Pré-visualização gratuita Sogrão Capítulo 1.
Sogrão capítulo 1
Autora: Jeniffer Marques!
Anos atrás...
"Vamos logo Belle, desse jeito vamos acabar atrasadas"
Milena Chiou no meu ouvido pela 35° vez enquanto estávamos nos arrumando para o aniversário da nossa melhor amiga.
Milena, Júlia e eu éramos um trio desde a 5° série, agora eu m*l podia acreditar que estávamos prestes a terminar o ensino médio, juntas, como sonhamos desde o fundamental.
-Já senhorita cinderela? Porque desse jeito vamos chegar lá apenas 00:00
-Já senhorita 7 meses!
Milena era bastante pontual e nunca se atrasava, e quase teve um ataque cardíaco quando olhou no relógio e viu que já eram 20:00, quando na verdade o aniversário estava marcado para as 18:30.
-Espero que a Júlia não mate nós duas, porque aí eu que volto pra entortar seu lindo pescoço.
-Já estamos a caminho não? Então calma!
Milena é baixinha, loira, olhos verdes e cabelo curto até os ombros. Ela usava um vestido preto até a altura das coxas, um sapato vermelho bem alto, e no cabelo uma trança lateral feita por mim e um broche verde que combinava com a cor dos seus olhos, usava um batom vermelho e uma maquiagem não muito carregada.
Eu sou um pouco mais alta, tenho cabelos pintados de vermelho, sou branca mas não tanto, tenho olhos castanhos claros, não sou magrinha, nem tão gorda, digamos que tem aonde pegar.
Usava um macaquinho azul bem curto, maquiagem bastante carregada e um salto agulha preto.
Nunca me considerei uma garota linda daquelas de parar o trânsito, mas também não era de se jogar fora. Tive alguns namorados, mas nunca fui além de uns beijos pois eu tinha medo e sempre interrompia na melhor parte.
-A Júlia vai m***r nós duas, e eu não quero nem ver!
-Calma, a gente explica que você atrasou e ela vai perdoar!
-Eu que atrasei Cibelle Cristina? Gostaria de saber até que ponto vai essa sua falta de vergonha na cara!
-O tempo que estamos aqui discutindo, já devíamos estar lá dentro!
Entramos no salão de festas do prédio da Júlia, e só pela cara que ela olhou para nós duas quando nos viu, sabia que vinha uma bronca daquelas...
-Eu não sei qual das duas eu mato primeiro!
-Eu não tive culpa de nada, quem atrasou foi a Cibelle.
-Parabéns amiga, desculpa pelo atraso mas você sabe, eu gosto de me arrumar bastante.
-Claro que eu desculpo suas doidas, eu amo vocês!
-A gente também te ama Ju! Canta logo esse Parabéns mulher porque hoje eu quero me acabar de tanto dançar.
Depois do Parabéns, nem quis saber de comer, queria apenas aproveitar bastante a pista de dança. Estava dançando quando olhei para a frente e vi um rapaz que eu deduzi devia ter a minha idade, era moreno, tinha cabelo liso penteado para o lado, era forte, usava óculos, o que o deixou com uma cara de ator pornô, e parecia bem mais alto que eu. Uma perdição para uma menina da minha idade (17 anos apenas). Então voltei a dançar, e quando olhei de novo para a mesma direção ele tinha simplesmente desaparecido, e não o vi mais em nenhum lugar.
Estava distraída olhando para a direção da onde o tinha visto que até assustei com a voz da Milena atrás de mim
-Belle, meu pé tá doendo demais, preciso dos meus sapatos que ficaram no carro.
-Vai lá buscar ué!
-Qual a parte do "meu pé está doendo" que você não entendeu?
-Tá bom sua chata, me dá a chave que eu vou lá buscar!
Fui andando em direção ao estacionamento quando senti que estava sendo seguida. Olhei pra trás e não vi ninguém, porém quando cheguei na porta do carro, senti uma mão tapando a minha boca, comecei a me debater e tentar gritar, mas cada vez percebia que era inútil, até que senti o corpo da pessoa tombando para trás e quase me levando junto, quando olhei pra trás vi o homem no chão e o mesmo rapaz que estava me olhando na festa perguntou se eu estava bem
-Moça, você está bem?
-Acho que sim, achei que ele fosse me estuprar ou coisa parecida.
-Se eu não chego a tempo ia mesmo!
-Me leva embora daqui por favor!
-Claro que sim, mas a minha prima vai ficar preocupada se você sumir!
-Espera você é primo da Júlia?
-Sim, sou!
-Como se eu nunca te vi antes?
Ele fez sinal para eu esperar, pegou o celular e se afastou de mim, quando olhei para baixo vi o homem levantando e tentando segurar minha perna, gritei e o rapaz veio em meu socorro imediatamente, deu um chute tão forte na barriga que o homem caiu no mesmo lugar.
-Já falei pra Júlia que você está comigo!
-Me leva daqui por favor!
-Pra onde você quer que eu te leve?
-Pra minha casa!
No caminho ele permaneceu calado, então lembrei da hora que nos olhamos e resolvi quebrar o gelo.
-Então, você não vai me dizer seu nome?
-Me chamo Heitor. E Você? é a Cibelle ou a Milena?
-Sou a Cibelle. Heitor eu posso te fazer uma pergunta?
-Pode sim!
-Porque você me ajudou?
-Como assim?
-Você nem me conhecia e mesmo assim bateu naquele cara por mim?
-Eu agi por extinto! Quando vi ele tentando te agarrar sabia que não podia deixar isso acontecer! Eu até entendo um pouco o lado dele, você é muito bonita, até eu fiquei louco quando te vi dançar!
Não falei mais nada o resto do caminho, apenas quando chegamos na porta da minha casa foi que eu decidi que precisava viver, que precisava sair da minha concha e viver mais como alguém normal.
-Cibelle, desculpa se eu disse ou falei alguma coisa que você não gostou, mas não podia deixar aquele cara te atacar assim. Acho melhor eu ir embora, você assim tão perto de mim e me olhando com essa cara me deixa imaginando coisas...
-Que coisas?
Não deixei ele responder, e tasquei um beijo na boca dele. Passei as mãos pelo pescoço dele e ele segurou a minha cintura, nos beijamos como se fossemos namorados de anos. Senti o gosto de um beijo bom e prazeroso pela primeira vez na vida, o Heitor se ajeitou e ficou quase em cima de mim, senti o seu p*u endurecendo no meio das minhas pernas e achei melhor interromper antes que aquilo fosse longe demais.
-Tenho que entrar, falei separando nossos lábios.
-Ah não!
-Eu vou te dar meu telefone e a gente conversa ok?
-Tá bom.
Passei meu telefone pra ele e saí do carro. Ele me prometeu que ia voltar pra festa, principalmente porque o carro era da Milena. Nos despedimos e e eu entrei em casa, esperando a ligação do Heitor..."