VICENT NAVARRO: Cheguei cedo demais. Não que eu fosse ansioso, não daquele jeito infantil, mas havia algo na ideia de vê-la chegar que me corroía por dentro. Queria observar. Medir suas reações. Ver com os próprios olhos o que o tempo tinha feito com ela… ou o que ela tinha feito com o tempo. Vicenzo me recebeu na entrada do hotel com aquele ar de quem já sabia mais do que dizia. — caramba, nunca achei que sentiria tanto alívio ao ver essa tua fusa, cara! Rsrs.. Tocou minha mão em um abraço de irmandade. (Meio corpo) — E aí... Você tá bem? ele perguntou, como se a resposta fosse simples. — Como acha que deveria está? E você? — Me sentindo como um maldito foragido, mas tirando isso, ótimo. Ele riu, seco. Aquilo não era piada. Ele não estava fugindo. Mas se ele ficasse com toda cer

