Cada detalhe - Parte dois

3565 Palavras
Passava das duas da tarde e WooBin já havia trocado de roupas quatro vezes. — Por que eu 'tô fazendo isso? — ele perguntou para si mesmo, retirando uma calça para vestir outra. — Não é um encontro nem nada do tipo. A gente só vai ao veterinário... Fluffy estava deitada sobre a cama. Tinha as patinhas brancas unidas e sua cabeça repousava sobre, sempre observando tudo o que WooBin fazia. — O que você acha dessa? — WooBin vestiu uma calça de moletom cinza e fez a pergunta para a cadelinha. — Não marca tanto a minha b***a, não é? Não que eu queira que marque, eu não quero que ele olhe, é só que... Não sei. — Obviamente ele não obteve resposta alguma, mas assustou-se quando a campainha de seu apartamento tocou. Ainda estava sem camisa, mas não se importou com aquilo, caminhou até a porta e abriu-a. Estava à espera de Hwan, ele ficaria com Fluffy até WooBin retornar, mas o garoto teve uma enorme surpresa ao encontrar sua irmã mais velha ali. — O que... Quando chegou a Seul? — WooBin perguntou vendo-a adentrar o cômodo sem sequer esperar um convite e ainda repleta de sacolas de marcas conhecidas nas mãos. — Também senti sua falta, maninho. — ela riu e jogou as sacolas no meio da sala e jogando-se no sofá. Fluffy logo estava cheirando a mão estirada para o chão, o que fez Yumi rir — e eu cheguei hoje, se te responde à pergunta. — E quando volta? — WooBin caminhou até ela e viu a forma em como ela lhe olhou, fazendo sua típica caretinha de desgosto. — não gostou de me ver, é isso? WooBin riu e negou. — Não é isso, é que sempre que você vem, você volta no máximo em uma semana. — Está com saudade de me ter por perto? — ela sorriu ao olhá-lo e WooBin assentiu, empurrando as pernas dela para o lado, para sentar no pequeno espaço. Yumi sentou-se e arrumou seus cabelos curtos e loiros para o lado, olhando o irmão. — Eu voltei. WooBin encarou-a por longos segundos em silêncio, até processar a informação e arregalar os olhos. — Voltou para Seul? Tipo, para morar aqui? — Yumi assentiu abrindo um sorriso grande. — E o Harry? Ele veio com você também? — A gente terminou. Ele ficou em Londres e nós nunca mais nos falaremos. — Você disse isso quando terminou com a... qual era o nome da garota mesmo? — Lauren, mas para o papai era Arthur. — A garota riu alto, fazendo WooBin rir junto. — Deus me livre se o papai descobre que eu tinha- — Essa coisa de ser gay. — WooBin falou imitando o modo em como seu pai sempre falava e riu ainda mais com a irmã. — Ainda bem que comigo ele já aceitou, eu acho. — Você só acha mesmo. Ele só não te infernizou porque nunca te viu com um cara. E por falar nisso, e aquele seu namorado, quando vou conhecer? — Nunca — WooBin disse simples e se erguendo para ir até às sacolas. — A gente terminou a uma semana, eu acho. — Poxa, WooBin... e o que aconteceu? — Gaia, Yumi, foi isso que aconteceu. Ele me fez de corno e toda universidade sabia disso, menos eu. — Que pena, mas veja pelo lado bom, você é o m****o menos conhecido da família Park, seu chifre não está espalhado em revistas ou sites de fofocas local, é algo bom. — Uhul, super positivo. — WooBin ironizou, retirando as roupas de uma das sacolas. — o que é isso? — Ah! — a garota se ergueu rápido e buscou as sacolas, colocando-as no sofá. — Eu comprei algumas coisas para você em Londres. — Mesmo? — WooBin se animou, indo até lá e vendo as diversas roupas que sua irmã retirava da bolsa. — me dá, deixa eu provar. — ele pediu buscando uma calça preta e jeans nas mãos dela. Retirou a calça que vestia ali mesmo, não se importando de ficar apenas de cueca na frente de sua irmã, mesmo ela fazendo alguns comentários sobre a cueca um tanto surrada que ele vestia. WooBin ergueu a calça com facilidade, mesmo notando como ela era justa, e fechou-a na cintura. — Ótimo, não tinha hora melhor para essa calça chegar. — ele