Mas porque, apesar de tudo… ele ainda era meu irmão. O celular vibrou no meu bolso. reconheci a ligação, antes mesmo de tocar na tela. Era a Laura. Aquele era o horário de almoço dela. Imaginei que ela ligaria. Antes de atender, olhei de relance para Vicenzo. — É ela não é? Vai contar o que aconteceu aqui? ele perguntou, cruzando os braços. — Não. respondi seco. — Não vou jogar isso sobre ela. Ele assentiu, sem questionar. — Ela, mais do que ninguém, teria motivos pra dizer que esse filho não é meu. Podia usar o Wagner como desculpa, podia mentir, escapar... mas não fez isso. Vicenzo soltou um meio sorriso cansado. — Melhor que ela não saiba mesmo. Quanto menos ela souber dos podres, mais respeitoso continuamos parecendo. Revirei os olhos. Mas entendi o que ele quis diz

