O clima entre nós fervia como brasa sob pele. A eletricidade era palpável. Ela me provocava com o olhar, com o corpo, com cada palavra calculada como se fosse uma faca afiada deslizando pela minha garganta. Eu estava prestes a dizer algo quando ela lançou o golpe. — E... como vai seu filho? Aquilo me acertou em cheio. O peito travou. A mandíbula se fechou como se quisesse quebrar os dentes. Não esperava por isso. — Não faz isso, não usa ele pra me afastar. — Você sabia que ele ainda me manda mensagem? ela continuou com calma, como quem saboreia a destruição. — Me conta o que está vivendo? Meu coração deu um tranco. Droga. Droga, Laura. — Ele nem faz ideia que você está aqui, não é? Atrás... da ex dele. A voz dela era ácida. A boca, c***l. E o modo como mordeu o lábio depois de