riu, voltando para as sacolas para revirar mais roupas. — Tem alguma camisa? — Tem, mas... hora boa? Como assim? WooBin não teve tempo para resposta, o interfone do apartamento tocou e foi Yumi quem foi atendê-lo. — Um homem? — Yumi olhou para WooBin. — Jeon Hajoon? WooBin arregalou os olhos e estapeou a testa. — Ele chegou e eu nem 'tô pronto ainda. Yumi riu. — Tudo bem, mande-o subir. — e desligou. — O quê? Por quê? — Porque eu quero conhecer o novo carinha que você está saindo. Aliás, para onde irão agora? — Nós não estamos saindo... — Não? Eu tenho certeza que ouvi o porteiro falar algo como: Aquele rapaz alto que veio na semana passada... A garota sorriu diabólica, vendo os olhos do irmão aumentarem ainda mais de tamanho. A campainha tocou e ela teve quase certeza que WooBin colapsaria. — Eu não estou pronto! — ele exclamou em um sussurro. Yumi buscou as sacolas, em seguida buscou o irmão e caminhou com tudo até o quarto. Jogou as sacolas sobre a cama e olhou bem nos olhos de WooBin antes de falar: — Se arruma logo, eu enrolo ele até você ficar pronto. E outra vez, WooBin não teve tempo para uma resposta, a porta fechou em sua cara e Yumi caminhou elegantemente sobre os seus saltos saint laurent e sorriu completamente plena para o moreno que encontrou do outro lado da porta. — Olá. — ela disse vendo as sobrancelhas de Jeon arquearem pela surpresa de encontrar outra pessoa além de WooBin ali. A garota ainda tinha o sorriso elegante, igual a toda a sua postura e ergueu a mão em direção ao mais alto. — Sou Park Yumi. — Oh... — Jeon coçou a garganta e se apressou em retribuir o aperto, sentindo a maciez da pequena mão sobre sua palma. — Sou Jeon Hajoon. — Namorado do WooBin, eu presumo. Entre. Jeon riu contido, não sabendo como desmentir a frase dela, mas entrou mesmo assim. — Ele está terminando de se arrumar. — Yumi informou fechando a porta e caminhando até Jeon. — Aceita uma bebida? — Ah, acho que água já está bom, obrigado. — Hajoon sorriu outra vez. A garota assentiu, descendo os olhos por todo o corpo de Hajoon, não ligando se ele notava, mas reparando nos aparentes músculos e na ponta do que ela julgou ser uma tatuagem sobre a coxa direita dele. O tecido da calça rasgada dava uma visão daquilo. Yumi enfim virou-se, fazendo Hajoon ainda permanecer lhe encarando, e foi até a cozinha, buscando dois copos e uma garrafa com água. — Aqui. — ela ergueu um copo ainda da ilha da cozinha. — Está envergonhado? Tenho certeza que você já veio diversas vezes aqui. — Bom... na verdade não. — Hajoon sorriu contido e buscou o copo com água, bebendo enquanto viu a garota lhe analisar outra vez. — Eu conheci WooBin na semana passada apenas. — Ah é? E como se conheceram? — Yumi debruçou sobre o mármore, encarando Jeon com suavidade. — No trabalho. — ele assentiu sem jeito, desviando os olhos. — E com o que você trabalha? Jeon abriu a boca para responder, mas a porta do quarto abriu-se com força. WooBin saiu de lá já arrumado e permitiu que a cadelinha que estava junto consigo visse Hajoon, o que resultou em alguns latidos. — Vamos? — WooBin falou olhando para Hajoon. O homem assentiu, bebendo o restante da água e agradecendo a Yumi quando entregou de volta o copo ao mármore. WooBin sem querer reparou nas roupas de Hajoon e em como ele ficava atraente com uma simples camisa preta, uma jaqueta de couro, calça jeans e um boné também preto. Roupas simples, mas que fez Park reparar por mais tempo do que deveria no outro. Mas não soava estranho, para além de Yumi que reparava naquilo com um sorrisinho sugestivo no rosto. Jeon também reparava nas roupas de WooBin. O garoto usava a calça preta que Yumi havia lhe dado, e usava uma camisa preta de mangas curtas, vestindo também uma bolsa da chanel de alça fina e que passava através de seu peito, junto a um cinto cuja fivela mostrava a mesma marca. — Para onde irão? — Yumi