência. Todo mundo já foi virgem um dia, não tem problema nenhum.
- Claro que não, eu já fui virgem também... antes dos quinze. - falei fazendo uma careta para me lembrar a idade certa de quando transei pela primeira vez. - É, antes dos quinze.
- Quinze? Quer dizer que eu sou o único virgem aqui? - ele falou baixo olhando por cima do ombro.
- Eu espero que não, imaginar a Leticia com outro homem não é o pensamento que você queira aflorar em minha cabeça agora. Isso me deixaria muito puto. - ele desviou o olhar sorrindo de lado, não era mesmo algo que eu queria pensar no momento.
- Você já teve outras, ela não pode ter tido um homem em sua vida? - desviei de um galho que bateria em minha cabeça e o quebrei para que as meninas não trombassem com ele, imaginar meu pedaço de chocolate com outro homem não me deixou muito feliz.
- Podemos mudar de assunto? Até porque estavamos falando sobre o seu medo de t*****r. - a tensão tomou conta dele e eu ri baixo, andar pelos galhos das árvores não era difícil principalmente quando se ria da vergonha alheia.
- Não tenho medo de t*****r! - ele cruzou os braços estufando o peito e quase cai de onde estava parado, continuei andando até alcançar Eduardo e Gabriel não demorou a se juntar a nós.
- Antes que voltem a falar de sexo como as duas malucas ali atrás acho bom darem uma olhada naquilo. - Eduardo apontou para algo brilhante proximo as últimas árvores, o sol batia fortemente contra a lataria e parecia ser um carro.
- Deve ser o carro que trouxe os soldados, precisamos daquele carro e o mais importante de um plano. - resmunguei, Gaby e Lê já tinham parado de conversar e olhavam atentas para nós três.
- Eu sei dirigir. - Leticia deu de ombros sorrindo, a emcarei.
- Como aprendeu? - em Rebelion só tinhamos motos então isso foi quase um choque para mim.
- Livros, de romance. Alguns tinham explicando como os personagens ligavam um carro. - não era o suficiente mas tinha que bastar por agora, sorri para ela que retribuiu timidamente.
- Ótimo, então vamos roubar um carro. -