perguntou, fazendo-os sair da bolha imaginária que os prendiam entre si. Hajoon desviou o olhar e WooBin coçou a garganta, olhando para a irmã e vendo-a prendendo o riso. — Hwan chega em alguns minutos, 'tá bem? — o de cabelos desbotados falou, passando por Jeon para ir até a porta. — Vamos. — chamou mais uma vez pelo mais alto. Hajoon sorriu para Yumi e se despediu, passando por WooBin para ir pro lado de fora. — O quê? Eu vou ficar aqui sozinha? — Hwan chega daqui a pouco. — WooBin falou chamando o elevador. — Mas WooBin! O elevador chegou naquele andar, e WooBin assustou-se quando ao adentrar, quase entrou em conflito Hwan que saia dali também. — Yumi está aí. — WooBin avisou adentrando de vez, enquanto Hwan já estava fora. — Mesmo? — Hwan abriu o maior sorriso. Logo depois desviou o olhar e reparou Hajoon ali. — Oi? — e acenou. — Olá. — Hajoon sorriu em retribuição, mas como Yumi, viu quando Hwan lhe analisou de cima a baixo, e em seguida olhou para WooBin com um sorriso que sugeria muita coisa. — Vai logo Hwan! — WooBin falou com as bochechas levemente coradas e apertou o andar do térreo. Sozinhos dentro daquele elevador, os corpos se encontravam um do lado ao outro, em silêncio e analisando o painel que mostrava os andares no qual desciam. — Está bonito. — Jeon falou quando chegaram no segundo. WooBin mordiscou o lábio inferior e esperou que chegassem ao térreo. O elevador abriu e saíram juntos. — Obrigado... você também. Jeon sorriu e seguiu para fora. WooBin cumprimentou o porteiro, mas viu Jeon destravar o carro e sorriu de volta para ele quando teve a porta aberta para que adentrasse. Hajoon bateu com sutileza a porta, observando se vinham carros quando foi para a rua e adentrou o lado do motorista. — Teremos que passar no senhor Lee, mas Delly não tem aquelas caixinhas de transportes, então se você puder, terá que levá-la no colo. Ou eu posso levar, se quiser dirigir. — Não, está tudo bem, eu levo ela. — Jeon assentiu e deu partida no carro, arrumando o cinto de segurança com apenas uma mão, enquanto olhava os retrovisores para sair da vaga. — Espero que ela não tenha nada grave... — WooBin disse fechando o cinto de segurança em si. — Estou torcendo por isso. Senhor Lee já sofreu muito com a morte do Dylan. — Dylan? — WooBin franziu o cenho. — Sim, era o outro cachorrinho dele. Dylan morreu de causas naturais, tinha doze anos quando aconteceu. Ele e a Delly eram namorados desde os primeiros anos, mas nunca tiveram filhotes. Mas quando Dylan morreu, o senhor Lee descobriu que Delly estava grávida dele, e desde que os filhotinhos nasceram ela anda meio tristinha. — Poxa, será que ela sente falta dele? — Acredito que sim, já vi relatos de que animais são assim quando amam muito ou tem um sentimento forte por outros animais, ou até mesmo humanos. Delly e Dylan sempre foram unidos e únicos naquele terraço, senhor Lee pediu para reformar e cobrir todo o lugar para que eles ficassem confortáveis. — Senhor Lee parece uma pessoa tão boa... — Ele é, WooBin, uma das melhores pessoas que eu pude conhecer na vida. Quando... Quando eu tive que vir pra cá, ele foi o primeiro adulto que me acolheu bem... — Você não é daqui? — Referiu-se a Seul. A curiosidade circulou Park, e ele nunca conseguia mantê-la somente para si. Jeon negou. — Sou de Busan. — Mesmo? Eu também sou de lá, mas eu só nasci por lá mesmo, meus pais moram aqui em Seul. Minha mãe quando estava no fim da gestação foi para perto dos meus avós, então só por isso eu nasci lá. No parto da irmã também, mas eu não entendo o porquê dela só ir quando esteve grávida e depois nunca voltar... — Ela deve se sentir segura lá. — A minha mãe é muito segura Jeon... a mulher mais segura de Seul, infelizmente. — Ela é algum símbolo cultural, ou sei lá, de honra? Geralmente pessoas famosas ou relevantes são assim em cidades grandes... — Hajoon riu, avistando o prédio pacato onde Sunjin morava e reduzindo para parar ali. — Se há uma coisa que minha mãe não é, é um símbolo de honra, não em um quesito bom. — Sua mãe faz parte da máfia, então? — outra vez Jeon riu e estacionou. — Quase isso. — WooBin falou rindo, retirando o cinto e esperando que Jeon destravasse o carro para descer. — Park Nabi, conhece? — A advogada? — Hajoon olhou para WooBin, travando seu carro e esperando-o dar a volta no carro para subir. WooBin assentiu. — Não me diga que ela que é a sua- — Mãe. — WooBin interrompeu Hajoon e riu, abrindo ele o portão para subir. — Pode ter certeza. — Minha nossa, eu já ouvi falarem muito dela. Me desculpe, mas ela é conhecida como o próprio demônio quando está num tribunal. Dizem que os clientes vendem a alma para ela, porque ela nunca perde um caso. — Eu ficaria bem ofendido com o seu comentário se eu não concordasse com ele. Ela e Park JoonHo são o próprio m*l. — Você e seus pais não tem um relacionamento bom? — Jeon perguntou seguindo WooBin escadas acima. O outro olhou-o por cima do ombro, assentindo para a pergunta. — Desculpa se estou sendo muito invasivo, eu tenho esse problema quando... — Se sente à vontade? — Acho que sim. WooBin abriu a porta do terraço, Sunjin já estava por lá, estava sentado num banquinho, bem ao lado de Delly e fazia carinhos sobre as orelhas dela. — Senhor Lee. — WooBin chamou a atenção do homem, fazendo-o esboçar um sorriso ao notá-lo ali junto ao outro. — Boa tarde. WooBin fez uma reverência e Hajoon se aproximou do mais velho, tocando-o sobre o braço para ajudá-lo a ficar de pé. — Está tudo pronto? — Hajoon perguntou, vendo-o assentir. O homem havia feito questão de ir junto a ambos, o que para eles não foi problema algum. — Vou só chamar meu neto para vir ficar com os filhotinhos. — O senhor tem netos? — WooBin perguntou, vendo-o se afastar. — Somente um, ele mora comigo. — disse, abrindo a porta outra vez para gritar do início da escada. — Junsik! WooBin franziu o cenho, não poderia ser o mesmo Junsik que estudava como ele. — Venha, Hajoon chegou, precisamos ir. — senhor Lee falou. WooBin surpreendeu-se ao ver seu colega de curso aparecer ali. Ele estava apenas vestido numa calça folgada de flanela xadrez e assustou-se também ao notar WooBin ali. Junsik tentou cobrir o tronco despido, mas tudo o que fez foi o avô rir. — Junsik! — WooBin chamou-o contente, aproximando-se do outro. — eu não acredito que você que é o neto do senhor Sunjin. — Muito menos eu sabia que você é o tal namorado do... do coisinha aí. Hajoon riu, não era nova a implicância com o garoto. Desde que conheceu Sunjin, havia se aproximado tanto que pensava que Junsik se sentia ameaçado com a ideia do mais velho vê-lo também como um neto. — Não chame o Hajoon de coisinha. — Sunjin reclamou, olhando-o com raiva. — Peça desculpas. — Está tudo bem, senhor Lee, o coisinha aqui é ele, esse ciumento. — Eu não tenho ciúme de você. — Junsik falou semicerrando os olhos e Hajoon o imitou. — Vê se cresce, criança. — Hajoon o provocou. — Falou o idoso. WooBin permanecia olhando-os no meio. O que lhe chamava mais atenção era o modo informal e sem filtros que ambos falavam um com o outro. — Vocês parecem irmãos. — WooBin soltou, o que fez ambos olharem-no com uma caretinha. — Não mesmo. — Junsik falou. — De jeito nenhum, WooBin. Eu sou bonito. — Junsik também. — WooBin riu da cara que Hajoon fez. Parecia incrédulo, mas não era uma mentira. Ambos eram mesmo bonitos. — Mas eu digo, irmão brigam, certo? E vocês estão brigando como irmãos. — Ok, Ok, você está delirando. — Hajoon disse e virou para o mais velho. — Vamos senhor Lee? Sunjin assentiu, vendo o modo em como Hajoon se arrumava para pegar a cadelinha no colo e enquanto ele fazia aquilo, Junsik aproximou-se devagar de WooBin. — Vocês... estão mesmo namorando? — Eu e Hajoon? — WooBin perguntou olhando-o e viu-o assentir. — Não... somos só, hm, colegas eu acho. Eu nem sabia que ele era da mesma universidade que nós para ter ideia, soube há uma semana. — Ah... certo. Então eu queria saber se você não queria... Não sei, ir ao cinema comigo, tipo, só comigo? WooBin olhou-o e riu contido. — Você está me chamando para um encontro? — Tipo isso... WooBin riu mais, vendo Junsik se encolher e rir do mesmo modo, completamente envergonhado enquanto abraçava o próprio peito desnudo. — Será que a paquera já acabou? — Hajoon interrompeu-os, olhando Junsik e em seguida WooBin. — Precisamos ir. — Oh, claro. — WooBin foi até o senhor de idade e segurou a mão do homem para ajudá-lo a descer as escadas. — Junsik, fique de olho neles, entendeu? Cuidado para não deixar que eles caiam da caminha. — Tudo bem, vovô, eu vou ficar de olho. O homem assentiu e seguiu com WooBin, mas antes que descessem as escadas, WooBin olhou-o uma última vez, sorrindo e dizendo: — A gente conversa depois. Aquela mísera frase fez o peito de Junsik esquentar. A quanto tempo ele não esperava por aquela oportunidade? [...] Estavam a caminho de um hospital veterinário que pertencia a um antigo amigo de Hajoon. Ele chamava-o assim, porque havia sido aquele amigo, o mesmo que na história que contou a WooBin, lhe ajudou e lhe abriu a mente para a forma que hoje ganha dinheiro. Sunjin estava no banco de trás, sentado no assento do meio e com o cinto de segurança ao redor de seu corpo. WooBin segurava Delly nos braços e fazia carinhos nela, enquanto a cadelinha apenas dormia. Hajoon dirigia, mas vez ou outra olhava para o homem no banco de trás ou para WooBin, respirando fundo e batucando o pé quando paravam em algum sinal vermelho. — Você, hm... — Jeon começou, chamando a atenção de WooBin quando parou em mais um sinal vermelho. O Jeon olhou para o outro e coçou a garganta antes de continuar. — conhece o coisinha de onde? WooBin riu. — Não o chame assim, parece o Hwan quando implica. Nós estudamos juntos. — Dança? — Jeon voltou a andar com o carro, vendo no GPS que faltavam poucos metros para chegarem. — Uhum, mesmo curso, mesmo período. Iremos terminar juntos. — E vocês... — Jeon outra vez coçou a garganta e desta vez olhou o retrovisor, apenas para não desviar o olhar para WooBin. — Estão saindo? — Ainda não. — WooBin falou e Hajoon olhou-o. — Eu terminei um relacionamento a pouco tempo e foi bem conturbado... Não sei se quero me envolver com outra pessoa agora. — Relacionamento conturbado, sei bem... Mas diga, o que de fato aconteceu? — Chifre, Hajoon. Eu levei chifre não sei nem quantas vezes, mas presumo que muitas. — Então é corno... agora entendo a revolta do estacionamento. — Hajoon riu, avistando o hospital à frente. — Eu fui corno. — WooBin o corrigiu. — Se eu já deixei Jiwan, significa que eu também deixei o chifre. Hajoon adentrou o estacionamento e parou numa vaga perto da entrada, WooBin desceu do carro com cuidado com Delly em seus braços, enquanto Hajoon desprendia o cinto de Sunjin e ajudava-o a descer do carro também. — Eu não acho que essa seja a definição de ser corno, filho. — Sunjin disse para WooBin, fazendo Hajoon rir. — Chifre é algo que quando tomamos uma vez, ele nunca mais some. — Ainda bem que não cresce, então. — WooBin resmungou, mas riu no final. Adentraram o hospital e Hajoon foi quem foi à recepção. Já havia marcado a consulta com JooJonHee no dia anterior, então bastou que a mulher ligasse para o consultório do veterinário, e Hajoon teve permissão para adentrar com Delly. — Nós podemos ir, não é? — Sunjin perguntou. WooBin não largava Delly por nada. — Vão sim, é no final do corredor. — a atendente informou. Seguiram a orientação da mulher e Hajoon logo viu a placa com o nome do homem na porta. Bateu duas vezes antes de adentrar, mas sorriu grande quando viu JonHee.
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